Honda CB1000 Hornet: a mais potente da história colocada a prova
Avaliado em pista, o modelo alia tecnologia à potência de 147 cv e se mostra uma moto mansa ao mesmo tempo que tem alto desempenho
Publicado em 10/10/2026 às 17h00
A Honda CB1000 Hornet era a última e mais esperada da nova família de vespas criada pela japonesa. A maior e mais potente de todas as Hornet já criadas cativou o público com seus quatro cilindros, de volta após mais de 10 anos fora do Brasil.
A nova 1000 começou a ser comercializada no Brasil em setembro e, para testar a novidade, que já chega às ruas, o AutoPapo esteve em Mogi Guaçu (SP), a convite da Honda, no Autódromo Velocitta. Na experiência, pudemos testar todo o desempenho do modelo em pista, além do uso rodoviário.
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A primeira impressão
Foram cerca de 70 km até a chegada ao autódromo, o que deu a chance de conhecer o modelo em uso urbano e rodoviário.
Logo se percebe que a nova Honda CB1000 Hornet não é uma moto para iniciantes, afinal são 147,4 cv de potência e 10,3 kgfm de torque em um conjunto pequeno — por ser uma esportiva — de 197 kg.

Tudo isso, na primeira acelerada, pode parecer muita coisa, mas os mais experientes logo percebem que as tecnologias presentes no modelo tornam a moto mais fácil de domar do que muitas concorrentes potentes.
Tecnologias da Honda CB1000 Hornet
A eletrônica da Honda CB1000 Hornet começa pelo acelerador eletrônico Throttle By Wire (TBW), que permite selecionar três modos de pilotagem predefinidos — Rain, Standard e Sport — e dois modos personalizáveis.
O piloto pode ajustar a potência do motor e o freio-motor em três níveis, além do controle de tração HSTC, que possui quatro níveis e pode ser desligado. O sistema também integra o controle de empinada, ajudando a manter a roda dianteira sob controle nas acelerações.
O pacote inclui ainda freios ABS de dois canais, sinalização de frenagem de emergência (ESS), embreagem assistida e deslizante e painel TFT colorido de 5 polegadas, com conectividade para smartphone pelo Honda RoadSync.
Na versão SP, a topo de linha, há também quickshifter ajustável em três níveis, que permite trocar e reduzir marchas sem acionar a embreagem, com aceleração automática nas reduções.
Nas baixas velocidades, mal precisa trocar de marcha
Todo este conjunto potente e tecnológico resulta em uma aceleração muito linear. Para isso, a marca ajustou o comando de válvulas do motor para uma posição mais diagonal, o que prioriza essa característica.
Com isso, os trancos de uma acelerada mais forte por acidente são amenizados, e o piloto consegue até rodar em velocidades mais baixas sem ficar dando pinote.
A alta potência e o torque se somam a isso em uma característica que motos grandes em geral apresentam: a moto sempre tem “fôlego”. Quer dizer, na Honda CB1000 Hornet, o piloto pode estar com uma marcha muito alta e velocidade baixa e, mesmo assim, o modelo não fica fraco.
É na alta que a Honda CB1000 Hornet muda

O modelo, que parece familiar em baixa velocidade, se transforma quando é exigido. Ao acertar os modos de condução para maior potência e torque, com suspensões preparadas para compressão e retorno ideais, controle de tração desligado e outros ajustes que o piloto achar necessários, a Hornet toma outra forma.
O conjunto se mostra muito acertado para um track day, acelerando bem, contando com boas retomadas e um acerto que ajuda o piloto na hora de realizar manobras e curvas.
A grande vantagem está na união de ser um modelo fácil de se adaptar e, ainda assim, extremamente potente e eficiente.
Os pontos negativos vêm de onde não dá para escapar
Nem tudo é perfeito, mas a CB1000 Hornet quase seria, não fossem os pontos fracos que toda naked tem.





Motos naked não contam com a melhor aerodinâmica, uma vez que as carenagens não existem e, além disso, para-brisas não costumam ser adicionados. Tudo isso gera uma turbulência significativa quando se passa dos 180 km/h.
O peso é outro fator. Como o modelo tem um motor grande e muitos componentes (inclusive fundamentais para mantê-lo no chão em altas velocidades), o peso também pode ser um ponto a se considerar. Mesmo que, comparada às rivais, ela seja até fácil de curvar, quem procura leveza deve olhar, quem sabe, para a sua irmã 750.
Apesar de tudo, estes pontos de alerta não chegam a ser grandes preocupações, e os pontos positivos fazem com que eles quase não apareçam.
O escapamento gerou burburinhos

A imprensa e também os usuários das redes já se posicionaram contra o escapamento. Por mais que ele não tenha nenhum ponto negativo em si — deixando até que o som dos quatro cilindros flua bem —, a estética não agradou. Um modelo mais singelo e menor seria melhor aceito.
A Honda CB1000 Hornet é a mais barata em sua variante de entrada

Por fim, a nova Hornet se mostrou uma moto completa para quem quer apostar no track day e também passear em um fim de semana, além de ter vantagem nos preços.
Nas variantes comuns (branca e vermelha), o modelo parte do preço sugerido de R$ 68.800, que, mesmo com a adição do frete, deve chegar, na prática, mais barato que as concorrentes diretas Kawasaki Z1100 e Suzuki GSX-S1000, ambas na casa dos R$ 76 mil.
O preço só fica mais apertado quando a versão preta, a SP, entra na briga. A Honda CB1000 Hornet SP, que tem como adicionais quickshifter, suspensão traseira mais refinada e pinças de freio Brembo, tem preço sugerido de R$ 76.750, o que seria parelho ao das concorrentes, mas já chega a custar R$ 84.803, segundo a Tabela Fipe (preço que provavelmente é pedido nas lojas).
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