Versão abastecida exclusivamente com combustível derivado da cana-de-açúcar chega para surfar nos benefícios do Programa Mover
O carro a álcool está de volta. A General Motors prepara o lançamento do Chevrolet Onix Eco, versão abastecida exclusivamente com o combustível verde. A GM quer surfar nos benefícios do Programa Mover, do Governo Federal, que concede isenções fiscais para veículos com baixo impacto de emissões.
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De acordo com apuração do repórter Evandro Enoshita, do Webmotors, a versão foi listada em material enviado para os concessionários, com preço sugerido de R$ 103.990. O sedã Onix Plus também figura no catálogo, com valor sugerido de R$ 106.990.
Hatch e sedã contam com motor turbo de 115 cv e 16,8 kgfm de torque, combinado com transmissão automática de seis marchas. Trata-se do mesmo motor em linha desde 2018, mas com novas calibrações para ajustar compressão e detonação apenas com etanol, uma vez que os motores bicombustíveis trabalham com um ajuste intermediário para utilizar gasolina ou álcool, misturados ou não.
Um ponto positivo é que o bloco de Onix e Onix Plus não conta com injeção direta de combustível, diferentemente da derivação utilizada no Sonic, Tracker e Montana. Ou seja, o motor do Onix não tem um bico injetor na câmara de combustão.
A relação entre a injeção direta e o derivado da cana é polêmica, pois exige pressões muito altas para permitir a queima adequada, muito acima da pressão padrão com gasolina, o que força a bomba de alta pressão. Com etanol, a peça trabalha sempre no regime mais severo. Assim, o sistema de injeção indireta do motor do Onix, com combustível pulverizado fora das câmaras, garante um funcionamento mais harmonioso com etanol.

E, por conta do desconto do IPI Verde, os valores sugeridos colocam a dupla numa posição privilegiada de preços, uma vez que o Onix 1.0 MT (R$ 101.790) é apenas R$ 1,4 mil mais barato, o que torna o hatch a álcool bastante tentador.
No caso do Onix Plus, ele ficou ainda mais barato que sua versão de entrada com bloco aspirado de 82 cv e caixa manual (R$ 108.990). Ou seja, R$ 2 mil a menos, graças a benefícios como o IPI Verde.
Com esse valor, a GM deixa claro que pretende atacar com força o segmento de transporte por aplicativos e taxistas, que também é agraciado pelo programa federal Move Brasil Táxi e Aplicativos. E, se Onix e Onix Plus vingarem na praça, a marca consegue, por tabela, reverter a desconfiança em relação à correia banhada a óleo.
Entramos em contato com a GM, para mais detalhes das versões 100% a álcool de Onix e Onix Plus, mas não tivemos retorno até a publicação.
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Com o preço que está a gasolina e sua excelência em qualidade, já estou usando só etanol no carro a contra gosto. Essa é a única vantagem do carro flex. Sei que a diferença de preço vai me propiciar a compra de 4 bicos injetores novos daqui um tempo, mas fazer o que, nesse país esse governo maldit0 só ferra com a classe média de todos os lados.
Já a minha maior preocupação com o uso de etanol é de colar as velas de ignição no cabeçote. Já para evitar estragar bicos injetores e bombas de combustível se pode usar o aditivo de etanol Proal da Bardahl.
Só tirar as velas a cada 30 mil km e passar graxa cobreada,não cola no cabeçote.
No meu carro é vela iridium, troca só com 100 mil km, eu não lubrificava, e quando fui tirar sofri um pouco. Depois disso aprendi, a cada 2 anos tiro as velas e lubrifico.
Louis,
Boa ideia essa tal graxa.
A NGK recomenda a cada 10.000 km ou 1 ano, o que ocorrer primeiro inspecionar o estado das velas de ignição devido a má qualidade do combustível batizado brasileiro (etanol com água do mar, solvente e metanol, e gasolina com metanol e solventes.
Troco a cada 30.000 km, independente de estar ou não apresentando defeito, em todos carros que tive. Para quem anda pouco sugiro comprar uma chave de velas e remover as velas uma vez por ano e dar uma lubrificada na rosca. O problema do etanol é que não destroi somente as velas, ataca bomba, boia de combustível, bicos injetores fora o ressecamento de componentes. No fundo eu não gosto, mesmo porque na última crise do etanol eu tinha um carro somente a álcool e não conseguia abastecer e quando abastecia era caro demais.
Reynaldo,
Eu uso apenas gasolina aditivada Shell e a cada 6 meses aditivo de combustível em frasco (AC Delco). Agora estou usando velas de ignição de Irídio, quando o GAP atingir o máximo especificado ou der algum problema eu troco.
Essas velas que uso no meu Onix 1.4-L a NGK recomenda a troca de acordo com o que manda o manual do proprietário, ou seja, 30.000 km. Já rodei com este jogo atual de velas de irídio uns 10.000 km.
A ideia é boa, ja tinha no passado mas eu nao compraria por dois motivos graves: no sul o álcool sempre foi e sera mais caro que a mijolina, e esse motor enquanto tiver a correia fritada no oleo, to fora.
Eu prefiro a liberdade de poder escolher entre alcolina ou etanol. Já começa com essa de injeção indireta com menos potência. Mas alerto os nobres missivistas que em janeiro entra em jogo o imposto safa…ops, do pecado e aí veículo que não for a álcool 100% vai ser sobretaxado, junto com um monte de coisas que os “nobres representantes” vão julgar, confome a necessidade de bater a mão em mais impostos, ser pecado. Ex.; elétricos são pecado, a diesel não são pecado (por enquanto). Os produtores da bancada do agro agradecem de coração a oportunidade de vender mais álcool e poder aumentar os preços se a moda pegar.
Lá pelos idos dos anos 80 a maior parte da frota nacional era de carros a álcool, mas como não tinha tanta adulteração no combustível como nos dias de hoje. O inconveniente era, na primeira partida do dia, esperar o carro esquentar pra poder sair normalmente. Depois veio a falta de álcool e todo mundo perdeu a confiança. Meu pai tinha um carro álcool e num momento de desespero/emergência na estrada e sem combustível, teve que colocar um pouco de gasolina pra chegar em casa, pois nos postos simplesmente não havia álcool para abastecer. Depois disso a indústria começou a abandonar os carros álcool e só voltou na era do flex. Legal a iniciativa da GM, mas é arriscada por conta dos problemas que a adulteração do álcool aguado pode ocasionar no motor e sistema de injeção do carro, fora a volatilidade de preços na entre-safra.
O ano era 1990 e o carro em questão era um Del Rey CHT 1.6 álcool, que foi batendo pino até chegar em casa e, depois de uns dias ainda meu pai teve que comprar álcool de supermercado pra poder ir trabalhar…rsrsrs
Meu pai teve o mesmo problema que o seu pai. Era 1990 e estávamos em Santos-SP (100 km de distância de casa) no apartamento da minha tia, e então quando fomos voltar pra São Paulo-SP não tinha mais álcool em Santos e nem na Baixada e nem em Cubatão-SP. Meu pai mandou por gasolina e na Caravan 2.5-L a álcool, e ela foi rateando a viagem toda. Depois disso meu pai nunca mais quis carro a álcool.
Exatamente, foi um desespero e de repente ninguém comprava mais carro a álcool. Aí quando começou a onda flex, quem tinha carro gasolina injetado quis passar a usar álcool, pois estava farto e barato. Meu pai tinha um Astra a gasolina e instalou a famigerada “caixa de conversão” pra fazer o carro a gasolina beber álcool, gambiarra muito popular na época.
A volatilidade de preços na entresafra da cana, e mesmo eventuais aumentos na cotação internacional do açúcar, deixaram de tirar o sono dos produtores.
Com a chegada dos carros flex, os preços do etanol foram perversamente pareados aos da gasolina, sequestrando a vantagem que seria naturalmente do consumidor, e garantindo um preço melhor do que qualquer cotação internacional.
Ou seja, os preços do etanol ja estão “volatilizados” pra nós, e não há cotação internacional que supere os nossos preços locais.
Sim, o preço do etanol sempre será cotado ao redor de 70% da gasolina, aconteça o que acontecer…rsrsrs…usaram a fórmula técnica do flex de 2003 para precificar o etanol e vão perpetuando até não sei quando..
O único problema do etanol é que batizam com água, aí complica a vida do cidadão.
Já a alcolina tem de tudo, até gasolina…kkkk
Alcolina é igual óleo Maria…tipo gasolina, né? 10% de gasolina e o resto só Deus sabe…kkkk
Do jeito que a gasolina brasileira está sempre com percentual maior de álcool, o negócio é fazer carro 100% de uma vez, a fabricante fica feliz com o aumento da margem de lucro, fazendo a alegria dos mecânicos e donos de postos de combustíveis que irão inflacionar o preço do etanol.
Perguntas que não querem calar:
1. Por que o preço do etanol sempre acompanha o da gasolina comum?
2. Por que não deixa quem quer usar gasolina em paz com gasolina de 10% etanol? Nos EUA a gasolina não tem o absurdo de etanol que tem aqui.
3. Quando a gasolina foi banida no mundo será que o etanol será barato se não tiver mais o concorrente direto (gasolina)?
4. Por que não vende etanol anidro puro na bomba? É sabido cientificamente que etanol anidro não corroe.
5. Será que os usineiros vão deixar nós na mão igual no final dos anos 80?
Respostas:
1- Governo tem amigos
2- Governo ajuda amigos
3- Governo quer que você ande a pé
4- Governo dá liberdade para os amigos
5- Se depender do governo – SIM
Faltou mais duas:
6. Se etanol é tão bom porque algumas montadoras recomendam usar 1 (um) tanque de gasolina para 3 tanques de etanol? Pois gasolina pode usar direto até o final da ida útil do motor.
7. Por que quem gosta de carro movido a 100& etanol não cria a coragem e converte o seu carro a 100% etanol?
Essas duas tem respostas também:
6- Os amigos do governo sabem que só fazem porcarias e que o usuário não lê manual, com isso se safam de dar garantia.
7 – Governo não incentiva nada que seja de nosso interesse.
Reynaldo,
Conclusão:
Vamos ter que engolir esse etanol goela abaixo…
Eu vou usar gasolina até o dia que deixar de existir em toda a face da Terra!
…”Assim, o sistema de injeção indireta do motor do Onix, com combustível pulverizado fora das câmaras, garante um funcionamento mais harmonioso com etanol”
Que bobajada é essa de funcionamento “mais harmonioso”? Vai melhorar o som do motor, ficar mais melódico?
Injeção direta sempre é considerada algo bom. Mas agora a “harmonia” da injeção indireta inverte essa lógica? Aí tem.
Até onde sei injeção direta aumenta a potência do motor e o veículo é mais econõmico comparado a um de injeção indireta. Tive 4 Cruzes, só ando com álcool colocando 1 tanque de alcolina a cada 10k km e nunca tive problema algum mas sempre os vendi com km entre 30 e 40 mil km. Já li que os bicos injetores dos Toyota entopem se usar álcool, tanto é que a própria montadora orienta a não usar desde 0 km.
Tua opinião não vale nada! O que são apenas 30.000 km para um carro? Você é do tipo que vende o carro antes de acabar a garantia…
Relevante informação de usuário. Também utilizei a injeção direta em um Up 1.0 TSI flex, 30 mil km apenas no etanol hidratado, zero gasolina, zero problemas. Fiz um teste tipo hypermiling (dirigindo para reduzir consumo) entre São José dos Campos e Campinas, pelas rodovias Carvalho Pinto e Dom Pedro. Foram 177 km com calibração pelos km da estrada, e 9,8 litros de etanol. Média de 18,1 km/ litro de etanol. Parece que essa tal de injeção direta funciona bem com etanol. Assim mesmo, boa sorte ao Chevrolet Onix a etanol, sem flex e sem injeção direta.
PAULO AF,
O Engº Eduardo Polatti que era da Shell por mais de 20 anos disse que os motores de hoje são projetados para durar no mínimo 500.000 (quintos mil) quilômetros. Então o que são apenas 30.000 km?
Obrigado por sua educação Rodolfo! É sempre bom ter alguém com opinião divergente da nossa com quem possamos debater. O que claramente não é o seu caso.
Georges,
A intenção não foi te ofender, desculpe-me!
Mas entenda que para quem como eu teve carros que passaram dos 240.000 km ver alguém vendendo um carro com apenas 30.000 km causa espanto.
Tenho um Honda com injeção direta que pode vir a sofrer do mesmo mal do Toyota e VW TSI, então eu faço o contrário, 80% das vezes coloco alcolina e 20% álcool aguado. Por enquanto está tudo bem.
Como informação adicional…eu coloco aditivo uma vez por mês, prefiro confiar em mim do que no dono do posto que diz que vende alcolina aditivada.
Perfeito, obrigado pelo retorno. Vendo com um pouco mais de 30.000 km somente porque a desvalorização não é ainda tão grande. Mas fiquei surpreso em ler matérias sobre o Corolla que apresenta vários clientes com entupimento de bico injetor e que são trocados ainda na garantia, sendo que a própria montadora diz que não é para usar álcool em seus motores flex. Porisso falei que nos meus Cruze nunca tive qualquer problema. Abç.
Pelo menos não vai ter a desculpa da correia banhada a óleo ser contaminada com combustível batizado. Vão ter que dar a garantia de qualquer jeito. Os outros fabricantes devem ir pelo mesmo caminho, visto que a quantidade de etanol na mijolina já não era vantajoso antes, agora menos ainda. Carto flex é gambiarra sempre achei que o motor a álcool ou a gasolina somente são mais acertados e econômicos. Infelizmente não podemos confiar no nosso governo que de uma hora para outra pode tornar inviável o uso do etanol, eu já cai nessa em 95…
Etanol pode ser batizado com:
1. metanol;
2. água;
3. solventes.
Eu definitivamente não teria carro com correia banhada em óleo.
Eu também não. Os carros já são uma porc@ria hoje, para que correr riscos desnecessários???
Acho que o nosso pais devia investir no carro movido só a etanol e buscar subsidios para baratear o custo desse combustivel, ao invés de ficar batizando a gasolina e investindo em carros eletricos, já temos a tecnologia já temos a rede de distribuição o carro a combustão movido a etanol é tão bom ao meio ambiente que que a cana de açucar no seu crescimento quase zera a conta de carbono. Sendo a meu ver mais amigo do meio ambiente que um eletrico (afinal como vc acha que será o descarte dessas baterias no futuro.
Espero que a GM capriche nos equipamentos… Está versão será interessante, eu daria preferência ao GM frente a um elétrico devido a tecnologia e produtos serem daqui.
Espero que outras montadoras façam o mesmo. A ideia de carro flex só é boa para marketing. Não é totalmente eficiente nem no etanol nem na gasolina. Sem contar o que a própria matéria cita: carros flex com injeção direta só são flex no documento porque há casos em que os próprios técnicos nas concessionárias não aconselham o uso de etanol. Seria melhor se já tivessem sido calibrados para rodar só à gasolina.
Kkkkkkkkk. Qual a vantagem desse programa para o comprador d e uma carroça dessa por esse preço. Acho engraçado que quem escreveu a matéria não comentou sobre o por que desse carro sair tão caro. Onde está o benefício?
Pobre é SODA: não tem dinheiro nem pra comprar uma bicicleta velha e fica falando mal do carro. E ainda vai perder tempo falando que tem Civic, BMW, Corolla e mal anda de busão…
Vantagem nenhuma, só para a fábrica, mas na teoria a ideia é ótima. Os outros fabricantes logo farão o mesmo, pois 30% de etanol na gasolina já ficou inviável.
O único benefício é para a fabricante que vai aumentar sua margem de lucro com a redução de impostos, para os clientes querem mais eles se lasquem com essa bombas.
Boa tarde eu tenho Onix Joy só uso álcool….e já rodovia da uma grande diferença nas ultrapassagem e no consumo…chega fazer 13,6km/l com 5pessoas e rodovia pesada Aki planalto sul Santa Catarina só serra
Temos em casa 2 Onix plus, 1 automático turbo e outro aspirado manual. No aspirado, aqui em.MG, já consegui na estrada 17km/l no álcool e 21.3km/l na gasolina batizada com 30%. Imagino que dê para fazer uns 20km/l na estrada, só no álcool. Vale muito a pena e eu trocaria meu aspirado manual em um turbinho automático só a etanol…
A boa notícia é que este modelo e os seus futuros concorrentes certamente terão um rendimento bem superior aos antigos veículos 100% álcool.
A desvantagem é que os “cosa nostras” do setor vão aumentar ainda mais o valor do etanol pra surrupiar a vantagem financeira sobre os flex, sem esquecerem de pressionar o governo para encharcar ainda mais eranol em nossa alcoolina.
Vai ser interessante comparar o consumo com o flex.