Volkswagen Saveiro 100% a álcool já está em testes e pode chegar em breve
Projeto miraria frotas corporativas, com apelo ambiental e redução de impostos pelo Programa Carro Sustentável, do Mover
sob supervisão de Eduardo Passos
Publicado em 11/06/2026 às 16h00
A Volkswagen, segundo o Automotive Business, já está testando uma unidade da picape compacta Saveiro adaptada para rodar apenas com etanol, sinalizando interesse em entrar no nicho dos veículos movidos exclusivamente pelo biocombustível após a estreia do Chevrolet Onix Eco.
Por enquanto, a adaptação se resume a uma calibração do sistema flex para que a injeção reconheça e queime somente o álcool, sem alterações mecânicas. Carros movidos exclusivamente a álcool foram comuns no país nas décadas de 1980 e 1990, mas perderam espaço para os motores flex, lançados em 2003.
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Desafios técnicos da calibração e do motor
Hoje, toda a linha de passeio da Volkswagen no Brasil é flex, capaz de rodar com gasolina, etanol ou qualquer mistura entre os dois — daí a opção de partir de uma simples recalibração. A solução atual, porém, não é a ideal, segundo uma fonte ligada à montadora. Para viabilizar um modelo comercial mais eficiente, a Volkswagen precisaria desenvolver um motor específico, com modificações nos pistões e no cabeçote que permitam uma taxa de compressão mais alta. É a maior compressão que permite extrair do etanol, de octanagem superior à da gasolina, mais potência e eficiência térmica.
Antes disso, a área de vendas ainda precisa concluir um estudo de viabilidade econômica para que o projeto entre na linha oficial da empresa na região. Caso avance, a tecnologia deve ser embarcada em um modelo utilitário, voltado a frotas corporativas, por duas razões.
Uma delas é o apelo ESG: a queima do etanol é mais limpa que a da gasolina, o que ajuda empresas a reduzir as emissões de suas frotas. Além disso, há o benefício fiscal: o motor a etanol viabiliza a entrada no Programa Carro Sustentável, modalidade do programa federal Mover que reduz tributos para os veículos mais eficientes e menos poluentes.
A Volkswagen não está sozinha nesse movimento. A General Motors saiu na frente e lançou uma versão a etanol do Chevrolet Onix, enquanto a Stellantis afirma ter um projeto pronto, mas ainda guardado na gaveta.
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Que bom, queria tanto voltar aos anos 80. Agora só falta mudar a educação do povo, fazer com que as autoridades tenham respeito e dignidade em suas atuações, termos magistrados justos, polícia exemplar, b@ndidos com medo da justiça e educação de base forte. Continuemos até conquistarmos tudo que se perdeu no passado. (Contém ironia).
Só compraria se a taxa de compressão fosse de no mínimo 17:1 com acelerador eletrônico, ou 14:1 com cabo. Assim, seria possível aproveitar melhor o etanol, e o motor também funcionaria melhor com GNV e especialmente biometano, que consegue ser ainda mais limpo que o etanol.
Pelo menos assim se os usineiros nos largarem na mão, como fizeram no passado, podemos colocar um botijão de gás e sair andando.
Com o governo oficializando o rabo de galo , a lei já permite 35% de alcool na mijolina (vão falar dos testes, mas vão ser encomendados e vai ser liberado), daqui a pouco vãio poropor 45 a 50%, Voltem com o carro a alcool de uma vez. Afinal estão obrigando as pessoas a usar alcool mesmo.
Coitado de quem quer um carro importado ou tem um antigo por hobby.
Se o governo quer tanto favorecer o rubens ometto e a cosan/raizen, deveria pelo menos fazê-los vender butanol, com um aditivo para melhorar o ponto de fulgor.
