Índice do banco BV sobe 0,27% no mês e indica acomodação após forte valorização registrada no primeiro trimestre
Os preços dos automóveis de passeio usados no Brasil apresentaram uma leve acomodação em abril. O IBV Auto, índice do banco BV que monitora o setor, registrou alta de 0,27% no mês, uma desaceleração frente ao avanço de 0,71% observado em março.
Apesar do freio na variação mensal, o mercado segue amplamente aquecido e perdeu apenas uma parte de seu ímpeto inicial do ano. O aumento de preços foi sentido em 22 das 27 unidades da federação, o que demonstra uma demanda nacional resiliente, capaz de absorver reajustes contínuos mesmo diante de restrições na oferta de crédito.
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De acordo com Jamil Ganan, vice-presidente de Varejo da instituição, a procura por modelos de alta liquidez é o que sustenta o setor. Veículos populares tradicionais, como Chevrolet Onix, Celta e Fiat Palio, figuram entre os principais impulsionadores do índice. O Onix, especificamente, liderou as altas pelo terceiro mês consecutivo. Essa dinâmica é um reflexo direto das condições dos veículos zero-quilômetro, impulsionando a busca por usados como alternativa financeira.
Regionalmente, o Norte puxou a valorização no mês, com salto de 1,35%. Na contramão, o Centro-Oeste foi a única região a registrar retração, pressionada pelas quedas em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. No acumulado de 12 meses, Minas Gerais (+8,52%) e Rio de Janeiro (+8,16%) lideram as maiores elevações de preços do país. Segundo o economista-chefe do BV, Roberto Padovani, o desempenho do setor nos próximos meses dependerá estritamente da evolução da renda do trabalhador e da oferta de crédito.
No recorte por tipo de propulsão, a realidade é dura para os donos de carros elétricos puros, que sofrem as maiores perdas no mercado secundário. Modelos lançados em 2023 amargam uma desvalorização drástica de 45,6% até abril deste ano. A queda reflete a forte concorrência e as sucessivas reduções de preços praticadas nos elétricos zero-quilômetro, além da rápida obsolescência tecnológica do segmento. Como base de comparação, os veículos híbridos desvalorizaram 25,2% no mesmo período, e os automóveis movidos exclusivamente a combustão caíram apenas 19,3%.
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A reportagem deve estar citando o Onix antigo, porque esses novos na rede de usados é o que mais tem para vender. O modelo anterior não se acha em lugar algum.
O fato é a Europa não queria nenhum veículo a combustão até 2035,E prometeu bilhões em investimentos em carregadores nas vias . Então as montadoras como por exemplo VW, Mercedes,gostaram milhões de euros em eletrificação de seus veículos.Para no final verem q os carros chineses estão muito a frente nessa tecnologia e com um custo muito menor pq produzem praticamente o carro todo sem terceiros.conclusao veículos chineses elétricos muito melhores e mais baratos q europeus e nada dos países investirem em pontos de recargas como anunciaram e prejuízos de bilhões nas montadoras europeias q não sabem como lidar com a tecnologia chinesa..
Reportagem tendenciosa. Veículos acima de 200 mil reais têm alta desvalorização, independentemente da fonte de energia utilizada. Veículos abaixo deste valor têm desvalorização muito menor, também independentemente da energia utilizada. Se os veículos elétricos ainda apresentam a questão da dúvida do consumidor quanto à durabilidade e custo de reparo após alguns anos de uso, os veículos à combustão modernos têm apresentado alta fragilidade e quebras críticas com custo alto de reparo, devido à questão das exigências de emissão de carbono. Some-se a isso um dos combustíveis mais adulterados do mundo. Esta última questão, somada aos problemas de oferta com a guerra em Ormuz, têm atraído cada vez mais os novos proprietários para a energia elétrica.
Essa desvalorização alta dos elétricos deve ser por causa dos elétricos de luxo.
Porque o Dolphin mini usado desvaloriza muito pouco.