[Vídeo] 10 propagandas de carros que perderam a linha

Tentando vender seus carros, as montadoras – e as agências de publicidade – exageram na criatividade, esquecem o bom senso e deixam algumas pérolas de legado

Por Bárbara Angelo05/08/17 às 16h25

No mais mais de um século desde que foi inventado, o carro sempre andou junto à propaganda. Desde os tempos longínquos dos anúncios em preto e branco até os milionários comerciais do Super Bowl, a história da publicidade automotiva é quase tão importante quanto a do próprio automóvel. Ela, no entanto, nem sempre ajudou nas vendas. Confira, abaixo, 10 propagandas de carro que ameaçaram a reputação dos carangos que anunciavam.

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1. Nissan e os concorrentes “sensíveis”

A Nissan segue uma estratégia agressiva para vender seus carros, mesmo recebendo várias reclamações e até proibições pelo Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar). A marca provoca seus concorrentes com pôneis, engenheiros ameaçados de morte e até canções sertanejas, como no caso desta propaganda de 2010 que chama motoristas de Hilux de “agroboys”.

2. A Strada, o ratinho e a cascavel

No ano passado, a propaganda da Fiat para a Strada retratou um rato sendo devorado por uma cobra ao som de uma música infantil e cativante. Essa mistura incomodou muita gente, mas o anúncio continuou no ar.

3. Gol e o gato preto

A Volkswagen também errou a mira em 2013. A propaganda “Superstição” gerou rebuliço por alimentar a crença de que gatos pretos trazem azar. No vídeo, um motorista supersticioso usa os limpadores de para-brisa para espantar o bichano do capô de um Gol. A montadora se desculpou e preferiu retirar o comercial do ar, deixando na internet apenas uma versão editada.

4. Palio e o ex-presidiário

A criatividade da FIAT junto à agência Leo Burnett acabou saindo muito caro para a montadora, que em 2008 foi condenada pelo Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) a pagar uma multa de R$ 1 milhão. A razão foi o famigerado comercial de 2003 para o Palio, que retratava um ex-presidiário que, acabando de sair da prisão, não resistiu à visão do veículo e o roubou.

5. Classe A Lelek Lek Lek

Em 2013, a Mercedes-Benz do Brasil cometeu uma das maiores gafes da publicidade automotiva. Ao relacionar o modelo Classe A com o “Passinho do Volante”, do grupo de funk carioca “MC Federado e os Leleks”, a marca alemã errou o alvo e acabou ofendendo todos os envolvidos. Faltou eles entenderem que, aqui no Brasil, o Classe A está longe de ser um carro popular.

6. Ford Ka, o exterminador de gatos

A VW não foi a primeira a maltratar felinos em nome da publicidade. Em 2003, a agência Ogilvy & Mather desenvolveu um clipe viral para a Ford que, apesar de oficialmente rejeitado, não foi contido e terminou circulando a internet, chocando os espectadores com a decapitação de um gato pelo teto solar de um Ka Sport “do mal”.

7. Suicídio frustrado por um Hyundai

Para anunciar o ix35 na Europa, primeiro veículo comercial a emitir apenas água, a Hyundai resolveu filmar uma tentativa de suicídio dentro do carro. Ao final da propaganda do carro, o quase-suicida acende as luzes e volta para casa, já que água não mata ninguém – mas deve ter custado o emprego do roteirista.

8. Dacia e uma corrente de profanidades

Nesta publicidade do Duster, da marca Dacia, o caminho escolhido para o bolso dos consumidores foi uma corrente de profanidades trocada entre os dois lados da mesa: o vendedor e o comprador.

9. O governo irlandês e o massacre de criancinhas

As montadoras não são as únicas a produzir propagandas escandalosas. Em 2014, a Divisão de Segurança na Estrada e Regulamentação de Veículos (RSVRD) do governo da Irlanda produziu uma campanha sobre segurança na estrada tão chocante que sua exibição na TV foi proibida antes das 21 horas. A razão é que, no video, um grupo de criancinhas é esmagado pelo veículo de um motorista que perdeu o controle da direção.

10. O machismo – e todas as marcas

O machismo está presente em propagandas de carros desde que elas surgiram. Uma das últimas marcas a apelar para o recurso tentando vender carros foi a Hyundai. A propaganda do HB20 Spicy, de setembro do ano passado, gerou queixas no Conar, mas não foi suspensa. Se os apelos ao bom senso não funcionaram até hoje, o apelo dos cifrões já deveria ter dado fruto: será que as montadoras ainda não entenderam que as mulheres são grande parte do mercado automotivo? Segundo a última pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Serviços do Estado de São Paulo (Fecomércio SP) as mulheres representavam 45% dos compradores de automóveis e 58% das decisões sobre qual veículo adquirir.

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