MG terá 1.300 radares “dedo-duro”, que pegam até carros que são apenas suspeitos de alguma coisa

Além de medir a velocidade, nova geração de dispositivos vai monitorar deslocamentos atípicos e transporte clandestino no estado

Rodovia Mineira radar inteigente
Os radares serão implementados nas rodovias mineiras a partir de junho (Foto: DER-MG | Reprodução)
Por Júlia Haddad
sob supervisão de Eduardo Passos
Publicado em 21/05/2026 às 21h00

A partir do mês que vem, o governo de Minas Gerais, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-MG), iniciará a instalação de uma nova geração de radares inteligentes nas rodovias estaduais. Além de fiscalizar o excesso de velocidade, os equipamentos funcionarão como uma ferramenta estratégica de segurança pública, dotados de leitura automática de placas em tempo real, capacidade de processamento de dados em larga escala e inteligência artificial.

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Em sua função mais tradicional, a tecnologia permitirá a identificação imediata de veículos roubados ou clonados e o flagrante daqueles em excesso de velocidade. Além disso, os aparelhos serão capazes de detectar o que o DER chama de “padrões de comportamento fora do comum”, como “deslocamentos atípicos e a circulação recorrente de veículos em comboio”. Segundo o órgão, o sistema emitirá alertas automáticos que tornarão as abordagens menos aleatórias e mais focadas no combate a irregularidades, como o transporte clandestino de passageiros e o uso indevido de autorizações de carga.

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O estado argumenta que o principal objetivo da medida não é a arrecadação. A autarquia afirma que menos de 1% dos veículos que passam pelos radares mineiros são multados. A nova rede foi projetada com base em geoprocessamento para atuar nos pontos de maior índice de ocorrências, com uma estimativa oficial de economizar até R$ 76 milhões em custos associados a acidentes rodoviários.

Na primeira fase do cronograma, 210 novos aparelhos serão instalados, juntando-se à atual malha de 614 radares. A substituição dos equipamentos antigos ocorrerá de forma gradual, com a meta de colocar 1.300 radares inteligentes em operação até 2028. Para garantir a eficiência da fiscalização, o contrato de licitação adotou um modelo de remuneração por desempenho, pagando às empresas apenas pelo tempo em que as câmeras estiverem efetivamente funcionando.

O projeto prevê ainda a futura integração do banco de dados com as secretarias estaduais de Segurança Pública (Sejusp-MG) e da Fazenda (SEF-MG), fortalecendo o cerco tecnológico contra o crime. A estratégia se soma a outras inovações recentes adotadas pelo estado, como a integração de informações viárias com o Waze e o uso de inteligência artificial no monitoramento do tráfego.

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