Vai comprar carro? Usados têm alta generalizada, enquanto elétricos derretem até 45% no mercado

Índice do banco BV sobe 0,27% no mês e indica acomodação após forte valorização registrada no primeiro trimestre

Concessionária do grupo Carbel
Com alta em 22 estados, preço do carro usado acomoda após aquecimento no 1º trimestre (Foto: Divulgação | Divulgação)
Por Júlia Haddad
sob supervisão de Eduardo Passos
Publicado em 29/05/2026 às 11h00

Os preços dos automóveis de passeio usados no Brasil apresentaram uma leve acomodação em abril. O IBV Auto, índice do banco BV que monitora o setor, registrou alta de 0,27% no mês, uma desaceleração frente ao avanço de 0,71% observado em março.

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Apesar do freio na variação mensal, o mercado segue amplamente aquecido e perdeu apenas uma parte de seu ímpeto inicial do ano. O aumento de preços foi sentido em 22 das 27 unidades da federação, o que demonstra uma demanda nacional resiliente, capaz de absorver reajustes contínuos mesmo diante de restrições na oferta de crédito.

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De acordo com Jamil Ganan, vice-presidente de Varejo da instituição, a procura por modelos de alta liquidez é o que sustenta o setor. Veículos populares tradicionais, como Chevrolet Onix, Celta e Fiat Palio, figuram entre os principais impulsionadores do índice. O Onix, especificamente, liderou as altas pelo terceiro mês consecutivo. Essa dinâmica é um reflexo direto das condições dos veículos zero-quilômetro, impulsionando a busca por usados como alternativa financeira.

Regionalmente, o Norte puxou a valorização no mês, com salto de 1,35%. Na contramão, o Centro-Oeste foi a única região a registrar retração, pressionada pelas quedas em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. No acumulado de 12 meses, Minas Gerais (+8,52%) e Rio de Janeiro (+8,16%) lideram as maiores elevações de preços do país. Segundo o economista-chefe do BV, Roberto Padovani, o desempenho do setor nos próximos meses dependerá estritamente da evolução da renda do trabalhador e da oferta de crédito.

No recorte por tipo de propulsão, a realidade é dura para os donos de carros elétricos puros, que sofrem as maiores perdas no mercado secundário. Modelos lançados em 2023 amargam uma desvalorização drástica de 45,6% até abril deste ano. A queda reflete a forte concorrência e as sucessivas reduções de preços praticadas nos elétricos zero-quilômetro, além da rápida obsolescência tecnológica do segmento. Como base de comparação, os veículos híbridos desvalorizaram 25,2% no mesmo período, e os automóveis movidos exclusivamente a combustão caíram apenas 19,3%.

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1 Comentário
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Louis 29 de maio de 2026

Essa desvalorização alta dos elétricos deve ser por causa dos elétricos de luxo.
Porque o Dolphin mini usado desvaloriza muito pouco.

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