No passado os carros a bateria eram veículos de nicho com preços altos e volume baixíssimo de vendas, relembramos alguns deles
Temos carros elétricos vendidos no Brasil há 16 anos. No início eram veículos bastante nichados e vinham através de marcas de luxo, bem diferente do cenário atual onde temos modelos a bateria a partir de R$ 118.990 e no top 10 de vendas.
A grande virada de chave dos carros elétricos foi em 2023, com a chegada do BYD Dolphin. Mas aqui vamos relembrar os modelos que chegaram antes e já saíram de cena.
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O primeiro carro elétrico vendido no Brasil foi o BMW i3, que não era bem um elétrico. A primeira versão a chegar foi a REx, em 2015, que trazia um pequeno motor de 2 cilindros e 647 cm³ que atuava apenas como gerador.
Como o tanque de gasolina era bem pequeno, apenas 9 litros, ele foi classificado como carro elétrico com extensor de autonomia na Europa. A tração é sempre pelo motor elétrico, esse dois cilindros apenas recarrega a bateria.
O BMW i3 é diferente de tudo que a marca vendia, ele era um hatch compacto com influências de minivan. O interior é bem aproveitado e arejado, revestido com materiais reciclados. Dentre as esquisitices dele temo as portas traseiras do tipo suicida e as rodas de 19 polegadas com pneus finos, de 155 mm na dianteira e 175 mm na traseira.

A Renault foi a primeira das marcas generalistas a apostar nos carros elétricos. O Zoe chegou em 2018 com preço de R$ 149.900, valor salgado para a época onde um SUV compacto topo de linha custava R$ 90 mil.
O Zoe foi vendido no Brasil até 2023 e conseguiu emplacar algumas vendas corporativas para a marca. Hoje ainda é possível encontrar alguns rodando em aplicativos.

O Fiat 500 foi um sucesso no Brasil quando veio importado do México e ainda é no mercado de usados. Mas a geração nova 100% elétrica não repetiu esse feio, veio apenas em 2022.
Os preços eram elevados e a autonomia pequena, a chegada de modelos chineses terminou de enterrar o 500e. Tecnicamente ele ainda está disponível e consta no site de Fiat por R$ 214.990, mas se trata de unidades encalhadas desde 2022.

A plataforma CMP foi desenvolvida para receber carros elétricos, híbridos ou a combustão. A Peugeot vende o 208 e o 2008 com os três tipos de propulsão na Europa e tentou repetir o feito no Brasil.
Primeiro veio o e208 GT, com proposta de ser um hot hatch, mas vendeu pouco. Ser idêntico visualmente a um modelo popular e custar mais de R$ 200 mil não ajudou o modelo.
Depois veio o SUV e2008 GT, que conseguiu vendas um pouco melhores. Antes de sair de linha ele foi vendido com grandes descontos que o tornou mais interessante.

A Nissan trouxe o Leaf de primeira geração para rodar como táxi durante as olimpíadas de 2016, mas as vendas só começaram em 2020 com a segunda geração. De certo modo isso foi positivo, pois o desenho ficou bem mais palatável após a mudança.
O Leaf foi mais um que tinha um volume considerável de vendas e foi bastante prejudicado pelos chineses. No mercado de usados ele está desvalorizado pois sua bateria tem refrigeração a ar, resultando em menor durabilidade a longo prazo.

Os carros elétricos eram modelos mais racionais até a Tesla torná-los desejáveis e colocar baterias maiores com o Model S. O Jaguar I-Pace foi a primeira resposta a altura vinda de uma marca tradicional.
Ele trazia um pacote de baterias de 90 kWh e desempenho forte para a época. Mas ele foi um fracasso, a imagem da Jaguar era ruim e muito associada aos barulhentos motores V6 e V8 com supercharger. No Brasil foi vendido de 2019 a 2023.

O primeiro carro elétrico chinês do Brasil não foi um JAC e sim o Chery Arrizo 5e. Ele estreou em 2019 como uma alternativa elétrica ao Arrizo 5, que já era montado no Brasil.
Ele foi vendido apenas em 2019 e o volume não foi o suficiente para mantê-lo em linha. O próximo carro elétrico da Chery acabou sendo bem diferente.

O Renault Kwid E-Tech virou saco de pancadas dos fãs de carros elétricos chineses. O modelo chegou em 2022 por R$ 142.990, pegando o posto de carro elétrico mais barato do país. Esse valor foi reduzido com a chegada do BYD Dolphin e na véspera do lançamento do Dolphin Mini foi reduzido mais uma vez para R$ 99.990.
Dessa forma ele manteve o posto de carro elétrico mais acessível do mercado. O problema era convencer o público a pagar esse valor em um Kwid, por melhor que ele fosse.
Em 2025 a Renault atualizou o modelo trazendo nova central multimídia, painel digital, desenho renovado e pacote ADAS, sem mudar o preço. Ainda assim o público torcia o nariz por ser um Kwid. O Geely EX2 por R$ 20 mil a mais foi a pá de cal no modelo.

O Chevrolet Bolt era um carro elétrico bem competente: espaçoso, rápido e com 377 km de autonomia. Porém o preço era salgado, como a maioria dos modelos dessa lista.
Ele chegou em 2019 e chegou a ser o carro elétrico mais vendido do Brasil. Saiu de linha em 2024, após a produção nos EUA ser encerrada e a marca mudar o foco para modelos maiores por lá. Aqui ela apostou em modelos chineses mais acessíveis.

Por um tempo tivemos uma competição entre os carros elétricos mais baratos do Brasil na faixa dos R$ 150 mil. A Jac tinha o E-JS1, a Renault o Kwid E-Tech e a Caoa Chery trouxe o iCar.
A proposta desse último era similar a do Smart: porte diminuto, painéis da carroceria em plástico injetado e foco urbano. Mas tudo isso foi atrapalhado pelo BYD Dolphin, que empatou as vendas desse trio e os obrigou a reduzir os preços.
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Isso vai ser com quase todos os carros chineses, depois da garantia achar um lugar para poder desová-lo porque ninguém vai querer fazer a engenharia reversa das baterias, mas tem brasileiro que ainda compra essas bombas elétricas chinesas.
Nossa mae. Deixa dw ser besta homi !!! Bombas sao as porcarias que se fabricam aqui no pais. Os carros chineses estao anos luz acima dos carros que existem hj. Procure aprender sobre eles pra nao fivar faland bobagens.
Besta é o cara que compra essas tralhas que esses chineses estão empurrando, depois da garantia só sucata e não vão ter nem lugar para largar esse lixo que é uma bateria para ser reciclada porque ninguem vai querer mais,
Bom dia . Tive um Lifan 320 comprado zero km . Usei o carro por 10 anos e vendi com mais ou menos 60.000Km . NUnca deu probelam . Só trocava óleo e fazia as manutenções básicas sendo que qualquer peça , exceto lataria, eram da Toyota . Me arrependi de ter vendido .
Chegam e saem de linha rápido, assim como a enxurrada de modelos importados que tem chegado recentemente e que provavelmente não ficarão mais de 2 anos em produção no país de origem e logo serão trocados por outros modelos. Aí fica a dúvida: como fica o comércio de segunda e terceira mão desses carros? Provavelmente vão ser encostados antes do tempo por falta de peças ou custo elevado para manter rodando. Maior mico para quem comprar achando que está fazendo um baita negócio.
De fato, creio que devemos analisar um pouco mais esse mercado de elétricos antes de resolver ter um. Desvalorização e pontos de recarga são importantes ítens. Bem como se o produto continuará a ser ofertado. Pelos exemplos acima não dá para entrar sem preocupação.
E ainda tem algp que quase ninguém lembra… e a dificuldade de fazer seguro e/ou seus altos valores…