Fiat Argo 1.0 Drive: desempenho na conta do chá

Modelo de entrada do compacto da Fiat tem preço a partir de R$ 46.800. Mas vem sem rádio. O jeito é se encantar (ou não) com o barulho do de três cilindros

Por Daniel Camargos05/07/17 às 18h24

Logo ao ser lançado, o Fiat Argo chegou com a pompa de que brigaria pela liderança. Porém, a projeção da Fiat, de acordo com o diretor de marketing, Adriano Resende, é que as vendas do modelo, somadas as do Mobi, Uno e residuais do Palio levem a montadora para a liderança de comercialização no segmento de modelos compactos. O que é diferente do Argo desbancar os líderes Onix e HB20.

Um dos trunfos do Fiat Argo é o modelo de entrada, equipado com o motor 1.0 de três cilindros. A Fiat acredita que a versão será responsável por 35% das vendas do hatchback. A reportagem do AutoPapo dirigiu a versão Drive, hoje de manhã, em Belo Horizonte. Em um circuito curto – sem explorar as subidas acentuadas da capital mineira –  o compacto da Fiat rodou na média dos seus principais concorrentes quando comparado aos equipados com propulsores 1.0.

Apesar de ter um motor menos potente, que rende 72 cv quando abastecido com gasolina e 76 cv com etanol, quando comparado aos concorrentes (78 cv do Onix e 75c v do HB20, ambos com gasolina), o Fiat Argo 1.0 tem acerto que privilegia o torque, que é de 10,4 kgfm com gasolina e 10,9 kgfm com etanol. Superior ao do Onix (8,5 kgfm) e do HB20 (9,4 kgfm).

Fiat Argo 1.0 Drive: desempenho é apenas razoável
Fiat Argo 1.0 Drive: desempenho é apenas razoável

O acerto do motor do Fiat Argo permite que 80% do torque esteja disponível a 2.500 rpm, o que torna o propulsor silencioso. Ou seja, mesmo sendo pequeno para o porte do carro, o motor não esgoela ao arrancar em uma subida. Porém, o som característico dos motores tricilíndricos pode ser percebido no habitáculo, mesmo com os vidros fechados e o ar-condicionado ligado. Os mais maldosos associam o ronco desses motorzinhos com o barulho de cortadores de grama…

O câmbio manual de cinco marchas é bem articulado com o motor. Só não é viável obedecer as indicações de marcha no painel. Elas objetivam a redução de consumo de combustível e, caso o motorista tente ser fiel as setas no Argo, vai deixar o carro frouxo.

Adriano Resende, do Marketing da Fiat, fez questão de frisar durante a apresentação para a imprensa, a diferença entre performance e esportividade. O que o Argo 1.0 oferece, segundo ele, é performance, ou seja, uma adequação a proposta urbana do modelo.

O consumo do Fiat Argo 1.0 recebe dupla nota A do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular, tanto para a categoria quanto comparado a todos os modelos. De acordo com aferição, o consumo é de 9,9 kml na cidade e 10,7 km/l na estrada, quando abastecido com etanol. Com gasolina o consumo médio é: 14,2 km/l na cidade e 15,1 km/l na estrada.

Fiat Argo Drive 1.0 tem motor Firefly que privilegia torque
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A versão de entrada do Fiat Argo, a Drive 1.0, é vendida por R$ 46,8 mil, mas não vem com equipamento de som. O opcional, que inclui som mais central multimídia, eleva o preço para R$ 48.790.

Apesar de não ter rádio, o Fiat Argo Drive 1.0 conta com os seguintes itens de série: ar-condicionado, banco do motorista com regulagem de altura, banco traseiro rebatível, chave canivete com telecomando para aberturas das portas, vidros e porta-malas, apoios de cabeça e cintos de três pontos para todos os ocupantes, direção elétrica progressiva, desembaçador do vidro traseiro, Isofix, iluminação do porta-malas, limpador do vidro traseiro, predisposição para rádio (dois alto-falantes dianteiros, dois alto-falantes traseiros e dois tweeters e antena), sistema Start&Stop, travas elétricas, vidros dianteiros elétricos, volante com regulagem de altura e computador de bordo.

Fiat Argo disputa mercado com Onix e HB20
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Vendas do Fiat Argo em baixa

As vendas do Fiat Argo no primeiro mês foram fracas, bem aquém da expectativa da fabricante. A Fiat calcula que foram vendidas 1,3 mil unidades. O diretor de marketing da fabricante, Adriano Resende, explica que esse número é superior aos oficiais, pois a burocracia para os emplacamentos em alguns estados aliados à atrasos na distribuição na rede de autorizadas atrapalhou a comercialização em junho.

A expectativa, segundo Resende, é que o Fiat Argo fabricado em Betim alcance 5.000 unidades por mês. O número, aliás, está longe dos dois principais concorrentes. O Chevrolet Onix vendeu mais de 14.923 unidades no mês passado, enquanto o HB20 emplacou 9.715 unidades. “Quando falamos em liderança nos referíamos a alcançar a liderança no segmento”, justifica Resende.

Fotos Fiat | Divulgação

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