GAC GS9 Ultra é grande e pesado, porém bastante ágil
GAC GS9 amplia o portfólio da marca chinesa no Brasil, que passa a contar com oito modelos a combustão, híbridos e 100% elétricos
Publicado em 22/08/2026 às 17h00
Entre tantos SUVs que o mercado brasileiro não para de receber, ainda há espaço para um nicho em que a GAC encaixa bem o GS9 Ultra. São três fileiras de bancos duplos para motorista e cinco passageiros (arranjo 2+2+2, já visto em outro modelo chinês, o Wey 07), além de um conjunto mecânico diferenciado. Dimensões realmente avantajadas, só um pouco inferiores ao modelo da GWM (mm): comprimento, 5.060; entre-eixos, 2.930; largura, 1.950; altura, 1.760. Sua massa é de nada menos que 2.365 kg.
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Formato de linhas retas da carroceria segue a moda e na traseira chama atenção o desenho das lanternas interligadas e descendentes nas extremidades. Rodas de 20 pol. têm desenho (duas opões) bem elaborado e o porta-malas (sem padrão indicado pelo fabricante) oferece volume entre 255 e 1.005 L. No interior há uma grande tela multimídia (15,6 pol.), carregador de celular de 50W e 21 alto-falantes. Segunda fileira de bancos reclináveis conta com massagem, saídas de ar quente e frio e até mesinhas a exemplo dos aviões.
Destaque em segurança para os nove airbags, incluindo um central entre os bancos dianteiros e o pacote Adas (nível 2,5) com câmera de visão 540° e de detecção de objeto no ponto cego, entre outros.

Motor turbo 1,5 L, gasolina, 160 cv, 21,4 kgfm e mais dois elétricos, sendo o dianteiro de 231 cv, 25,5 kgfm e o traseiro de 109 cv, 16,8 kgfm. São 500 cv e 62,5 kgfm (há dúvidas na forma de cálculo pelo fabricante), o que permite acelerar de 0 a 100 km/h em 5,9 s. Alcance médio (urbano/rodoviário) no modo elétrico e bateria de 44,5 kWh é de 114 km, padrão Inmetro. Na realidade, enquadra-se tecnicamente como elétrico de alcance estendido pelo motor a combustão e também recarregável em tomadas.
No primeiro contato, em trajeto curto de 40 km, o GS9 destacou-se pelo silêncio de marcha e respostas muito boas ao acelerador. De início, só atuam os dois motores elétricos e, se mais exigido, o motor a combustão. Nas curvas, o tamanho e sua massa elevados exigem atenção, entretanto sem sustos. Freios bem dimensionados para um veículo de quase duas toneladas e meia. Suspensões um pouco mais firmes seriam o ideal.
Preço: R$ 399.990.
Jeep Avenger engrossa segmento de SUVs de entrada

Avenger é o principal lançamento da Jeep nos últimos cinco anos e ocupa uma posição abaixo do Renegade, mas certamente fará crescer a participação de mercado da marca. Suas dimensões o colocam numa posição de SUV subcompacto, fácil de estacionar, com bom ângulo de entrada (22°), central (21°) e saída (33,9°), além de vão livre do solo de 221 mm. As outras dimensões (mm): comprimento, 4.084; largura, 1.776 (1.981 mm com espelhos); entre-eixos, 2.557; altura, 1.583. Espaço no banco traseiro é limitado, embora compatível com sua proposta. Porta-malas de 321 L não está entre seus pontos fortes, mesmo com estepe de uso emergencial, mas há 28 L de porta-objetos internos. Rodas de liga leve de 16, 17 ou 18 pol.
Estilo preserva a tradicional grade de sete fendas, faróis embutidos para maior proteção (Matrix, nas versões mais caras), para-choques proeminentes e caixas de rodas trapezoidais. Teto solar elétrico opcional, nas versões Longitude e Limited. A cabine traz painel com textura agradável e central multimídia de formato bem estreito com tela de 10 pol. (compatível com Android Auto e Apple CarPlay, sem fio). Pacote de assistências ao motorista (ADAS, Nível 2), exclusivo neste segmento de SUVs, inclui controle de cruzeiro adaptativo com centralizador de faixa e frenagem autônoma de emergência.
Motor é o T200, flex, 1 litro, 116 cv, 20,4 kgfm com sistema semi-híbrido de 12 V que melhora discretamente o desempenho em arrancadas e retomadas, proporciona partidas mais silenciosas, além de garantir isenção de IPVA em alguns Estados e isenção de rodízio na capital paulista. Câmbio automatizado CVT, sete marchas. Há três versões: Altitude, Longitude e Limited. Embora sem tração 4×4, conta com o gerenciador eletrônico Selec-Terrain e assistente em descida íngreme. Freio de estacionamento elétrico, mas sem auto-hold.
Na viagem de teste para primeiras impressões, mostrou desempenho compatível com a proposta, que visa a concorrentes como Kardian, Kait, Sonic e Tera (WR-V também, porém mais caro). Há breve letargia nas retomadas, sem comprometer dirigibilidade ou atrapalhar ultrapassagens. Silêncio de marcha está entre suas qualidades, além do acerto das suspensões com ótima relação entre conforto e estabilidade.
Preços: R$ 119.990 a R$ 145.990.
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