[Avaliação] T-Cross Comfortline: como anda o SUV com o 1.0 TSI?

Versão é a "top de linha" com motor 1.0 TSI de até 128 cv de potência e câmbio automáticos de seis marchas; ela tem preço sugerido de R$ 99.990

Por Paulo Eduardo 10/12/19 às 14h45
Especial para o AutoPapo

O T-Cross, SUV da Volks, tem mais a ver com automóvel do que com SUV pela dirigibilidade, apesar da inclinação da carroceria em curva provocada pela grande altura do solo.

Avaliamos o T-Cross Comfortline 200 TSI, versão top de linha com motor 1.0 turbo e câmbio automático.  O número no nome da versão por questão de marketing, em alusão ao torque de 200 Nm equivalente a 20,5 kgfm.

Volkswagen T-Cross Comfortline - frente

T-Cross é montado sobre a arquitetura MQB (Matriz Modular Transversal), a mais moderna do grupo Volkswagen. Estrutura construída com materiais de alta resistência obteve pontuação máxima na prova de impacto do Latin NCAP que simula proteção a adultos e crianças.

Percebem-se imediatamente no interior do T-Cross Comfortline os apliques de cor chamativa em algumas partes. Estão ali para disfarçar a aparência dos plásticos sem material emborrachado no painel central e tornar o ambiente menos sisudo.

Esses opcionais na cor marrom estão aplicados em toda a extensão frontal do painel, nas maçanetas das portas dianteiras e no console central.

Volkswagen T-Cross Comfortline - painel

O artifício forma par com arremate da forração em couro dos bancos, também opcional. Independentemente disso, percebe-se capricho na montagem e encaixes no interior. Acabamento benfeito.

Volante tem ótima pega e está revestido corretamente com material rugoso, que evita deslize acidental das mãos, e agrupa apenas comandos de som, telefone, computador e controle de velocidade, o que favorece a ergonomia.

Coluna de direção tem ajustes de altura e de distância. Sistema multimídia com tela tátil no alto do painel central como reza a moda atual. Diâmetro de giro não é dos menores (10,9 metros), mas o pouco comprimento ajuda nas manobras em garagem.

Espaço interno

T-Cross tem excelente espaço interno tanto nos bancos dianteiros quanto no traseiro. Isso por causa da grande distância entre-eixos de 2,65 metros em um veículo de apenas 4,19 metros de comprimento. Espaço farto para cabeça e, principalmente, para pernas no banco traseiro.

Há saída de ar-condicionado e duas entradas USB para os ocupantes de trás. Bancos dianteiros carecem de melhor anatomia, apesar da regulagem lombar. Sente-se desconforto nas pernas, que deveriam ter melhor apoio.

Porta-malas bem dimensionado tem locais de fechamento na tampa pesada nos lados direito e esquerdo, como manda a boa ergonomia, facilitando a tarefa para destros e canhotos.

Rodar confortável, mas um pouco áspero sobre piso irregular. Rodas aro 17 e pneus de perfil 55 são de série no Volkswagen T-Cross Comfortline . Suspensão bem calibrada entre conforto e estabilidade, que convence para um SUV.

Boa posição de dirigir com regulagem de altura no banco do motorista. Boa também é a visibilidade ajudada pelos retrovisores.

Deslizes em ergonomia são comandos dos vidros em posição recuada na porta, além das teclas pequenas dificultarem acionamento; e forração em couro não permite transpiração.

Como anda o VW T-Cross 1.0 TSI?

Freio de estacionamento (mão) dá a impressão de estar emperrado e sendo forçado ao ser puxado. Para soltá-lo, não. Limpadores/lavadores cumprem bem a função. Farol tem facho curto no baixo e deveria ter mais poder de iluminação.

Freios excelentes com disco nas quatro rodas param bem em frenagem simulada de emergência sem abaixar a frente.

Há quatro modos de condução (opcional): Eco, visando menor consumo; Normal; Esportivo, com trocas das marchas em rotações mais altas; e o Individual. Nesse último podem-se fazer ajustes também na direção, que, entretanto, mantém a mesma calibragem do modo Normal.

Direção não é comunicativa como no Polo, carro que deu origem ao SUV, mas tem leveza em manobras e é firme em alta. Ponto central carece de melhor definição.

Motor 1.0 TSI forma par com câmbio automático de seis marchas com conversor de torque no Volkswagen T-Cross Comfortline . Ocorrem reduções de marcha ao diminuir a velocidade. Acelerações convencem, mas retomadas de velocidade não.

Volkswagen T-Cross Comfortline - motor

Há ligeiro retardo na resposta aos comandos do acelerador no kick-down, caso de ultrapassagem, principalmente com ar-condicionado ligado. E o conjunto fica ruidoso em alta rotação.

Nessa hora, desempenho está mais para motor aspirado do que turbo. Mesmo abastecido com álcool, que tem 12 cv de potência a mais do que com gasolina. O torque é o mesmo para álcool e gasolina.

Preço do Volkswagen T-Cross Comfortline

Volkswagen T-Cross Comfortline tem preço sugerido de R$ 99.990. Com todos opcionais chega a R$ 110.690. Teto solar panorâmico, sensores de chuva e crepuscular e espelho retrovisor interno eletrocrômico custam R$ 4.800.

Outro pacote de opcionais custa R$ 3.950 e inclui navegação, partida e entrar e sair do carro sem chave, seletor do modo de condução, entre outros. E finalmente aplicações decorativas no painel e forração em couro custam R$ 1.950.

Volkswagen T-Cross Comfortline é equipado de série com controles de tração, estabilidade e assistente de partida em rampa, airbags laterais dianteiros e de cortina, além dos frontais obrigatórios como os freios ABS, volante revestido em couro com aletas para troca de marchas, ar-condicionado digital, entre muitos outros. Garantia é de três anos.

Ficha técnica Volkswagen T-Cross Comfortline 200 TSI
Motor de três cilindros em linha, 999cm³ de cilindrada, turbo, flex
Potência 128 cv (etanol) e 116 cv (gasolina) a 5.500 rpm e torque máximo de 20,4  kgfm (e/g) de 2.000 rpm a 3.500 rpm
Transmissão tração dianteira e câmbio automático de seis marchas
Direção tipo pinhão e cremalheira com assistência eletromecânica; diâmetro de giro, 10,9 metros
Freios disco ventilado na dianteira, e sólido na traseira
Suspensão dianteira, independente, do tipo McPherson, barra estabilizadora; traseira, eixo de torção; altura do solo, 18,8 cm a 19,1 cm
Rodas/pneus 6,5×17”de liga leve/205/55R17
Peso 1.252 kg
Carga útil (passageiros + bagagem) 458 kg
Dimensões (metro) comprimento, 4,199; largura, 1,76; altura, 1,60; distância entre-eixos, 2,65
Capacidades (litro) Porta-malas, 373 a 420 (depende da posição do encosto do banco traseiro); tanque, 52
Velocidades máximas 184 km/h (e)/179 km/h (g)
0 a 100 km/h 10,4 segundos (e)/10,9 (g)
Consumo (km/l) cidade, 11 (g)/7,6 (e); estrada, 13,5 (g)/9,5 (e)

Fotos Alexandre Carneiro | AutoPapo

10 Comentários
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    Marco Aurélio Canevari 9 de fevereiro de 2020

    Lento em retomadas, avaliação suspeita bacana é a retomafa do fiat renegade com motor obsoleto e beberrão. Dirigi esse tcross e para um 1.0 de 3 cilindros é uma carrão.

    • AutoPapo
      AutoPapo 10 de fevereiro de 2020

      Olá, Marco Aurélio.

      O fato de criticarmos um modelo não quer dizer que os outros são elogiáveis no quesito avaliado.

      Obrigado e abraço

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        Marco Aurélio Canevari 10 de fevereiro de 2020

        Amigo, desculpe se fui grosso com você. Minha intenção era opinar sobre pcds que experimentei. Sou fã dos turbos, depiis que andei neles fica difícil andar com carros aspirados. E o consumo é um fator preponderante nos dias atuais. Um abraço.

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    NETO 20 de dezembro de 2019

    Ótimo carro, ta vendendo muito, quem conhece compra VW. T cross vai pra liderança em janeiro de SUV, é só esperar pra ver.

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    Raphael 12 de dezembro de 2019

    Pode ter o torque que for, mas se é 1.0 não me serve.
    Sou da geração em que cilindrada era indicativo de potência. Um carro 1.0 era de menor potência que todos os outros, de 1.4, 1.6, 1.7, 1.8, 2.0 e 2.2. E não irei mudar de opinião pessoal.
    A engenharia mudou o tipo de motor e características técnicas mas então o departamento de marketing não deveriam nem dizer que se trata de um carro com 999 cilindradas. Teve toda uma geração que atrelou e associou cilindrada a potência do motor. E para essa geração é deprimente dizer que pagou 100k em um carro 1.0 !!!

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      Charles Kuramoto 12 de dezembro de 2019

      Deprimente é pagar R$ +100 mil num carro com interior de qualidade de um carro de entrada.
      Esse motor 1.0 TSI é muito bom para o que se propõe. Apenas o que preocupa a muito é a manutenibilidade mais restritiva.

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      roberto 14 de dezembro de 2019

      motor turbo moderno c alto desempenho nas acelerações robustas aliado a bom consumo.

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    Raphael 12 de dezembro de 2019

    Para mim é o “fim da picada” pagar 100k em um carro 1.0 (999 cilindradas) e que fica ainda 10k mais caro com acessórios. Carro não é computador. Com esse valor compro um Honda HRV EX 1.8 de 140 CV !
    Aí não fica mal na fita com os amigos e consigo mesmo ter pago 100k em um carro 1.8 !
    Agora 1.0 sinceramente…
    À parte minha opinião sincera, a matéria foi muito bem feita e esclarecedora. Parabéns!

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      Adriano 13 de dezembro de 2019

      Concordo com você Raphael, Carro tem que ter motores acima de 1.4 para ter um preço maior, e também concordo plenamente que carro não é computador tenho um Vectra 1996. Motor 2.0 e cambio manual me sinto motorista de verdade.

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    LOTHAR KNABE JUNIOR 11 de dezembro de 2019

    Parabéns pela matéria.
    Gostaria de saber sobre o TCross para pcd.
    Obrigado

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