Na contramão do mercado, presidente da Toyota segue defendendo os motores a combustão
Presidente da Toyota diz sentir-se isolado na indústria ao defender motores tradicionais e aposta em múltiplas tecnologias para o futuro
Publicado em 13/06/2026 às 17h00
Enquanto a maior parte da indústria automotiva acelera a transição para os veículos elétricos, a Toyota mantém sua estratégia de investir em diferentes tecnologias. Além dos elétricos a bateria, a montadora segue desenvolvendo modelos movidos a hidrogênio, células de combustível e motores a combustão, uma visão fortemente apoiada por seu presidente, Akio Toyoda.
Em entrevista ao canal CarWow, Toyoda afirmou que seu maior receio em relação ao futuro do setor é justamente a migração em massa para os veículos elétricos. Segundo ele, há alguns anos era uma das poucas vozes da indústria a defender publicamente a continuidade dos motores a combustão, citando não apenas a paixão pelos automóveis tradicionais, mas também a preservação dos empregos ligados à cadeia produtiva desses motores.
VEJA TAMBÉM:
- Hyundai lança i20 para ficar entre Creta e HB20, partindo de R$ 100 mil
- VW confirma venda do ID.4, seu primeiro elétrico no Brasil, ainda em 2026
- Jeep e Peugeot podem ganhar “irmãos chineses” no Brasil; entenda o plano da Stellantis
O executivo afirmou que se sente cada vez mais isolado nesse debate, já que a maior parte das montadoras passou a concentrar seus esforços na eletrificação. Ainda assim, destacou que dentro da própria Toyota existem profissionais e entusiastas que continuam defendendo alternativas a um futuro totalmente elétrico.
Apesar das críticas à eletrificação acelerada, Toyoda reconhece que a indústria precisará avançar na redução das emissões e desenvolver veículos mais sustentáveis. No entanto, ele defende que o automóvel deve continuar despertando emoção nos consumidores e não ser tratado apenas como uma ferramenta para atingir metas ambientais ou financeiras.
A marca move na mesma direção que as opiniões de Toyoda, já que a próxima geração do Toyota GR Yaris deverá adotar um conjunto híbrido de alto desempenho, possivelmente combinando um novo motor 2.0 turbo com assistência elétrica para alcançar cerca de 394 cv. Ao mesmo tempo, a fabricante continua investindo em esportivos com motores convencionais, como o futuro Toyota GR GT, além dos aguardados retornos do Toyota MR2 e do Toyota Celica.
A posição de Toyoda reforça a aposta da Toyota em uma transição gradual, baseada em múltiplas tecnologias, em vez de uma adoção exclusiva dos veículos elétricos.
👍 Curtiu? Apoie nosso trabalho seguindo nossas redes sociais e tenha acesso a conteúdos exclusivos. Não esqueça de comentar e compartilhar.
|
|
|
|
X
|
|
|
Siga no
|
||||
Ah, e se você é fã dos áudios do Boris, acompanhe o AutoPapo no YouTube Podcasts:
Podcast - Ouviu na Rádio
|
AutoPapo Podcast
|
Ele sabe que baterias não armazenam eletricidade, e sim energia química. Temos a tração primária elétrica há cerca de 200 anos, mas o fato da conversão de energia feita na recarga limitar a potencia de recarga de uma bateria bem abaixo da potencia de descarga torna os carros elétricos inviáveis para todos os trajetos que não sejam completamente previsíveis.
Conversa fiada, engana quem gosta. Está é com medo de perder a hegemonia.
O mercado é a moda!
Hoje a moda é andar de carro elétrico e amanhã a moda será andar à pé!
Acham que aqui é Europa… veja o salário mínimo daqui em relação a Europa. Se só sobrar carro elétrico quem vai bacar a troca de jogo de baterias… então os menos privilegiados da sociedade ficarão a pé ou de Jegue.
Onde está o Prius flex que mostraram pro Lula e guardaram na garagem?
Virou o corolla flex a 220 mil reais, mais caro que muito chinês completamente elétrico.
A tecnologia a baterias não é recente, ela já existe há gerações.
Antes a limitação estava na baixa eficiência e no enorme peso s volume das baterias.
Hoje com as baterias mais compactas e eficientes, o desafio agora é a disponibilidade de eletricidade de matriz limpa. Porém na maior parte do mundo a eletricidade é de matriz poluente, e cada vez menos disponível..
Portanto goste-se ou não, os motores a combustão ainda vão imperar por muito tempo, e boa parte felizmente integrando tecnologias híbridas.
Akio é um nepobaby panaca e sem noção. Seu único mérito é ter sido sorteado na loteria genética e ser neto do fundador da Toyota, Kiichiro Toyoda.
A Europa já é completamente irrelevante na indústria automobilística, o jurássico Japão e a jurássica Toyota estão no topo da fila da irrelevância iminente.
Não é à toa que Akio vai às corridas de automóveis no Japão com o boné vermelho Make America Great Again, e vestindo camisetas com fotos de Donald Trump e JD Vance.
Haja burrice e dissonância cognitiva.
Não sei pq algo me diz que vc escreveu isso usando uma camiseta do Che e está triste com a prisão do Maduro.
“Haja burrice e dissonância cognitiva” típicas palavras de quem se acha superior. Mas no máximo está sentado num cargo publico de baixo escalão.
Até Outubro, nas urnas.
Se todos utilizarem o carro elétrico o valor da energia elétrica irá para as alturas. Temos muitas tecnologias que devem ser exploradas e que forneçam opções. E outro problema e o resíduo gerado. Eu sou a favor da tecnologia do hidrogênio ou até de combustível sintético. Com o avanço da IA os datacenter’s consumirão cada vez mais água e energia elétrica. Então precisamos pensar bem qual futuro desejamos.
A potência elétrica total instalada no Brasil é de 240 gigawatts (GW). Desses 240 GW elétricos totais, um quarto é de potência solar = 60 GW.
A China tem um pouco mais de superfície do que o Brasil, e está localizada muito mais afastada da linha do Equador. Menos irradiação solar média, portanto. Sabe quanto a China tem de potência SOLAR instalada? 1200 GW solares.
Isto é 5X a nossa eletricidade TOTAL. E 20X a nossa potência solar atual. Entende como é ridícula essa discussão de “se todos usarem carros elétricos o Brasil apaga”? O Brasil é um gigantesco painel solar totalmente inexplorado.
Hidrogênio e combustíveis sintéticos não fazem sentido nenhum. Utilizam muito mais eletricidade na produção. E também na utilização nos veículos. Ou seja, serão sempre opções muito mais caras do que elétricos 100% a bateria.
Não existe nenhuma alternativa energética que seja minimamente competitiva em relação aos BEV 100%. E não precisamos delas.
Totalmente certo por isso continuarão a ser a maior e mais eficiente montadora do mundo, 100% eletrico nao é solução. Híbrido é mais coerente e eles estudam ainda outras tecnologias e por isso estao sempre na vanguarda veicular. Chines eletrico é coisa passageira, a energia elétrica é cara e nao vingará.
No Brasil, energia elétrica é um problema. Ter um carro só elétrico é temerário. O híbrido é mais confiável, embora seja mais caro de manter (manutenção caríssima). O carro só a explosão é ultrapassado, mas a gente desconfiada continuará comprando
Certíssimo
Quem define é o consumidor
Não é atoa que segue sendo disparado a maior montadora do mundo há anos!
