5 carrocerias que estão sumindo do mercado brasileiro

A diversidade no mercado brasileiro está diminuindo, em parte pela invasão dos SUVs, parte pelas mudanças no gosto do consumidor

audi a5 avant tfsi quattro s line 53
Os alemães surpreenderam em voltar a oferecer peruas (Foto: Audi | Divulgação)
Por Eduardo Rodrigues
Publicado em 22/06/2026 às 14h09

O mercado de carros novos perdeu a diversidade que existia no passado. A moda dos SUVs dominou as ofertas das montadoras, matando algumas carrocerias que já foram populares.

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Essa moda afeta até mesmo modelos que seguiram em linha, alguns hatchbacks compactos perderam versões mais equipadas para que um SUV de entrada entre no lugar. Outros ganharam suspensão elevada e um desenho mais parrudo na dianteira para ser vendido como utilitário.

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Para o público que não quer um SUV essa falta de opção é um problema. Listamos a seguir algumas carrocerias que estão quase sumindo do mercado brasileiro, muitos são sustentados por um pequeno público fiel.

1. Peruas

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A única opção era a Porsche Taycan Cross Turismo até a Audi lançar as A4 e A6 Avant (Foto: Audi | Divulgação)

Era a coisa mais comum no passado ter uma versão perua de algum carro. Até os anos 90 eram poucos os modelos sem opção, como o Chevrolet Monza e os primeiros Ford Escort.

As marcas de luxo importavam seus sedãs sempre acompanhados das respectivas peruas também. Mas a oferta desse segmento de carros caiu com a moda das minivans, a partir do final dos anos 90.

A Chevrolet, por exemplo, não trouxe a perua do Astra nacional para priorizar a Zafira. A última nacional com essa carroceria foi a Fiat Palio Weekend, que foi produzida até 2020.

Recentemente a Audi lançou duas peruas no Brasil, a A5 Avant a combustão e a A6 Avant E-Tron. As outras opções que temos no mercado são a Porsche Taycan Cross Turismo, a Audi RS6 Avant e a Zeekr 001.

2. Minivans

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Não existe um meio termo entre a Chevrolet Spin e a Kia Carnival em nosso mercado (Foto: Kia | Divulgação)

As minivans foram uma febre nos anos 90 e 2000, tal qual os SUVs são hoje. O desenho delas até inspiraram os hatches, que ganharam teto mais altor e para-brisa inclinado. Honda Fit e Fiat Punto são alguns exemplos.

Hoje elas estão praticamente fora do mercado brasileiro. Apesar de existir SUVs com sete lugares, eles ainda estão longe de ter um interior bem aproveitado com os das minivans.

Quem procura uma nova no mercado tem apenas três opções: Chevrolet Spin, Kia Carnival e Denza D9. Existe a chance de chegar alguns novidades nesse segmento pelo chineses, que gostam de minivans de alto luxo.

3. Hatches médios

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As opções restantes são de marca premium ou modelos esportivos (Foto: Audi | Divulgação)

Ter um Volkswagen Golf, um Chevrolet Astra, um Ford Focus, um Audi A3 ou um Fiat Stilo era o sonho dos jovens recém habilitados. Os hatches médios eram carros usados como referência no mercado, por trazerem sempre novidades, motores potentes e alguns tinham versões esportivas desejadas.

O último hatch médio produzido no Mercosul foi o Chevrolet Cruze Sport6, que saiu de linha para aumentar a produção do SUV Tracker. O último nacional, o Volkswagen Golf, saiu de cena antes por um motivo similar e deu lugar ao T-Cross na linha de montagem.

Quem procura um modelo desse segmento possui poucas opções: Audi A3, BMW M135, Mercedes-Benz A45 AMG, Honda Civic Type R e Volkswagen Golf GTI. Apenas o A3 não vem em versão esportiva, mas cobra caro por vir da Alemanha e por trazer as quatro argolas na grade.

A Kia prometeu lançar o K4 hatch com motor 1.6 turbo durante o Salão do Automóvel. Se for bem precificado pode pegar os clientes que sentem saudades do Golf, do Cruz Sport6 e do Ford Focus.

4. Conversíveis

Fabian Kirchbauer Photography
Maioria das opções são esportivos, o único conversível pacato que sobrou foi o 420i Cabriolet (Foto: BMW | Divulgação)

Carros conversíveis nunca foram um sucesso no Brasil, mas a opção sempre existiu. Algumas empresas até convertiam carros comuns, tradição que durou até os anos 2000.

Era comum também ver as marcas premium trazendo versões abertas de seus carros, como o Mercedes-Benz CLK, o Audi A5 e o Volvo C70. Hoje as únicas opções são o BMW 420i Cabriolet, o Mercedes-Benz SL e os Porsches 718 Cayman e 911 Cabriolet.

5. Picapes cabine simples

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Ainda existe procura delas para quem usa no trabalho pesado e para frotas, mas a oferta é limitada (Fotomontagem: Eduardo Rodrigues | AutoPapo)

Comprar uma caminhonete no Brasil até os anos 90 era sinônimo de levar para casa um veículo de trabalho com cabine simples. Quem queria cabine dupla para levar a família precisava ir em uma encarroçadora modificar o veículo.

No final dos anos 80 apareceram opções de cabine dupla de fábrica na Chevrolet, na década seguinte vieram as importadas com essa configuração. Hoje as quatro portas são o padrão no segmento das picapes.

Mesmo com as caminhonetes ainda sendo procuradas para o trabalho, as ofertas diminuíram. Restaram apenas a Fiat Strada, a Volkswagen Saveiro, a Chevrolet S10, a Toyota Hilux e a Ford Ranger. Novidades como a Fiat Titano e a GWM Poer vieram apenas com cabine dupla.

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