Cuidados com o óleo em carros mais velhos

Os carros com a quilometragem mais alta podem exigir cuidados específicos na hora da troca e escolha do óleo lubrificante

Por BORIS FELDMAN27/06/18 às 12h29

Alguns indicam dicas especiais para o óleo em carros mais velhos. Um leitor da coluna tem um Fiat Uno que já rodou cerca de 80 mil quilômetros. Ele se diz muito cuidadoso com o carro e troca o óleo do motor com frequência até maior que a recomendada pelo fabricante: a cada 5 mil quilômetros ele substitui o óleo e o filtro.

Sua dúvida: como o carro já chegou a 80 mil quilômetros, ouviu de um amigo e confirmou com um mecânico a sugestão para usar um óleo de maior viscosidade, que se chama popularmente “óleo mais grosso”. Como ele sempre usou o óleo 5W30, a sugestão é que ele passe para o 15W40. Vale a pena?

oleo troca vareta motor óleo em carros mais velhos

Depende: se, mesmo tento atingido essa elevada quilometragem, o motor estiver funcionado normalmente, sem nenhuma anormalidade e excesso de consumo do óleo do motor, não há necessidade de aumentar a viscosidade. Entretanto, esta recomendação vale para motores que já estão nitidamente cansados e já dando para perceber uma fumacinha extra saindo pelo escapamento. E pela vareta: caso o consumo de óleo, de um litro a cada 5 mil quilômetros, já tenha aumentado para cerca de um litro a cada mil quilômetros. Neste caso vale a pena usar um óleo mais viscoso.

Outro problema com o óleo em carros mais velhos e/ou com a quilometragem mais alta é que, ao se puxar a vareta para se conferir o nível no cárter, pode-se perceber o óleo ligeiramente esbranquiçado e com pequenas bolhas. Que pode ser um péssimo sinal, pois este esbranquiçado e as bolhas sinalizam a presença de água junto ao óleo. Essa água vem de onde? Do sistema de refrigeração (radiador). E como chega ao cárter? Por um problema na junta do cabeçote ou alguma trinca no motor. Porém, se o carro é flex e sempre abastecido com etanol, em algumas situações o óleo pode aparecer ligeiramente esbranquiçado na vareta. Seja lá como for, diante desse sintoma é sempre importante levar o automóvel na concessionária ou oficina de confiança para verificar a existência ou não de um problema grave. Desnecessário lembrar que o óleo contaminado com água perde suas funções de lubrificação.

Boris Feldman

Jornalista e engenheiro com 50 anos de rodagem na imprensa automotiva. Comandou equipes de jornais, televisão e apresenta o programa AutoPapo em emissoras de rádio em todo o país.

Boris Feldman

1 Comentário

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se identificar algo que viole os termos de uso, denuncie.
  • Celio* 27 de junho de 2018

    Meu Palio Essence está perto dos 100.000 km e sempre usei óleo recomendado pela fábrica e efetuo a troca a cada 10.000 km.
    Meu carro anterior era um Astra 2006 que rodei até os 140.000 antes de vendê-lo e que não tinha nenhuma redução de óleo.
    Tudo é uma questão de saber usar o pé, haha…

Deixe um comentário