Ducati Panigale V4 2027 ganha 218 cv e 0,4 s por volta
Atualização de ano-modelo investe mais em chassi, eletrônica e transmissão do que no motor, que ganhou só 2 cv
Publicado em 30/10/2026 às 14h00
Dois anos depois de lançar a sétima geração da Panigale V4, no World Ducati Week de 2024, a Ducati apresentou em 15 de outubro a linha 2027 da superesportiva. Não é uma nova geração: são mudanças pontuais em motor, transmissão, chassi e eletrônica que, segundo a fabricante, valem 0,4 segundo a menos por volta no circuito de Vallelunga, na Itália, em comparação com o modelo atual.
A atualização chega no melhor momento possível para o argumento de marketing da marca, que vem de vencer o Mundial de Superbike de 2026 e cita ainda os títulos do SBK Produção italiano de 2025 (com a V4 S) e do britânico e do EuroMoto SBK de 2026 (com a V4 R).
VEJA TAMBÉM:
- Kawasaki KLE 650 é revelada e vira maior trail da família
- Bajaj atualiza NS200 na Índia e deixa a versão brasileira para trás
- Honda CB1000 Hornet: a mais potente da história colocada a prova

Ducati Panigale V4 ganha 2 cv e 500 rpm a mais no limitador
O V4 Desmosedici Stradale de 1.103 cm³ passou a entregar 218 cv a 13.500 rpm, dois a mais que antes, ainda na homologação Euro5+. O torque segue em 12,3 kgf.m a 11.000 rpm.
O ganho veio de escapamento revisado, nova entrada de ar e recalibração do circuito de lubrificação para reduzir perdas por atrito. Ele se concentra entre 12.000 e 14.000 rpm, com pico de 3,5 cv a mais a 13.000 rpm — faixa em que a moto só costuma trabalhar na pista. A entrada de ar ampliada eleva a pressão do ar em 0,6% a 300 km/h, o que rende outros 1,3 cv nessa velocidade.
O limitador subiu 500 rpm, para 15.000 rpm, mas apenas da segunda à quinta marcha.
Relação final mais longa
A mudança de maior efeito prático não está no motor. A Ducati alongou a relação final, que passou de 16/41 para 17/42 dentes. Com isso, cada marcha estica mais e o piloto permanece mais tempo na mesma relação: em Vallelunga, segundo a fabricante, são duas trocas a menos por volta.
O pinhão maior também encurta o entre-eixos em 8 mm, o que tende a deixar a moto mais rápida nas mudanças de direção.
Quadro dianteiro perde 12% de rigidez lateral

Na ciclística, a principal alteração é a redução de 12% na rigidez lateral do chassi Front Frame. Em ângulos de inclinação elevados a suspensão trabalha pouco, e a flexão do quadro passa a ter papel maior na manutenção do contato do pneu com o asfalto. A Ducati diz que o resultado é mais aderência na dianteira e mais precisão na entrada de curva.
A V4 S também recebeu semiguidões (clip-ons) ajustáveis, que podem subir 10 mm para deixar a posição de pilotagem mais alta, seguindo o que a MotoGP vem fazendo nos últimos anos. O ajuste, porém, é liberado apenas para uso em pista.
Freio motor passa a considerar a carga no pneu traseiro
A novidade eletrônica é o Dynamic Engine Brake (DEB), que substitui o Engine Brake Control e usa o algoritmo DVO (Ducati Vehicle Observer) para modular o freio motor conforme a carga real sobre o pneu traseiro. Junto dele estreia o Race Brake Control (RBC), que aumenta a participação da roda traseira na desaceleração.
Os dois trabalham em conjunto para permitir frenagens mais tardias e trajetórias mais fechadas. Vale a ressalva: são sistemas que ampliam a margem do piloto na pista, não equipamentos de segurança para o uso na rua.

Escapamento Akrapovič na Panigale V4
Como acessório, a Ducati oferece o escapamento Akrapovič Full Racing Exhaust PRO, voltado ao uso em pista. A fabricante informa ganho de 11 cv e 0,7 kgf.m e redução de 6,6 kg — valores bem superiores aos obtidos pelo conjunto homologado.
V4 S pesa 4 kg menos e tem suspensão eletrônica
A versão S usa suspensão eletrônica DES 3.0, com garfo Öhlins NPX-30, amortecedor TTX 36 e amortecedor de direção, todos com controle Smart EC 3.0, além de rodas de alumínio forjado e bateria de lítio. Declara 187 kg em ordem de marcha sem combustível.
A V4 traz suspensão convencional, com garfo Showa Big Piston de 43 mm, monoamortecedor e amortecedor de direção Sachs, rodas de liga de cinco raios, bateria de chumbo-ácido e semiguidões fixos. Pesa 191 kg no mesmo critério. O restante do equipamento é igual, incluindo o painel TFT de 6,9 polegadas, os freios Brembo Hypure, os pneus Pirelli Diablo Supercorsa V4 com 200/60 na traseira, as asas em configuração biplano e o pacote eletrônico com IMU de seis eixos.
Personalização de fábrica chega à V4 S
Pela primeira vez a Panigale entra no programa Ducati Factory Made, que permite encomendar a moto já configurada. São 11 cores, cinco delas vindas do programa Ad Personam da Lamborghini (Arancio Xanto, Giallo Belenus, Verde Scandal, Viola Pasifae e Blu Uranus), mais as pinturas Corse e Performance. Também é possível pedir de fábrica os pacotes de freio dianteiro PRO e PRO+, a embreagem a seco STM e as pedaleiras ajustáveis. Tudo isso vale apenas para a V4 S.
A V4 de entrada fica com uma única combinação: vermelho Ducati, quadro Urban Grey e rodas pretas.
Europa recebe em março; Brasil segue sem data
A Panigale V4 2027 chega às concessionárias europeias em março de 2027 e às norte-americanas em abril. Sobre os demais mercados, a Ducati diz apenas que a distribuição continuará nos meses seguintes — sem citar o Brasil e sem divulgar preços em nenhum mercado.
👍 Curtiu? Apoie nosso trabalho seguindo nossas redes sociais e tenha acesso a conteúdos exclusivos. Não esqueça de comentar e compartilhar.
|
|
|
|
X
|
|
|
Siga no
|
||||
Ah, e se você é fã dos áudios do Boris, acompanhe o AutoPapo no YouTube Podcasts:
Podcast - Ouviu na Rádio
|
AutoPapo Podcast
|
