5 mudanças nos carros que foram incentivadas pelo governo
As montadoras precisam seguir regras impostas pelo governo, algumas vezes elas ajudam o consumidor deixando os veículos mais baratos ou seguros
Publicado em 17/06/2026 às 08h00
O mercado automotivo de cada país é moldado pelo gosto do público e pela legislação local. De tempos em tempos o governo cria regras que pode melhorar (ou não) vendidos em um local.
Desde 2025 que estamos vendo algumas mudanças nos carros brasileiros motivados pelo programa de Carros Sustentáveis. O foco dele é criar incentivos para veículos de baixas emissões para renovar a frota.
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De tabela ele acabou trazendo de volta os motores movidos apenas a etanol, movimento iniciado pelo Chevrolet Onix Eco. Listamos aqui cinco novidades que vieram para os carros nacionais graças a incentivos ou imposições do governo.
1. Carro a álcool

A crise do petróleo foi pesada para o Brasil. Além dos preços da gasolina subirem, o governo ordenou que os postos fechassem durante a noite e aos finais de semana, para reduzir o consumo.
Uma alternativa local foi incentivar o etanol, aproveitando as grandes plantações de cana de açúcar do Brasil. O primeiro carro movido a esse combustível no mundo foi o Fiat 147, lançado em 1979.
Para incentivar a venda dos carros a álcool foi liberara apenas a venda desse combustível durante os finais de semana. Durante os anos 80 eles eram a maioria em nosso país, principalmente na região sudeste.
O carro movido a etanol deixou de ser vantajoso durante os anos 90 e as opções diminuíram. Eles seguiram até 2006 para atender a licitações, taxistas e frotistas. Agora estão voltando por causa do programa de Carros Sustentáveis.
2. Motores flex

O primeiro carro flex do mundo foi o Volkswagen Gol Total Flex, lançado em abril de 2003. Ele poderia ter chegado antes, em 2000 a marca já havia um sistema pronto.
Tanto a Volkswagen quanto as concorrentes esperaram o governo definir os incentivos para os carros flex e a homologação da tecnologia. Isso veio em agosto de 2002, com a redução do IPI para 14% — mesmo valor cobrado para os motores apenas a álcool.
Na época existiu também reduções de IPVA para os carros flex em alguns estados, que desapareceu quando viraram norma. A primazia dessa tecnologia quase foi da Chevrolet com o Corsa, mas a VW adiantou a chegada do Gol Total Flex para comemorar os seus 50 anos de Brasil.
3. Carros 1.0

Esse é um item que muitos leitores vão considerar como negativo. Em 1990 o Governo Federal determinou que os carros com motores entre 800 cm³ e 1 litros recolheriam 20% de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), metade da alíquota para motores maiores.
A Fiat foi a marca mais rápida a colocar um 1.0 no mercado, desenvolveu uma versão de 994,4 cm³ do motor Fiasa em apenas 60 dias. Ela reduziu o curso dos pistões na versão 1.050 do propulsor, que foi usada pelo 147 e estava em produção para exportação.
Para deixar o preço ainda menor, o pacote de equipamentos era bem espartano e removia itens como os apoios de cabeça, termômetro do motor, bancos reclináveis, servofreio e a quinta marcha.
Esse imposto menor para os carros 1.0 existe até hoje e as marcas seguem fazendo motores assim para o Brasil. Um exemplo é o Chevrolet Onix, que é 1.2 aspirado na Argentina enquanto aqui é 1.0. Os motores turbo também possuem o IPI menor.
4. Airbag duplo e ABS

Na hora de comprar um carro novo o brasileiro sempre deu preferência a itens estéticos ou de conforto a um equipamento de segurança. Durante os anos 2000 o ABS e os airbags dianteiros eram oferecidos como opcional em compactos como o Volkswagen Gol, o Fiat Palio e o Chevrolet Corsa, mas são raros os equipados com esses recursos.
A aceitação era tão baixa que alguns modelos pararam de oferecer o recurso. O Gol G4 foi um deles, o modelo vendido para frotas que exigiam o recurso e o de exportação usavam o painel do G3 pois o oferecido para o público geral nem tinha onde colocar as bolsas.
Até mesmo alguns modelos médios vinham sem, como o Volkswagen Golf e o Chevrolet Astra. Em 2014 eles passaram a ser obrigatórios para todos os carros vendidos no Brasil, com exceções para buggies e jipes.
Isso acabou ceifando dois modelos icônicos de nosso mercado: o Fiat Uno Mille, lançado em 1984, e a Volkswagen Kombi, de 1955. Ambos fabricantes estudaram a instalação dos equipamentos de segurança obrigatórios antes de decidir por encerrar a produção.
5. Controles de tração e estabilidade

Após a obrigatoriedade do airbag e do ABS os carros nacionais passaram a evoluir mais rápido em segurança. O consumidor passou a cobrar pelas bolsas laterais e de cortina em carros médios, assim como os controles de tração e de estabilidade.
Esses assistentes de segurança eram de implementação simples, pois compartilham o módulo e sensores do ABS. Mas para muitos fabricantes a segurança era tratada como luxo, um exemplo famoso era o Toyota Corolla que só foi ter controle de tração em 2017.
O governo decidiu que todos os carros novos lançados no Brasil deveriam ter os controles de tração e estabilidade a partir de 2022. Esses equipamentos passaram a ser obrigatórios em todos os carros vendidos no país a partir de 2024.
Ao contrário do que aconteceu em 2014, não tivemos carros saindo de linha por causa disso. O Renault Logan, por exemplo, recebeu os recursos e foi vendido assim por apenas alguns meses antes de sair de linha. Uma prova de como era simples deixar os carros mais seguros.
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Nãso consigo entender como ainda tem caro saaindo de fábrica com freios a tambor nas rodas traseiras. A lei tque tornou obrigatório o uso de freios a disco nas rodas dianteiras deveria valer também para as traseiras, além do ABS, é cklaro. Outro item que já deveria ser obrigatório há muito tempo seriam airbags laterais. Isto aumentaria um pouco mais a segurança de todos os passageiros.
Esse é o país do faz de conta. Só não faz de conta nos impostos em cima de nós.
Só quero dizer que o maior inimigo do povo e da indústria automobilística é o próprio governo, Muitos impostos, muitos encargos encarecem o preço final do produto. Só pensar que quando compramos um veículo novo o preço vem recheado de impostos e o comprador ainda é obrigado a pagar imposto do mesmo veículo, (IPVA) enquanto estiver em uso. Se houvesse menos desvios de recursos, menos viagens internacionais inúteis, menos emendas parlamentares em troca de aprovação de projetos de interesses partidários/pessoais, poderíamos ter carros mais eficiêntes e mais baratos. Pensem nisso!!!
Com excessão dos air bags e do controle de estabilidade o resto foi pura sacanagem com o consumidor. O carro a alcool era ótimo até ficarmos com eles parados na garagem ou converte-los para gasolina por falta do produto. O carro flex é gambiarra para salvar o brasileiro do golpe dos preços da gasolina, mas é gastão tanto no álcool como na gasolina, não é eficiente. O carro 1.0 é a maior porcari@ que recebemos de presente. Um incentivo idiot@ para colocar na rua carros com motores fracos e, hoje, com 3 cilindros, descartáveis. Desde quando o governo ajuda o povo em alguma coisa. Só houve incentivo para a indústria.
