QQ3: hatch da Chery renasce mais moderno para encarar EX2 e se daria bem no Brasil
Desenvolvido para concorrer com o Geely EX2, QQ3 em nada lembra o bisonho carrinho chinês que apavorou o mercado brasileiro nos anos 2010
Publicado em 19/10/2026 às 12h20
O Chery QQ foi uma das primeiras apostas da marca chinesa no Brasil, no início dos anos 2010. O carrinho de dimensões diminutas chegou com preço tentador e qualidade abaixo da crítica. E, apesar de todos os pontos negativos, grudou o nome da marca no imaginário popular.
A Chery se reinventou por aqui depois que se uniu ao Grupo Caoa e lançou a bem-sucedida família Tiggo. A boa fama abriu caminho para a chegada da Jetour, Omoda, Jaecoo e, em breve, da iCAUR.

Mas o QQ pode voltar ao Brasil, desta vez bem mais moderno e sofisticado. Na China, QQ é uma marca focada em modelos eletrificados compactos. Por ora, não há nenhuma confirmação de sua estreia no Brasil, mas o que chama a atenção é que o carrinho estava exposto junto do trio iCAUR V23, V25 e V27, na linha de montagem de Wuhu, na China.
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De acordo com a Chery, o QQ3 estava perfilado junto aos demais porque é montado na mesma planta que os SUVs da iCAUR, que faz parte do conjunto de 20 fábricas do grupo. Mas é claro que foi colocado lá propositalmente para testar a reação da imprensa e dos concessionários que visitaram a linha de montagem.
O novo Chery QQ

O QQ3 é um hatch de 4,19 m de comprimento e 2,70 m de distância entre-eixos (a mesma do V23). Ele tem estilo diretamente inspirado no EX2, inclusive com entalhes na coluna C muito parecidos com os do campeão de vendas no mercado chinês.
O modelo é equipado com motor de 122 cv e bateria de 41,2 kWh. Segundo a Chery, a autonomia é de 420 km (no ciclo chinês). Além disso, pode recuperar de 30% a 80% da carga em menos de 17 minutos em uma estação de corrente contínua.

Por dentro, o hatch chama a atenção pela qualidade do acabamento e pelo espaço interno. Itens como quadro de instrumentos digital, central multimídia com tela enorme e assistentes de condução fazem parte da lista de equipamentos. Em nada o modelo remete ao nefasto QQ original, exceto pelo nome.
Assim, caso a Chery resolva vender o modelo por aqui (o que seria uma excelente opção para competir na base do segmento, disputada pelos BYD Dolphin e Dolphin Mini, além do Geely EX2 e do GAC Aion UT), valeria a pena buscar uma nova alcunha. Afinal, o velho QQ ficou marcado na memória do brasileiro, mas não da forma mais afetiva.
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