Com origem no melhor momento da Chevrolet no Brasil, sedã médio-grande até hoje é um carro elegante, confortável com bom desempenho
Alguns carros envelhecem bem. A segunda geração do Chevrolet Vectra é um dos melhores exemplos disso. Com um design refinado e arrojado até para os dias atuais, o sedã também esbanja conforto.
Fruto da “Era de Ouro” da General Motors no Brasil – quando a montadora fazia aqui modelos de vários portes e projetos da europeia Opel -, o Chevrolet Vectra B (como é chamado pelos entusiastas) é considerado um dos ápices do design automotivo europeu do fim do século 20.
Mas ele está longe de ser apenas um rostinho bonito. Com boa dinâmica, espaço bem aproveitado e motores competentes, o Chevrolet Vectra até hoje é uma boa opção de compra no mercado de usados.
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Esse Vectra B chegou às concessionárias Chevrolet em 1996 para substituir o modelo original, de 1993. Com linhas fluidas e os icônicos retrovisores que pareciam “nascer” da junção da coluna dianteira com o capô, ele surgiu como uma alternativa brasileira aos sedãs japoneses importados.
Baseado na plataforma GM2900, o Vectra tem 4,49 metros de comprimento e entre-eixos de 2,64 metros. Para os padrões de hoje, pode parecer um sedã comum, mas naquela época essas medidas o colocavam na categoria de médios-grandes.
O modelo ainda se valia de melhor custo-benefício no segmento. Até porque Honda Accord e Toyota Camry tinham preços e custos de manutenção mais caros, justamente por serem importados.
Em 1999, o carro passou por um leve face-lift. Em 2001, mudou o para-choque.
A produção do Chevrolet Vectra B no Brasil foi encerrada em junho de 2005, após novas versões e edições limitadas. Nos quase 10 anos de mercado local, foram 310 mil unidades feitas.






A trajetória mecânica do Vectra foi uma verdadeira dança das cadeiras. Começou com o confiável motor Família II 2.0 8V, com 110 cv de potência máxima e 17,3 kgfm de torque a 2.600 rpm para as versões de entrada.
Já a variante topo de linha CD tinha mais potência e força. Gera 141 cv e 19,1 kgfm a 4.000 rpm com câmbio automático de quatro marchas.
A GM elevou a cilindrada do motor do Vectra para 2.2. Com esta nova capacidade volumétrica, a variante 8V teve a potência aumentada para 123 cv, enquanto o 16V gerava menos em relação ao 2.0 16V, 138 cv.
Em 2003, já no fim de ciclo do Chevrolet Vectra, o motor 2.0 8V voltou à cena. Desta vez, com 110 cv de potência e preços mais competitivos para garantir fôlego nas vendas.

Vamos focar no Chevrolet Vectra anos 2000 com motor 2.2. Tanto o 8 V como o 16 V têm desempenhos parecidos no ambiente urbano, com respostas rápidas ao acelerador e câmbio manual de cinco marchas bem escalonado e com engates precisos.
0 0 a 100 km/h de ambos fica na casa dos 10 segundos. As diferenças são mais sentidas em determinadas situações no ambiente urbano, e também na estrada.
Com bom torque em baixos giros, os 8 válvulas rendem bem no anda e pára do trânsito, ladeiras e retomadas. Já os multiválvulas (16V) desenvolvem bem em rotações mais altas e velocidades de cruzeiro.
O Chevrolet Vectra desta geração sempre se destacou pelo comportamento refinado. Com um excelente coeficiente aerodinâmico de 0,28 cx e suspensão traseira independente do tipo multilink, o sedã oferece estabilidade que deixava muitos carros modernos comendo poeira.
A direção com assistência hidráulica é precisa, mesmo em velocidades altas, e o carro aponta bem nas curvas. Nessas situações, destaque ainda para a boa rigidez da carroceria e a estabilidade eficiente.
Com freios a disco nas quatro rodas, o Vectra também para bem. Não embica nas frenagens mais bruscas, ressaltando que o carro é equipado com ABS.

No interior, o conforto é evidente. O acabamento bem feito nas portas e teto, aliado a um porta-malas generoso de 500 litros, torna o sedã um carro confortável para a cidade ou viagens em família.
O único “porém” fica para quem vai no meio do banco traseiro, devido ao túnel central elevado. Ou seja, o espaço parece mais adequado a dois adultos e uma criança.
O tratamento acústico da cabine funciona bem, especialmente na cidade. Quase não se houve barulhos de pneus, vento ou do próprio motor.
Ao longo de seus 10 anos de produção, o Vectra teve séries marcantes:

Sugerimos o Chevrolet Vectra 2000 na versão CD com motor 2.2 e caixa manual de cinco marchas. Pela KBB Brasil, o Preço de Revendedor vai de R$ 16.543 a R$ 18.063 (apurado na segunda quinzena de maio de 2026).
O modelo já era equipado com airbag e freios com ABS. No conforto, ar-condicionado, direção hidráulica, trio elétrico (vidros com sistema um toque), ajustes de altura do banco do motorista e do volante e som com CD player.
Se você está pensando em colocar um desses na garagem, primeiramente veja o estado de conservação e se os antigos donos fizeram as revisões e trocas de óleo dentro dos prazos recomendados. Lembre-se que estamos falando de um carro com mais de 20 anos.
Ao mesmo tempo, o Chevrolet Vectra tem motores Família II da GM conhecidos dos mecânicos e as peças são fáceis de achar. Além de serem oferecidas no mercado de reposição a custos razoáveis.
Mesmo assim, fique atento aos relatos comuns de proprietários coletados de fóruns e grupos em redes sociais:
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