Com motor 2.0 turbo, Honda Accord dá fim ao conservadorismo

Totalmente reprojetado, sedã grande trocou o motor V6 3.5 por um 2.0 turbo de quatro cilindros, capaz de gerar 256 cv de potência e 37,7 kgfm de torque

Por Paulo Eduardo27/11/18 às 16h48

A décima geração do sedã médio-grande da marca japonesa mudou radicalmente. A primeira é de 1976. Linhas conservadoras deram lugar a estilo mais arrojado com inclinação do vidro traseiro que remete à carroceria cupê. Isso está na moda do mundo do automóvel e se aplica até aos utilitários-esportivos. O comprimento do Honda Accord diminuiu, mas a distância entre-eixos 5,5 centímetros maior aumentou o espaço interno. Lanternas traseiras em forma de bumerangue é a nova assinatura da marca para os sedãs, a exemplo do Civic. Faróis estreitos totalmente em LED, auxiliares também, e cromados na dianteira com grade enorme. Solda a laser da carroceria dispensa guarnição para encobrir união entre teto e painéis laterais.

Totalmente reprojetado, Honda Accord trocou o motor V6 3.5 por um 2.0 turbo de quatro cilindros

Em vez do motor V6 aspirado de 3.5 litros, um 2.0 turbo a gasolina de menor potência (256 cv contra 278 cv do V6), mas com torque maior (37,7 kgfm diante de 34,8 kgfm do V6). Além disso, o torque máximo está disponível desde 1.500 rpm. O torque máximo do motor V6 se dá a 4.900 rpm. Câmbio automático de 10 marchas desenvolvido pela Honda, com ênfase na economia a partir da sétima marcha, em vez do anterior também automático de seis velocidades.

Novo Honda Accord quer concorrer com BMW e Mercedes

Acabamento interno esmerado com material macio no painel central e forrações de porta. Arremates e encaixes benfeitos. Bancos dianteiros com regulagens elétricas, ventilação e memória. Quadro de instrumentos tem velocímetro digital fixo, mas o conta-giros pode ceder lugar a outras configurações com informações de navegação, consumo, entre outros. Acima do painel central está a tela de oito polegadas do sistema multimídia. Informações diversas são projetadas no parabrisa. Recarga de celular é por indução.

Totalmente reprojetado, Honda Accord trocou o motor V6 3.5 por um 2.0 turbo de quatro cilindros

A Honda tem ambições com a nova geração do Accord para concorrer com BMW Serie 5 e Mercedes Classe E. Se há muito espaço para pernas no banco traseiro, é preciso abaixar para entrar justamente por causa da caída do teto para torná-lo mais elegante. Assentos deveriam ter um pouco mais de comprimento para apoiar totalmente as pernas.

Em um carro deste nível não faltam assistente de frenagem de urgência, de permanência na faixa de rolamento, aviso de ponto cego por meio de câmeras ao sinalizar a direção, controle de distância em relação ao carro da frente. São oito airbags, incluindo o de joelho para motorista e passageiro dianteiro. Controles de tração e estabilidade.

Grande e pesado, mas muito ágil

Ao rodar com o Honda Accord na cidade, percebe-se logo que as rodas grandes de 19 polegadas combinadas com pneu de perfil baixo (40) geram desconforto nos remendos e ondulações do asfalto. Alavanca de marchas foi substituída por comandos eletrônicos muito fáceis de operar. A direção leve em manobras tem mais peso com o aumento da velocidade e é boa a sensibilidade. O nível baixo de ruídos internos também é percebido de imediato. Três microfones captam o som dos ruídos de rolamento enviando frequência sonora oposta anulando o incômodo.

Totalmente reprojetado, Honda Accord trocou o motor V6 3.5 por um 2.0 turbo de quatro cilindros

No modo esportivo, tecla S, há interferência no motor e na direção, que fica mais firme. O turbo joga o tronco contra o encosto do banco. E o carro vai muito rápido. Há ainda o modo econômico. Consumo do Inmetro é de 9,3 km/l na cidade e 12,3 km/l na estrada. Pode-se trocar a marcha por meio de aletas no volante, que tem boa pega. Revestimento liso provoca deslizamento das mãos.

Apesar de suas dimensões, o Accord é agradável na estrada. Responde rápido aos comandos do acelerador e há ligeiro retardo quando se pisa fundo no acelerador. Ligeiro mesmo. Nem parece caixa automática com conversor de torque. A sensação é a de que o sedã está sempre na mão com comportamento dinâmico previsível. O Honda Accord está à venda em versão única de acabamento e três cores: preta, prata e branca. Não há opcionais e o preço sugerido é de R$ 198.500.

Ficha técnica Honda Accord
Motor de quatro cilindros em linha, 1.998 cm³ de cilindrada, 16 válvulas, turbo, gasolina, de 256 cv de potência máxima a 6.500 rpm e torque máximo de 37,7 kgfm de 1.500 a 4.000 rpm
Transmissão tração dianteira e câmbio automático de dez marchas
Direção tipo pinhão e cremalheira com assistência eletromecânica; diâmetro de giro, 12 metros
Freios disco ventilado na dianteira, e disco sólido na traseira
Suspensão dianteira, independente, braços transversais; traseira, multibraços, barra estabilizadora;
Rodas/pneus 8×18” de liga leve/235/40R18
Peso 1.530 kg
Carga útil (passageiros+ bagagem) 483 kg
Dimensões (metro) comprimento, 4,88; largura, 1,86; altura, 1,45; distância entre-eixos, 2,83
Capacidades (litros) Porta-malas, 574; tanque, 56
Desempenho Não divulgado
Consumo (km/l) cidade, 9,3 (g)/ estrada, 12,3

Fotos Honda | Divulgação

2 Comentários

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  • Rodrigo 27 de novembro de 2018

    Lembra o db9 de costas, não achei o interior grande coisa.

  • José A J Vital 27 de novembro de 2018

    Bela Máquina !

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