Saiba o que é DRL e não o confunda com luz de posição

Equipamento tornou-se muito útil no Brasil após a obrigatoriedade do uso de faróis baixos em rodovias mesmo durante o dia

Por Alexandre Carneiro 10/12/18 às 07h30

Os faróis com DRL (Sigla de Daytime Running Light, que significa luz de rodagem diurna) são a nova moda da indústria automotiva. Elas têm a função de deixar o carro visível durante o dia sem que o motorista precise usar o farol baixo. Todavia, elas também costumam ser usadas como elementos de design, integrando-se às linhas do carro.

Esse equipamento ganhou ainda mais importância no Brasil após a aprovação da Lei 13.290/2016, que obriga o uso de faróis baixos em rodovias durante o dia. Embora o texto não faça qualquer menção à DRL, o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) enviou um ofício aos órgãos fiscalizadores, no qual esclarece que, se houver luz natural, esse item pode substituir o farol baixo.

Saiba o que é DRL e não o confunda com luz de posição
Farol com DRL integrado: acendimento é automático e luz é vista mesmo sub sol forte Foto Shutterstock

Ocorre que nem sempre os filetes de LEDs utilizados nos faróis do carro têm função de DRL. Muitas vezes, eles atuam como simplesmente como luzes de posição. Em outras palavras, são apenas faroletes. Por isso, é importante conhecer a diferença entre os dois sistemas, para utilizá-los nos momentos corretos.

O que é DRL?

O Centro de Experimentação e Segurança Viária do Brasil (Cesvi-Brasil) explica que o DRL é acionado automaticamente assim que o carro é ligado. Desse modo, não exige qualquer ação do motorista. “O DRL tem a função de melhorar significativamente a visibilidade do veículo sob iluminação natural. O objetivo não é auxiliar o motorista a visualizar a estrada, mas sim fazer com que o veículo se torne perceptível (para outros condutores)”, esclarece a entidade, por meio de boletim.

O DRL pode ser integrado aos faróis ou posicionado separadamente, no para-choque. Isso varia de acordo com a marca e o modelo do veículo. Sua função, porém, não muda. “O DRL é destinado apenas para uso em condições de luz natural. Quando o veículo estiver trafegando em dias de baixa iluminação ou em outras condições meteorológicas, o motorista deverá utilizar os demais recursos do sistema de iluminação”, destaca o Cesvi-Brasil.

Saiba o que é DRL e não o confunda com luz de posição
Luz de posição em LED: mais fraca, é bem diferente do DRL Foto Chevrolet | Divulgação

Já as luzes de posição são acionadas pelo motorista. Elas também têm a função de tornar o veículo mais visível. Todavia, como emitem menor intensidade de luz, quase não são perceptíveis quando utilizadas durante o dia. Por isso, não substituem os faróis em circunstância alguma, tampouco o DRL.

Confundir as duas luzes pode resultar em multa

Vale lembrar que trafegar sem utilizar os faróis em rodovias durante o dia é infração média. Motoristas flagrados nessa situação recebem multa de cometem multa de R$ 130,16 e acumulam quatro pontos no prontuário. Portanto, quem não tem carro com DRL deve usar o farol baixo. Acender o farolete em tal circunstância, seja por desconhecimento ou por negligência, pode sair caro, em todos os sentidos.

13 Comentários
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    Gaspar Pinto da Silva 17 de fevereiro de 2020

    Boa noite!
    Boris gostaria que me diga em qual lei e o parágrafo onde diz a altura, assim como, a largura mínima e máxima da instalação da DRL, pois não consigo encontrar.
    Att,

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    bruno pilege 16 de janeiro de 2020

    Só fiquei com uma duvida..
    esse drl, é permitido adaptar?
    ou somente é permitido em carros que ja vem com o drl original de fabrica?
    e si por o acaso é permitido adaptar, qual seria o tipo de iluminação? LED?

    • AutoPapo
      AutoPapo 16 de janeiro de 2020

      Sim, é possível adaptar DRL, existem kits nos mercado. Não precisa ser de LED.

      Obrigado e abraço

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        Fabio 3 de fevereiro de 2020

        Assisti a um vídeo no youtube dizendo que só vale o original de fábrica.

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    Almir 13 de janeiro de 2020

    Todas as leis criadas no Brasil foram e são para gerar gastos, seja pela tecnologia dos radares que alimenta algum país rico que fornece esse equipamento, seja por algum representante afilhado de algum político que desvia valores superfaturados para alimentar esse conluio. Não acredito em bem do cidadão, até mesmo os capacetes considero dispensáveis, talvez lá obrigando os óculos de proteção, mas o capacetes hoje vendidos são de péssima qualidade e não salva a vida de ninguém. Um bom capacete custa no mínimo 3.000 reais. As sucatas assassinas estão aí nas estradas usando pneus recauchutados e os pedaços ficam na pista, as crateras estão por todo lado e quem deveria se responsabilizar está certo de que sequer será acionado na justiça. Os bêbados ainda portam suas habilitações, matam e não cumprem pena. O que existe é um sistema corrupto que posa de protetor de vidas mas não passa de um arrecadador de dinheiro. O IPVA é um absurdo que só brasileiro aguenta, ou por ignorância, ou por falta e capacidade cognitiva para entender a safadeza que circunda esse imposto extorsivo. O seguro obrigatório é tão imoral e ilegal que tem o monopólio de uma empresa particular para gerir os recursos arrecadados, só nesse Brasil mesmo. Um dia votamos em gente séria como o povo do Partido Novo e quando eles forem maioria talvez mude todo esse cenário dantesco.

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    Buroveio 31 de outubro de 2019

    Essa lei proposta por um desocupado entendiado , que nunca fez nada que prestasse ,no legislativo , é de uma imbecilidade sem limites . Se o cidadão precisa dessas luzes , em dia claro , para ver um veículo , melhormandá-lo , urgentemente , a um oculista . O que provoca acidentes de colisão ou atropelamento não é a não visiualização , mas , apenas , a incapacidade de akguns em bem calcular as velocidades envolvidas , nelas incluída , claro , a desenvolvida pelo próprio veículo e sua capacidade em completar o trajeto demodo seguro .No caso de pedestres , sem conseguir avaliar a sua capacidade de locomoção , comparada à distância a percorrer . O autor dessa besteira deve olhar os carros estressando seus faróis , desnecessariamente , e sorrir , embevecido …

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    Áureo Gonçalves dos Santos Filho 17 de agosto de 2019

    Bom dia, o que ocorre é que os agentes da DER Departamento Estadual de Rodagem não sabem a diferença dos faróis de posição e do DRL, fui autuado por trafegar sem acender faróis baixo, pois meu carro é uma Ecosport Freestyle 2018 equipado com DRL de fábrica, fiz recurso foi indeferido, vou impetrar o segundo recurso para ver o que dá, mandei fotos da página que diz que meu carro é equipado com DRL obtida na Ford, mas não adiantou…

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    DARCILENE 14 de março de 2019

    FAROL DURANTE O DIA EM RODOVIA, SOMENTE QUANDO HOUVER PLACA DE SINALIZAÇÃO.

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      Celso Antunes 29 de julho de 2019

      Então aguarde as placas e as multas kkkkk

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    Breno Lopes Cardoso 17 de fevereiro de 2019

    Uma dúvida então , no casa da nova tracker os
    “DRLs “ só ligam quando coloca o câmbio na posição “D” , então quer dizer q não são DRLs ??

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      Vicente 18 de março de 2019

      Como pode rodar sem estar em D? Se está parado não leva multa.

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      Celso Antunes 29 de julho de 2019

      Mm eu Deus….vc só vai pra frente se tiver em drive (é sim DRL) ou vc trafega de ré na estrada ?

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    Rodrigo 10 de dezembro de 2018

    A matéria poderia (na minha opinião, DEVERIA) ser mais abrangente,,, Sequer cita os faróis/veículos que possuem assinatura luminosa em led que, quando mais fracas que as Drl’s não podem ser utilizadas nas estradas como substitutas dos faróis (C4 lounge, Ônix, Prisma, Ecosport “antiga”, etc…). Isso sim, causa muita confusão em motoristas menos informados.

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