O que significa o 200 TSI e outras siglas que a VW adotou?

Siglas TSI 200, TSI 250, TSI 350 e MSI estão presentes em praticamente toda a linha atual da marca alemã. Saiba o que elas querem dizer

Por AutoPapo12/09/18 às 08h29

Tudo começou com o lançamento do Polo, no ano passado. As versões mais caras do modelo, equipadas com propulsor 1.0 turbo, trazem um emblema com os dizeres 200 TSI na traseira. Depois vieram Virtus, Golf reestilizado e Tiguan, todos com nomenclaturas de motores semelhantes. No caso dos dois últimos, a oferta de mais opções de motorização fez com que surgissem duas novas siglas: 250 TSI e 350 TSI. Mas, afinal, o que significam essas letras e números?

Vamos por partes: TSI é a abreviatura de Turbocharged Stratified Injection (turbo com injeção estratificada, ou direta, em uma tradução livre). Já os números indicam o torque gerado pelo motor em Nm (Newton/metro), e não em kgfm (quilograma-força/metro), como é mais usual no Brasil. No caso do 200 TSI, por exemplo, são 200 Nm, ou 20,4 kgfm, tanto com gasolina quanto com etanol.

Emblema 200 TSI do Virtus Highline: O que significam as atuais nomenclaturas de motores VW?

A história é exatamente a mesma com o 250 TSI e o 350 TSI. O primeiro, 1.4 turbo, desenvolve 25,5 kgfm (com gasolina ou etanol), enquanto no segundo são 35,7 kgfm (apenas com o derivado do petróleo). Tratam-se, portanto, de nomenclaturas de motores lógicas, embora incomuns. É que a maioria dos fabricantes costuma fazer referência apenas à cilindrada ou à presença do turbo.

Tecnologia aumenta a eficiência

A quebra desse padrão adotada pela Volkswagen é um reflexo das novas tecnologias que vêm sendo adotadas pela indústria. É que, até pouco tempo atrás, crescer a cilindrada era o recurso mais comum para aumentar potência e torque. Por isso, era comum ver carros ostentando emblemas 2.0 ou até maiores em suas traseiras. Ocorre que os tempos estão mudando com a popularização do turbo e da injeção direta.

Esses recursos fazem com que propulsores pequenos tenham alto rendimento. Um motor 1.4 turbo, por exemplo, geralmente é mais potente que um 2.0 de aspiração natural (sem turbo ou “aspirados). O mesmo pode acontecer com um 1.0 turbo em relação a um 1.6 aspirado. Além de mais potentes, os motores menores gastam menos combustível e emitem menor quantidade de poluentes. É justamente por isso que os fabricantes têm reduzido a cilindrada sem perder desempenho, tendência chamada de downsizing.

Motivo do 200 TSI é por marketing

O consumidor brasileiro ainda é apegado à cilindrada do motor. Muitos ainda torcem o nariz para um motor 1.0 turbo, mesmo que ele seja mais eficiente (mais potência e menor consumo) do que motores maiores. A própria Volkswagen percebeu uma reação do consumidor, perguntando, “eu vou pagar R$ 60 mil ou R$ 70 mil em um carro com um motorzinho 1.0?”.

Por isso, a marca alemã adotou a nomenclatura 200 TSI, para que o cliente, mesmo que de maneira inconsciente, se impressione.

Nomenclaturas de motores aspirados

A quebra do padrão de nomenclaturas de motores não para por aí. As unidades de aspiração natural da Volkswagen também têm siglas próprias: MPI e MSI. Nenhuma das duas é como a denominação 200 TSI (ou outra que combine números e letras).

A primeira, MPI, significa Multipoint Fuel Injection (injeção de combustível multiponto, que é do tipo indireto e bastante comum). Ela é utilizada nos propulsores de até 100 cv de potência. Como a marca alemã só tem um motor com esse tipo de característica no Brasil – no caso, o 1.0 de três cilindros que equipa Up!, Polo e Gol – a abreviatura e utilizada apenas por ele.

Já MSI é a abreviatura de Multipoint Sequencial Injection, um sistema um pouco mais sofisticado, mas ainda indireto. Utilizada pela Volkswagen para designar motores aspirados de mais de 100 cv, essa nomenclatura é aplicada a dois propulsores: um 1.6 de 8 válvulas e um 1.6 16 válvulas. Situação, nesse caso, polêmica, uma vez que a mesma sigla denomina dois propulsores diferentes.

Motor 1.0 TSI: o que significam as atuais nomenclaturas de motores VW?

Fotos Alexandre Carneiro | AutoPapo

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38 Comentários
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    Marcio silva 12 de setembro de 2018

    O que vale é o dinheiro pra abastecer.

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    André Br 12 de setembro de 2018

    Podem colocar o nome que for, 1.0 será sempre 1.0,ou seja uma lesma, e não importa a maquiagem que coloquem, 1.0 nunca mais.

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      Gabriel 12 de setembro de 2018

      Esse 1.0 TURBO entrega mais torque e mais cedo do que a maioria dos 2.0 ASPIRADOS que temos no mercado, além de oferecer desempenho melhor.

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        Dirso pinheiro 12 de setembro de 2018

        Por experiência própria posso afirmar. Tenho o Virtus high line, pelo que já viajei não deixa nada a desejar e pelo contrário surpeende. se alguém não conhece essas novas tecnologias não julgue. Faça o teste e depois tire suas próprias conclusões.

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        Estevao S Brasil 13 de setembro de 2018

        Em um mercado repleto de esportivos e aventureiros de adesivo é até compreensível que ainda exista pessoas que nunca dirigiram um Up 170TSI ter essa mentalidade.
        Só pra dar um exemplo restrito à marca VW, um Up TSI dá uma venha surreal naquele Golf 1.6 MSI e no Jetta 2.0 aspirado.

        Os proprietários mais satisfeitos são os donos de Up TSI.

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        Marcelo 23 de setembro de 2018

        Tá, mas por quanto tempo? Esses carrinhos com motores turbo de baixa cilindrada, que trabalham no limite, são uma beleza pra quem troca de carro todo ano. Vamos ver daqui um tempinho a vida útil desses “foguetinhos”, pois os antigos 2.0 aspirados rodavam mais de 300 Mil Km amigo, os taxistas que o digam dos super Santanas.

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        PABLO HENRIQUE 4 de dezembro de 2018

        Olha tenho uma Parati 2001 turbo original da VW. E falo com precisão q ela cola os 220 do painel. E outro detalhe.na rodovia andando bem Cam o carro cheio fazendo média de 120/140 fez 14km por litro. Então não acredito q depois de quase 20 anos fossem fazer algo ruim em relação aos turbo original.

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        Marcelo 14 de março de 2019

        Amigo Pablo, eu tenho um Ford Focus com motor Duratec 2.0 que entrega parâmetros similares aos seus de desempenho e autonomia, a diferença é que a sua Parati está se matando na estrada, enquanto o meu Focus está tranquilo em passos largos. A conclusão que eu chego é clara, não existe milagre tecnológico, uma hora a conta chega para esses motores que trabalham no limite.
        OBS: Eu não sou contra motores turbo, apenas concordo que os turbo-compressores venham equipando carros de maiores cilindradas, pois se for pra compra um carro 1.0 turbo pra sair por aí esgoelando o motor, sinceramente prefiro comprar um carro 1.6 aspirado mesmo.

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      Marcelo 23 de setembro de 2018

      Concordo em gênero, número e grau!

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      murillo 30 de janeiro de 2019

      Não tem nada haver amigo, a arquitetura do Motor turbo 1.0(TSI) é completamente diferente do Motor 1.0(convencional) . Os dados estão aí é só comparar, ou fazer um test drive, anda bem mais que o 1.6 por exemplo. Procura no youtube o programa acelerados, vai ver que o Polo TSi poe mais de 1 segundo (na mesma pista) no Argo 1.8(Aspirado).
      A tendência de downsize(Motor menor com mais potência) não tem mais volta, ano que vem a Fiat trará os motores turbo para seus carros, a Ford já usa também (Ecoboost).
      De acordo com seu pensamento um Fusca(Antigo 1.3 ou 1.5) andaria mais que um carro 1.0 o que claro não é verdade, pois a tecnologia evolui

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      Lula 4 de fevereiro de 2019

      Mané… deve ter andado de celta 1.0

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      Renata Trevizan 13 de fevereiro de 2019

      O up anda muito, se for TSI ainda mais.

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      Paulo 17 de março de 2019

      Primeiro anda em um Up!TSI.

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        Paporero 17 de março de 2019

        Nossa, essa eu passo,lixo de carro e acabamento pior Aída, kkkkk só retardado compra esse tipo de carro, ass: Bmw 320i

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    Tiago 12 de setembro de 2018

    Acredito que até a vinda dos carros elétricos serem mais popularizado no Brasil, os fabricantes como consciência na natureza vem a evitar o alto consumo dos veículos, sem diminuir a potência. Mas a Volks já sabe como são Brasileiros, são iraizados em seus conceitos de que carro forte tem que ter motor grande, mas os engenheiros estão estudando para nos provar que potência não se resume em tamanho, mas sim em tecnologia.

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    Dirso pinheiro 12 de setembro de 2018

    Por experiência própria posso afirmar. Tenho o Virtus high line, pelo que já viajei não deixa nada a desejar e pelo contrário surpeende. se alguém não conhece essas novas tecnologias não julgue. Faça o teste e depois tire suas próprias conclusões.

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    Otto Santos 12 de setembro de 2018

    Matéria interessante. Certamente veremos outras montadoras adotando novas nomenclaturas pra “tentar confundir” o usuário.

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    Celso Pires 13 de setembro de 2018

    Permita-me uma correção. Não é 200 ou 20,4 N/metro ou 20,4 kgf/m e sim 20 N.m (20 Nm) ou 20,4 kgf.m (20,4 kgfm). Torque é aplicação de uma determinada força vezes um determinado braço. Por isto as unidades são multiplicativas.
    Um outro ponto é que o Brasil como os países europeus adotam o SI (Sistema Internacional de Unidades). Neste sistema, a unidade de força é o Newton que equivale a aproximadamente 0,1 kgf.

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      Estevao S Brasil 13 de setembro de 2018

      Cara, não seria N/m e kg.f/m assim como o nosso km/h?
      Que é diferente do MPH (miles per hour)

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        Antonio Santos 19 de novembro de 2018

        Não, o correto é kgf.m ou N.m, porque o conceito de torque é força x distância do braço de aplicação dessa força..

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      Leandro 29 de novembro de 2018

      Correção da correção…. Em relação a unidade está certo, o torque é multiplicativo portanto é N.m e Kgf.m só que 200 é 200N.m mesmo exatamente pelo motivo que citou… como 1N é igual a aproximadamente 0,1 Kgf então 200N são iguais a 20,4Kgf

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    Wilmar 13 de setembro de 2018

    E o TSI do UP ficou como?

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    Estevao S Brasil 13 de setembro de 2018

    Faltou falar do 170 TSI do UP. Inclusive, eu acho que a VW errou no timming de usar o torque na sigla do motor muito atrasado.
    Se a VWB tivesse feito isso com a chegada do Up TSI em 2015 a aceitação do modelo com motor turbo poderia ser melhor e o Polo 200 TSI já séria introduzido em um mercado relativamente já desmistificado.
    Falo isso porque dirijo uma Saveiro que tem seus 15.5 kg.f/m

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    Julio 13 de setembro de 2018

    E o antigo Santana 2000 qual era o por que?

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      Marcelo 23 de setembro de 2018

      Volume do motor, 2000 equivale a 2.0 sendo que o primeiro está representado em mililitros e o segundo em litros.

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    Marcos Castro Alves 13 de setembro de 2018

    Tenho um Up! Move TSI 1.0 e estou satisfeitíssimo, tenho desempenho de um 1.8, o carrinho arranca lado a lado com as motos no semáforo, ultrapassa sem dificuldade alguma, 0 a 100 em 9.8s, forte em subidas e ainda é um dos mais econômicos do Brasil, quase 18km/litro com gasolina na estrada, só vou trocar ele daqui um tempo por um Polo TSI.

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      Marcelo 14 de março de 2019

      Se o carrinho está tão bom, pra que vai trocar daqui um tempo?
      Faz um favor pra gente, fica com ele usando dessa forma que você relatou até a primeira quebra do motor, daí compara com qualquer outro aspirado que você já teve e posta aqui um comentário comparativo em relação a AUTONOMIA DE VIDA ÚTIL DOS MOTORES, tanto do “foguetinho turbo” quanto do antiquado aspirado.
      Valeu!?

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    Maycon 28 de novembro de 2018

    Essa história de TSI = turbo stratified injection é no mínimo suspeita, visto que no ano de 1998 foi lançado aqui no brasil o Gol e Saveiro TSI que tinham como propulsor o motor ap 2.0 aspirado (sem turbo). Vão me dizer que a mesma sigla TSI da mesma montadora teve dois significados diferentes?

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      Pablo Henrique 4 de dezembro de 2018

      Justo aspirado sem turbo hj vem com turbina. Não são aspirados. E tenho uma Parati 1.0 turbo 2001. A diferença dos turbos antigos pro TSI pelo q li é o sistema de injeção. Só.

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      Tiago 14 de dezembro de 2018

      Se não engano, naquela época, a sigla TSI significava Touring Sport Injection, ou algo assim. Tinha sempre a ver com o tipo de acabamento e acessórios que acompanhavam o carro. Era a versão “esportiva” como alternativa ao GTI, que era muito caro.

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    flavio 30 de dezembro de 2018

    Motores 1.0 e turbo trabalham em rotacoes muito maiores pra produzir potencia superior…. Altas rotacoes, maiores desgastes menor durabilidade.

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      Murillo 30 de janeiro de 2019

      Errado amigo, como a arquitetura do motor é outra, as peças são feitas especificamente para aguentarem estas rotações. É diferente do que ocorria lá nos anos 80/90 que se pegava um motor aspirado e o transformava em Turbo.
      Isto é tecnologia “Downsize (Menor tamanho e maior potencia) e não tem volta, ano que vem a Fiat trará seus motores turbo para seus veículos (Argo, Cronos, Jeep), a ford já usa na linha ecoboost.

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      Carlos 8 de fevereiro de 2019

      O up 1.0 TSI não trabalha em alta rotação como os 1.0 aspirados. Muito pelo contrário! A 2900 giros, anda a 120 km/h.

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    Antonio Donizeti Martins 16 de janeiro de 2019

    Eu ainda vou esperar para ver. A mim me parece que esses 1.0 TSI não passam de cavalos paraguaios.

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    Márcio Duarte 19 de janeiro de 2019

    Não troco meu jetta 2010 2.5 170cv por nada por tecnologia nemhuma.. a manutenção não é a mais barata mas o conforto e ultrapassagens no “S” me encanta.. vrummm abraços

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    Rhafael 21 de janeiro de 2019

    “…A própria Volkswagen percebeu uma reação do consumidor, perguntando, “eu vou pagar R$ 60 mil ou R$ 70 mil em um carro com um motorzinho 1.0?”.
    Por isso, a marca alemã adotou a nomenclatura 200 TSI, para que o cliente, mesmo que de maneira inconsciente, se impressione…”

    Em resumo estelionato puro; capt do Art. 171 do Código Penal.

    Lamentável haver consumidor que se diz satisfeito pela compra; Pessoal O custo de fabricação de um automóvel com motor pequeno é muito baixo, ou seja, seria viável a compra desde que essa diferença à menor do valor fosse repassado ao consumidor.

    Não sei quem é pior: A montadora que faz o consumidor de besta ou o próprio consumidor que nao valoriza seu dinheiro.

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    Rhafael 21 de janeiro de 2019

    porque meu comentário não foi publicado?

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    Saulo Borges 10 de março de 2019

    BMW e Mercedes também fizeram algo similar. Os números dos modelos não são mais a indicação da cilindrada do motor. Se indicar que tem modelos com motores 1.6 tem cara que sai correndo…

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