Para manter o ritmo forte de vendas, novidades do Geely EX2 incluem câmera lateral inteligente, modo sentinela e alcance estendido
O Geely EX2 — comercializado como Geely Xingyuan na China — passará por uma atualização técnica significativa. O compacto cujas vendas estão disparando no Brasil será nesta semanas com novos arranjos de bateria, maior aporte tecnológico embarcado e uma autonomia declarada de até 460 quilômetros no ciclo de testes chinês (CLTC).
É uma projeção otimista, atingível com o ‘pé leve’, mas que já torna o EX2 capaz de percorrer a distância entre Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP) sem paradas para reabastecimento. A alteração mecânica mais profunda reside nos novos pacotes de energia de 35 kWh e 47 kWh, garantindo alcances de 360 km e 460 km, respectivamente.
A novidade estreia primeiro no mercado chinês, mas é bem plausível que, com a concorrência crescente, em breve o modelo nacional traga os incrementos. Atualmente, o EX2 importado utiliza uma bateria de 39,4 kWh, com 289 quilômetros de autonomia homologados pelo Inmetro — número que, na prática, frequentemente supera os 350 quilômetros em uso urbano. Com a adoção do componente de maior densidade, o alcance real no mercado nacional encostaria com facilidade na faixa dos 400 quilômetros.
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A renovação de meio de ciclo acompanha a estratégia incisiva da Geely para consolidar seu domínio no mercado global de veículos elétricos, acirrando o embate direto com a rival BYD. Esse movimento já gera reflexos claros no Brasil: impulsionado por forte adesão do consumidor, o EX2 somou mais de 3.600 unidades emplacadas em abril, firmando-se como o segundo elétrico mais vendido do país.
Esteticamente, as modificações externas serão discretas, resumindo-se a novos desenhos para as rodas de liga leve e a incorporação de uma câmera lateral nos para-lamas dianteiros. O hardware aprimorado expande o pacote de assistência ao condutor, viabilizando a futura ativação de recursos como estacionamento autônomo e modo de vigilância sentinela.
No habitáculo, a mudança de maior impacto é ergonômica. O seletor de marchas foi realocado do console central para a coluna de direção, solução adotada pela indústria para otimizar o espaço útil. O nicho original passa a abrigar apenas o acionamento do pisca-alerta.
Sob o capô, a configuração chinesa manterá o motor elétrico de 58 kW (cerca de 79 cv de potência), priorizando a eficiência energética em detrimento do desempenho. A variante oferecida no Brasil, contudo, já ostenta um conjunto motriz bem mais robusto, entregando 115 cv. O cronograma oficial para o desembarque das atualizações nas concessionárias brasileiras ainda não foi confirmado pela fabricante.
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