Sedan Série B: 8 modelos que estão na 2ª divisão do segmento

Os últimos lançamentos deram novas opções de sedans ao consumidor, mas, por outro lado, envelheceram ainda mais os modelos que já estavam no mercado

Por Fernando Miragaya 22/10/19 às 10h15

Os lançamentos recentes renovaram essa categoria de carro, mas também deixaram muito sedan defasado no mercado. A chegada das novas gerações de Chevrolet Onix PLus e Hyundai HB20S, além da estreia recente de Fiat Cronos e Volkswagen Polo, abriu um abismo para outros modelos. Veja quais três-volumes já estão sentindo o peso da idade.

8. Fiat Grand Siena

fiat grand siena 2020 reduzido 01

Outro que não pode ser rotulado como veterano, pois estreou em 2012. Mas a chegada do Cronos deixou o Grand Siena para trás – o que forçou até uma redução significativa de preços pela Fiat. Sucessor do primeiro Siena – outro que perdurou por anos a fio ao lado dos primeiros Palio e Uno -, o sedan oferecia mais espaço e porta-malas de 520 litros.

O Fiat Grand Siena ganhou diferentes séries limitadas e um retoque no desenho (em 2018), mas hoje só é vendido em versão única Attractive com os cansados motores 1.0 e 1.4 da linha Fire. Pelo custo/benefício, acaba sendo boa opção para motoristas de aplicativos e taxistas, mas o Cronos custa pouco mais e é bem melhor de dirigir, de acabamento e de equipamento.

7.Volkswagen Voyage

volkswagen voyage 2019 com transmissao automatica 13

Esse chegou em 2008 e menos de quatro anos depois estava perdido no mercado, já invadido pelos rivais com espaço de médio e preço de compacto (Logan, Versa Cobalt…). Isso depois de a Volkswagen praticamente entregar o segmento para GM e Fiat, já que o Voyage deixou de existir por 13 anos. Feito sobre a plataforma simplificada do antigo Polo, o exemplar da VW está muito aquém em termos de espaço interno, acabamento e segurança. A chegada do Virtus acentuou esta defasagem.

Sorte do Voyage é que o companheiro de vitrine é muito caro. Além disso, o velho sedan se vale da imagem de robustez e até mesmo do motor 1.6 8V EA111, que, apesar de antigo, empresta desempenho bastante bacana ao carro. Ganhou até um toque de rejuvenescimento com o câmbio automático de seis marchas em 2018, que o credencia a usar o motor 1.6 16V EA211 de até 120 cv, mais moderno e suave.

6. Nissan Versa

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Nissan Versa para PcD

O Nissan Versa começou importado do México em 2011 e, quatro anos depois, era reestilizado e produzido em Resende (RJ). O problema é que foi outro que ficou defasado rápido. Não pelo espaço e porta-malas, grandes qualidades do carro, mas pelo desenho e tecnologia embarcada no sedan.

A marca japonesa até deu seu jeito: colocou novos motores, inclusive um três-cilindros eficiente, e passou a ofertar câmbio CVT em algumas versões. Só que, além da concorrência, uma nova geração já roda no México, de onde virá importada para cá em 2020. O velho Versa, porém, tem bom argumento no pós-venda, com custo de revisões dos mais baixos da categoria – o que o pode fazer continuar no mercado por algum tempo.

5. Chevrolet Joy Plus

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O velho Prisma mudou de nome: virou Joy Plus após a chegada do seu substituto, o Onix Plus. Pelo histórico da GM e a praxe do mercado brasileiro, nem pode ser tão taxado de velho assim, pois nasceu em 2013 como linha 2014 – o Classic, primeiro Corsa Sedan, perdurou quase duas décadas.

A questão é que o Joy Plus mantém a plataforma GSV, com menos espaço interno que seu sucessor. A dirigibilidade e comportamento dinâmico também deixam muito a desejar em comparação com a nova geração compacta. Além disso, mantém o velho motor 1.0 de origem Família I, com até 80 cv e rodar bastante áspero. Se vale de porta-malas maior, com 500 litros.

4. Toyota Etios Sedan

toyota etios sedan x 2019

O mercado queria um Yaris, mas a Toyota insistiu e trouxe o Etios em 2012, projeto indiano com desenho controverso e acabamento que não condizia com o padrão da marca japonesa. O que mais irrita é que o modelo feito em Sorocaba (SP) é um carro de mecânica boa, usa motores 1.3 e 1.5 ótimos para a cidade, com espaço generoso para os passageiros de trás e, no caso do Sedan, um porta-malas gigante de 562 litros.

A linha Etios até passou por algumas mudanças, principalmente nos revestimentos internos, e ganhou câmbio automático. Eis que a marca resolve fazer o Yaris asiático por aqui em 2018. Pior, usando um moderno CVT como opção de transmissão automática, em vez do confuso câmbio de quatro marchas do primo mais velho – que ficou ainda mais pobre na vitrine da concessionária.

3. Chevrolet Cobalt

chevrolet cobalt elite 2017 6 sedan

Com a chegada do Onix Plus, o futuro do Cobalt é uma incógnita. O modelo se vale do espaço e do amplo porta-malas. Só que o novo sedan da General Motors chegou para cobrir essas propostas com plataforma moderna, motor turbo e bons equipamentos de série, como seis airbags e ESP.

Ao mesmo tempo, o velho sedan, fruto da arquitetura GSV e lançado em 2011, tem desenho bastante controverso e agora só é comercializado em versão única com o velho motor 1.8 da GM: ainda deve perdurar alguns anos no mercado às custas da predileção de taxistas pelo carro. Ou seja, enquanto houver demanda, o Cobalt será produzido.

2. Honda City

honda city 2018 exl 83

A segunda geração do sedan compacto da Honda foi lançada em 2014, mas também parece meio perdida no tiroteio. Tudo bem que o City carrega a boa reputação da marca, acomoda bem seus ocupantes e usa motor 1.5 com câmbio do tipo CVT que privilegia o conforto no rodar, além de airbags laterais e de cortina em algumas versões. Contudo, é muito caro (começa em R$ 62.800 quase pelado e chega a R$ 85.800).

Para completar, o Honda City não oferece itens como ESP – já disponíveis entre os rivais -, tem desempenho pacato demais e o acabamento é pouco inspirador para um carro desta faixa de preço.

1. Renault Logan

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Esse pelo menos se esforça para não ficar defasado. O Renault Logan inaugurou o segmento de compactos com espaço de médio e preço de compacto, em 2007. Era o principal argumento, já que seu desenho quadradão, sua base da romena Dacia e seu acabamento interno eram aspectos sofríveis. Recebeu novos motores e face-lifts ao longo dos anos. Em 2013, passou por uma profunda remodelação, que a Renault chama de segunda geração.

Recentemente, o Logan adotou motores da linha SCe bem mais eficientes e na última maquiagem estreou opção de câmbio CVT e controles de estabilidade e tração em algumas versões. Mas o custo/benefício do carro ficou comprometido com as chegadas de Virtus, Onix Plus e HB20 (sedan).

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