Edição de despedida: 7 carros brasileiros cujo fim foi celebrado

Na hora de interromper as vendas de veículos muito queridos, às vezes os fabricantes criam edições especiais de despedida

Por Bárbara Angelo17/02/19 às 10h00

Cada um marcou época por uma razão: a Volkswagen Kombi por ser um veículo único, sem concorrentes, mas popular. O Fusca por ser robusto e ter uma manutenção que podia ser resolvida com um palito de dentes. O Chevrolet Opala por ser luxuoso e avançado, um diferencial no Brasil. Mas todos tiveram uma coisa em comum: foram tão amados que ganharam uma edição de despedida, e trocaram as linhas de montagem por um espaço nos museus e entre colecionadores.

Veja sete edições especiais que marcaram o fim de carros nacionais:

1. Volkswagen Kombi Last Edition

A Kombi Last Edition foi lançada pela Volkswagen em agosto de 2013. A edição de despedida contava com acabamento e acessórios diferenciados – assim como o preço. Custando RS 85 mil, custava quase o dobro da configuração mais simples, vendida, à época, por R$ 46.700.

Inicialmente, a alemã fabricou 600 unidades da Kombi Last Edition. A pintura era em dois tons, no estilo “saia e blusa”, em azul claro e branco. As rodas eram brancas e acompanhadas por pneus com faixa branca, dando ao veículo um ar de nostalgia que buscava reproduzir detalhes clássicos adotados ao longo da fabricação do modelo.

A Kombi brasileira era, até então, o veículo com mais anos de produção de todo o mundo. Lançada na Alemanha em 1950, foi o primeiro modelo da Volkswagen no país, com produção iniciada em 1957 e que só foi terminar em 2013.

Os equipamentos especiais incluíam cortinas em tear nas janelas laterais e vigia traseiro, na cor azul; bancos com revestimento em vinil azul e branco; revestimentos internos no mesmo material com costuras pespontadas e assoalho revestido em carpete.

O motor da Kombi Last Edition era o EA11, um 1.4 flex com 80 cavalos de potência e torque de 12,7 kgfm (etanol). A razão que levou ao fim da comercialização do modelo por aqui foi a exigência legal de que todo veículo contasse com airbags e freios ABS, equipamentos incompatíveis com o projeto da Kombi, desenvolvido em 1940.

No mês seguinte ao lançamento da edição de despedida da Kombi, contudo, a Volkswagen anunciou que aumentaria a produção das iniciais 600 unidades para 1.200. A decisão foi polêmica, e levou proprietários a questionarem o investimento. O argumento é que, com a ampliação da produção, o veículo diminuiria em valor.

A decepção com a Kombi Last Edition foi, inclusive, acatada pela justiça em um caso específico. Na decisão, a montadora foi obrigada a recomprar o veículo de um proprietário que a processou por propaganda enganosa.

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2 Comentários
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    Luck 17 de fevereiro de 2019

    Há um erro no texto com relação ao motor do Fusca. Desde 1984 até suas últimas unidades em 1996 só teve motor 1.6 Tork e não 1.5 como destacado na matéria.

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    RONALDO CAMPOS GABINA 17 de fevereiro de 2019

    A versão de despedida anterior era mais caprichada…tinha uma versão verde metálico, com vidros verdes e desembaçador traseiro.

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