De olho em chineses, Mercedes-Benz Classe V chega por R$ 834.900, mas peca em um detalhe
Modelo da Mercedes-Benz chega para atender a um seleto grupo de clientes, mas pecou em um detalhe que os concorrentes oferecem
Publicado em 24/09/2026 às 18h00
A Mercedes-Benz apresentou oficialmente a sua minivan de luxo de 7 lugares para atender a um segmento que tem crescido cada vez mais no Brasil: o transporte executivo. O público-alvo vai desde CEOs de grandes empresas até artistas, empresas de transporte privado que queiram oferecer uma experiência premium e famílias de alto poder aquisitivo.
O modelo, fabricado em Vitória, na Espanha, chega via importação e será ofertado em duas versões:
- V 300 Avantgarde: R$ 729.900
- V 300 Elegance: R$ 834.900,00
Ambas as versões são equipadas com o mesmo motor: o M254 a gasolina, com sistema híbrido leve e bateria de íons de lítio de 48 volts. O conjunto entrega 231 cavalos de potência e 37,7 kgfm de torque, acoplado à transmissão 9G-Tronic — caixa da família que já equipa a Mercedes-Benz Sprinter automática, porém com algumas adaptações.
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Pré-venda
O Mercedes-Benz Classe V 300 já está em pré-venda e tem as primeiras entregas previstas para novembro, com algumas unidades já encomendadas. O modelo chega com garantia de 4 anos sem limite de quilometragem e opções de pacotes de manutenção.
Entre os concorrentes, estão o já citado DENZA D9 com preço de R$ 750 mil, Kia Carnival com preço de R$ 684.990 e o Zeekr 009 com faixa de preço entre R$ 600 mil a R$ 700 mil.
Conforto a bordo e o deslize da montadora
No posto do motorista, o modelo é equipado com o cockpit widescreen — uma tela única e ampla que integra o painel de instrumentos e o sistema multimídia MBUX (Mercedes-Benz User Experience) —, além de espelhamento e carregamento sem fio para smartphones, touchpad e sistema de som Burmester 3D. O modelo ainda conta com aquecimento nos bancos dianteiros e volante aquecido.

O veículo, construído sobre a mesma base do Vito (modelo que já teve uma passagem pelo Brasil), possui 7 lugares: 2 à frente e duas fileiras atrás. E é aqui que surgem as diferenças.
Ambas as versões têm a mesma disposição de bancos (2 na frente e 2 fileiras atrás, sendo a primeira com dois assentos individuais). No entanto, enquanto na versão Avantgarde há a possibilidade de remover facilmente os bancos e inverter sua posição — colocando-os de frente para a última fileira de 3 lugares —, a montadora destaca que essa modularidade cria um ambiente ideal para reuniões ou conversas.

Já na versão Elegance, as duas poltronas centrais oferecem maior conforto e recursos como climatização, apoio para os pés e carregador por indução. Porém, por conta do volume de recursos e fiação dessas poltronas, a inversão de posição exige uma visita à concessionária para a realização do serviço — procedimento para o qual a montadora não divulgou tempo ou custo.
E qual seria o pecado da montadora?
Reconheço que o modelo é muito bem equipado e traz mimos que chamam a atenção — como a iluminação ambiente com 64 cores (embora não tão essencial). Mas o que realmente chamou a atenção de forma negativa foi a falta de uma geladeira interna, item oferecido de série no concorrente DENZA D9 e que faria enorme diferença.
Questionada, a montadora reconheceu a falta, mas mencionou que já trabalha com implementadoras para que o modelo receba o recurso. Além da geladeira, estuda-se a inclusão de uma tela/TV interna, item ideal para o público familiar de alto poder aquisitivo.
O Classe V também conta com porta-malas de 1.410 litros, com acesso pelo vidro traseiro ou pela abertura total da tampa, que é elétrica (com abertura e fechamento por botão). As portas laterais de correr também possuem acionamento automático: basta puxar a maçaneta que elas se abrem, e o fechamento pode ser feito por um botão localizado na coluna.
No geral, o que achamos?
Em um rápido test-drive compartilhado com outros dois jornalistas, o Classe V impressionou em diversos pontos. Mesmo sendo um veículo de 5,37 metros de comprimento, ele se desloca muito bem, favorecido pelo pacote de estacionamento com câmera 360°, que facilita bastante as manobras.
O retrovisor interno digital também chama a atenção, embora cause uma leve distorção visual no início — algo fácil de se acostumar. O motor vai bem, e a fabricante declara um tempo de 0 a 100 km/h em 9,6 segundos, no qual eu não quis colocar a prova.

Trata-se de um modelo com preço elevado, focado no topo da categoria. No entanto, a falta de uma geladeira vinda de fábrica deixa a desejar — principalmente porque há um espaço vago ideal entre os bancos dianteiros, transmitindo a sensação de que o item deveria estar ali. Uma tela traseira dedicada também faz falta.
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