[Mito ou verdade] Ferrugem ainda é o ‘terror’ dos carros do litoral?

Muita gente ainda evita adquirir veículos com histórico de circulação em cidades de praia; porém, atualmente, esse problema já não assusta tanto

Por Alexandre Carneiro15/04/19 às 11h15

Até hoje, muita gente nem cogita adquirir um veículo usado proveniente de regiões litorâneas. “Carro com ferrugem? Nem pensar!”, alegam os adeptos dessa prática. Mas, afinal, a corrosão é realmente inevitável? Será que nem mesmo os processos de fabricação atuais são capazes de proteger os automóveis dos efeitos da maresia?

De acordo com os especialistas ouvidos pelo AutoPapo, esse problema já não assusta tanto atualmente.  “Esses veículos estão mais expostos. Mas não quer dizer, necessariamente, que eles vão sofrer corrosão, porque o tratamento de chapas hoje em dia é muito bom”, esclarece Ricardo Dilser, consultor técnico do Grupo FCA (Fiat-Chrysler Automobiles).

Márcio Azuma, diretor de segurança veicular da AEA (Associação de Engenharia Automotiva) tem a mesma opinião. “Essa imagem de que carro no litoral acaba mais rápido surgiu quando haviam outros processos de fabricação. Hoje, a indústria evoluiu muito”, explica.

Muita gente ainda teme adquirir um carro com ferrugem em cidades de praia; porém, atualmente, esse problema já não assusta tanto

Dilser e Azuma lembram que, no século passado, o carro com ferrugem era figura fácil na paisagem de cidades praianas. Porém, ponderam que a proteção de fábrica é capaz de oferecer boa proteção contra esse mal.

Condições climáticas variam de acordo com a região

O que acontece, segundo os especialistas, é uma condição de uso mais severa que no interior do país. Alguns componentes metálicos, entre os quais abraçadeiras de mangueiras, escapamento e outros periféricos, são os mais vulneráveis à corrosão. Dilser destaca que, geralmente, a ferrugem, quando ocorre, é superficial. Desse modo, não compromete a performance da peça ou do carro como um todo.

Ademais, ele salienta que isso não acontece, mesmo sob os efeitos da maresia, em elementos vitais dos automóveis, como motor e estrutura. “Esses itens são previstos para durar toda a vida útil do veículo, que é de 40, 50 anos”, afirma.

Segundo o consultor técnico do Grupo FCA, tais componentes recebem maior proteção justamente para que a dirigibilidade ou a capacidade de proteger os ocupantes em uma colisão não seja prejudicada. “A corrosão não compromete a segurança”, sintetiza.

“Um carro que está no litoral fica mais sujeito a areia, a maresia e a sol forte”, adverte Azuma. Ele pondera que, em áreas costeiras, a umidade relativa mais alta, o que tende a provocar desgaste um pouco maior na pintura e na lataria.

Todavia, o diretor da AEA pondera que os veículos sofrem desgastes diferentes de acordo com a utilização e as condições climáticas de cada região. “Um veículo que roda em Belo Horizonte (MG) tende a ter uma pintura mais bonita. Por outro lado, geralmente sofre maior desgaste de embreagem. Com um similar que é usado em Vitória (ES), ocorre o contrário,” compara.

Manutenção ajuda a prevenir ferrugem no carro

Apesar da boa proteção advinda da fábrica, os proprietários devem tomar certas medidas para evitar a corrosão. Azuma aconselha os motoristas de regiões costeiras a manter o veículo limpo. “Nessas situações  mais críticas, o proprietário deve fazer uma manutenção cuidadosa. Encerar o carro e mantê-lo limpo é fundamental”, diz.

Dilser faz recomendações semelhantes: “é muito importante evitar que ocorra acúmulo de areia tanto no interior quanto na carroceria.” De acordo com ele, medidas simples como essas são suficientes evitar um carro com ferrugem.

O especialista da FCA adverte que a falta de cuidado pode fazer até mesmo com que um carro que circula em áreas distantes do litoral fique mais exposto à ferrugem. “Um veículo que roda por estradas de terra constantemente deve ser sempre lavado”, exemplifica. Isso porque o barro acumula umidade e, se ficar em contato com a lataria por longos períodos, a expõe a maior corrosão.

Já Azuma lembra de outro fator que também pode deteriorar componentes metálicos: “às vezes acontece corrosão química, causada por produtos de limpeza inadequados aplicados ao motor.”

Foto Shutterstock

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    Maciel de lima 9 de agosto de 2019

    Tem carro zero quilômetro que vem com problema de fabricação e a própria fabricante não se responsabiliza e alega agente externo …no meu caso aconteceu isso entrei na justiça e ganhei o processo eles foram obrigados a troca o carro por outro zero quilômetro…meu carro era 2015 agora estou com o outro 2019.

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    Maciel de lima 9 de agosto de 2019

    Tem carro zero quilômetro que vem com problema de fabricação e a própria fabricante não se responsabiliza e alega agente externo …no meu caso aconteceu isso entrei na justiça e ganhey o processo eles foram obrigados a troca o carro por outro zero quilômetro…meu carro era 2015 agora estou com o outro 2019.

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    Claudemir Franco de Oliveira 27 de junho de 2019

    À Fiat automóveis.

    Venho por meio desta, informar minha indignação e plena insatisfação com a forma que esta empresa trata, o direito de seus clientes. Adquiri em março de 2015, um auto Fiat Novo Uno Way, zero km na Concessionaria Fiat Salomâo, em que, após alguns dias solicitei a inspeção do sistema mecânico do limpador de para-brisa (conjunto com motor) que se encontrava completamente enferrujado, na qual após dois meses foi substituído. Passado cinco meses aproximadamente, solicitei que verificassem alguns itens e alguns locais da carroceria, pois os mesmos estavam apresentando corrosão excessiva, no qual fui informado que na revisão de carroceria, fariam os reparos necessários. Após feita a primeira revisão da carroceria, me foi solicitado que levasse o referido auto a oficina da concessionária para serem feitos os devidos reparos e que, após três dias, fui avisado para buscar o automóvel, no que fui informado que após o desmonte do veiculo para a realização dos serviços, verificou-se que a corrosão era excessiva e que, necessitariam de autorização da regional Fiat SP para aprovação do serviços a serem executados, o que estou aguardando até o presente momento.
    Deixo bem claro que, após este episodio fiz a segunda, a terceira revisão, mas nada de meu veiculo ser reparado, somente não fiz a quarta revisão prevista porque, quando liguei para agendar, me informaram que havia se passado três dias do prazo, (pois dias antes, realizei duas cirurgias e que posso comprovar, que me impossibilitou de levar o veiculo à concessionária).
    Em 22 de Maio de 2019 a fabrica solicitou que eu levasse o veiculo a concessionaria para elaboração de um orçamento, o que foi realizado no dia 23 de maio e enviado a fabrica para analise e me retornaram que: Perdi o direito a garantia, pois não realizei a QUARTA revisão.
    Resumo: Comprei o veiculo, foi constatado a corrosão EXCESSIVA nas partes internas da carroceria antes do Primeiro Ano, fiz Três Revisões Anuais e somente não fiz a quarta, pois fui informado que tinha passado três dias do prazo.
    Então por quê, a Fiat não autorizou o reparo, enquanto a veiculo estava na concessionária (a Quatro anos atras) ????????
    O QUE DEVO DIZER, SOBRE A FIAT AUTOMÓVEIS DO BRASIL.?????
    QUAL SERÁ MINHA OPINIÃO, SOBRE OS AUTOMÓVEIS DA FIAT. ???????
    SERÁ QUE COMPRAREI, OU RECOMENDAREI OS AUTOMÓVEIS DA FIAT.???????
    SÓ SEI QUE ! ! ! ESTOU ME SENTINDO TRAÍDO E TOTALMENTE INSATISFEITO POR TER INVESTIDO MEU DINHEIRO NUM AUTOMÓVEL DA FIAT. CONFIAR NUMA EMPRESA QUE FICA COM CONVERSINHA FIADA, PARA NÃO HONRAR AQUILO QUE PROMETE.

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    Claudemir Franco de Oliveira 27 de junho de 2019

    ReclameAQUI

    menu
    Falta de compromisso na cobertura da garantia.
    Código 1AMSogU1Po8pIxn2 ID 91016753 Itanhaém 27/04/19 às 10h20
    Fiat Novo Uno WAY 0 KM com corrosão excessiva.
    Em 18/03/2015 comprei o automóvel Fiat Novo Uno Way 0 KM, que para minha surpresa logo nos primeiros meses percebi que várias partes da lataria e de aluns componentes apresentavam corrosão, levei o referido auto à concessionária Fiat no que, o responsável solicitou para a fabricante uma das peças para troca, pois a mesma estava completamente deteriorada. foi constatado também ferrugem em várias partes da carroceria, na qual fui orientado a aguardar a 1 revisão para ser tomadas os devidos reparos. Quando finalmente deixei o auto para os reparos necessários,e ao desmontar o veiculo, descobriu-se que a CORROSÃO era excessiva em partes INTERNAS E VITAIS do automóvel.
    Vale a pena lembrar, que realizei todas as garantias exigidas pela montadora e concessionária, no qual ficou constatado acelerado processo de deterioração e depreciação do veiculo.

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    18/06/19 às 16h54

    À Fiat automóveis.

    Venho por meio desta, informar minha indignação e plena insatisfação com a forma que esta empresa trata, o direito de seus clientes. Adquiri em março de 2015, um auto Fiat Novo Uno Way, zero km na Concessionaria Fiat Salomâo, em que, após alguns dias solicitei a inspeção do sistema mecânico do limpador de para-brisa (conjunto com motor) que se encontrava completamente enferrujado, na qual após dois meses foi substituído. Passado cinco meses aproximadamente, solicitei que verificassem alguns itens e alguns locais da carroceria, pois os mesmos estavam apresentando corrosão excessiva, no qual fui informado que na revisão de carroceria, fariam os reparos necessários. Após feita a primeira revisão da carroceria, me foi solicitado que levasse o referido auto a oficina da concessionária para serem feitos os devidos reparos e que, após três dias, fui avisado para buscar o automóvel, no que fui informado que após o desmonte do veiculo para a realização dos serviços, verificou-se que a corrosão era excessiva e que, necessitariam de autorização da regional Fiat SP para aprovação do serviços a serem executados, o que estou aguardando até o presente momento.
    Deixo bem claro que, após este episodio fiz a segunda, a terceira revisão, mas nada de meu veiculo ser reparado, somente não fiz a quarta revisão prevista porque, quando liguei para agendar, me informaram que havia se passado três dias do prazo, (pois dias antes, realizei duas cirurgias e que posso comprovar, que me impossibilitou de levar o veiculo à concessionária).
    Em 22 de Maio de 2019 a fabrica solicitou que eu levasse o veiculo a concessionaria para elaboração de um orçamento, o que foi realizado no dia 23 de maio e enviado a fabrica para analise e me retornaram que: Perdi o direito a garantia, pois não realizei a QUARTA revisão.
    Resumo: Comprei o veiculo, foi constatado a corrosão EXCESSIVA nas partes internas da carroceria antes do Primeiro Ano, fiz Três Revisões Anuais e somente não fiz a quarta, pois fui informado que tinha passado três dias do prazo.
    Então por quê, a Fiat não autorizou o reparo, enquanto a veiculo estava na concessionária (a Quatro anos atras) ????????
    O QUE DEVO DIZER, SOBRE A FIAT AUTOMÓVEIS DO BRASIL.?????
    QUAL SERÁ MINHA OPINIÃO, SOBRE OS AUTOMÓVEIS DA FIAT. ???????
    SERÁ QUE COMPRAREI, OU RECOMENDAREI OS AUTOMÓVEIS DA FIAT.???????
    SÓ SEI QUE ! ! ! ESTOU ME SENTINDO TRAÍDO E TOTALMENTE INSATISFEITO POR TER INVESTIDO MEU DINHEIRO NUM AUTOMÓVEL DA FIAT. CONFIAR NUMA EMPRESA QUE FICA COM CONVERSINHA FIADA, PARA NÃO HONRAR AQUILO QUE PROMETE.

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