12 dicas para escapar da picaretagem com seu carro

Boris dá 12 dicas para você não cair nas maldades espalhadas pelo mercado, desde o manual enganoso até a esperteza na hora da venda!

Por BORIS FELDMAN24/06/18 às 17h00

Aqui vão doze dicas para você não sair na picaretagem com seu carro! Confira:

1 – Tem fábrica que coloca no manual ser normal o óleo do motor baixar um litro a cada mil quilômetros. NADA DISSO! Há um consenso entre os engenheiros da indústria de ser razoável um litro a cada cinco mil quilômetros. Admitir cinco vezes mais é para se isentar de responsabilidade.

2 – O carro zero quilômetro veio de fábrica sem equipamento de som, que foi então instalado pela concessionária. Semanas depois, numa outra autorizada, a garantia de um reparo foi negada sob a alegação de que o som não era homologado. NADA DISSO! Não cabe ao consumidor fiscalizar o que faz a concessionária: a fábrica é juridicamente responsável pelos serviços prestados em sua rede.

3 – Consórcio volta a ganhar adeptos pela dificuldade de crédito e juros elevados. Mas alguns vendedores desonestos atraem clientes garantindo contemplação em três ou cinco meses. NADA DISSO! Sem um lance vencedor ou muita sorte para sair sua bolinha da gaiola, ninguém leva carro nenhum.

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4 – Usado é anunciado pela loja com três meses de garantia de “Caixa e Motor”. NADA DISSO! O código é claro e exige do vendedor (pessoa jurídica) garantia integral do carro (novo ou usado) de três meses.

5 – Internet alerta motorista: 30 dias depois de vencida a CNH, ele perde o histórico e deve se submeter a todo o roteiro para obter uma nova, cursando auto-escola, fazendo exames teóricos e práticos, etc. NADA DISSO! Ao contrário, o código até dá uma “colher de chá” ao permitir que ele ainda dirija durante 30 dias mesmo vencida. Depois, é só renová-la.

6 – O vendedor do carro usado que deixou de ser fabricado (ou importado) convence o freguês de não haver dificuldade de manutenção graças à lei que exige disponibilidade de peças de reposição durante pelo menos oito anos. NADA DISSO! Esta lei não existe….

7 – Usar o combustível até o finalzinho do tanque pode queimar a bomba elétrica pois ela deixa de ser refrigerada. NADA DISSO! Chegar até as ultimas gotas não é recomendável pois ela pode aspirar aquela sujeirinha que fica no fundo do tanque e entupir o sistema. Na verdade, a bomba não é refrigerada externamente pelo combustível, mas ao passar dentro dela.

8 – Se o dono do carro flex que sempre usou etanol decidir mudar para gasolina (ou vice-versa), deve esperar o tanque chegar ao final antes de mudar de combustível. NADA DISSO! O motor flex queima só gasolina, só etanol ou um mistura de ambos em qualquer proporção.

9 – Algumas oficinas (autorizadas ou não) adoram oferecer serviços desnecessários no momento da revisão: limpeza de bicos, do TBI (corpo da borboleta), troca do rolamento da correia dentada, lubrificação da maçaneta (rs rs rs), limpeza da sonda lambda (impossível de ser realizada), etc. NADA DISSO! Reparar o que não está previsto pela fábrica, só no caso de um comprovado problema de funcionamento.

10 – Quando a batida frontal é inevitável, muito motorista estica os dois braços e segura com firmeza o volante. NADA DISSO! O correto é cruzar as duas mãos sobre o peito, para reduzir o risco de fraturas.

11- Na hora de buscar o carro zero na concessionária, o dono percebe um risco profundo ou um amassado na carroceria. O vendedor pede desculpas, diz que o problema será resolvido rapidamente e promete o carro para o dia seguinte. NADA DISSO! Recuse o carro pois nem a melhor oficina do mundo é capaz de pintar um carro com a mesma qualidade que a fábrica.

12 – Amortecedor se troca aos 30 mil ou 40 mil km? NADA DISSO! As fábricas insinuam esta troca mas amortecedor não tem prazo de validade. Pode se estrebuchar aos 10 mil km (numa cratera asfáltica, por exemplo) ou durar mais de 100 mil km, com um motorista cuidadoso e rodando num bom asfalto.

Boris Feldman

Jornalista e engenheiro com 50 anos de rodagem na imprensa automotiva. Comandou equipes de jornais, televisão e apresenta o programa AutoPapo em emissoras de rádio em todo o país.

Boris Feldman

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