“Desmontadora”: uma categoria para melhorar o mercado de peças usadas

Iniciativa visa impedir o reaproveitamento de peças que envolvam a segurança veicular e evitar a comercialização de componentes de carros roubados

Por Boris Feldman29/05/18 às 16h10

Você já ouviu falar em montadora. É como se chama – meio que impropriamente – a fábrica de automóveis, que produz algumas centenas de componentes, mas encomenda de fornecedores terceirizados outro tanto para montar seus modelos. Daí o nome “montadora”. Só que agora foi criada também a “desmontadora”. É o antigo ferro-velho, agora regulamentado com legislação federal e também algumas estaduais, de modo a se colocar uma certa ordem no setor que, por enquanto, operava sem nenhum padrão de comportamento técnico nem ético.

A primeira ideia seria evitar a comercialização de peças de carros roubados, o que estimula o crime. É possível, com novas técnicas eletrônicas, rastrear a origem dos componentes de um automóvel. E ter certeza de que não tiveram origem no crime organizado.

A segunda ideia é impedir o reaproveitamento de peças envolvidas com a segurança veicular. É proibido utilizar, ao reparar um carro acidentado, componentes da suspensão, direção ou freios. Mas, nada impede que se volte a utilizar, comprado da desmontadora, painel de instrumentos, porta-malas, para-lamas, capô ou até um motor completo, nenhum deles comprometido com a segurança do automóvel.

Iniciativa do governo para impedir o reaproveitamento de peças que envolvam a segurança veicular e evitar a comercialização de componentes de carros roubado já está no mercado. Você já ouviu falar em desmontadora?

Essa nova regulamentação trouxe outra vantagem em sua esteira: tornou viável o seguro “popular”, criado recentemente para dar cobertura a modelos mais “velhinhos”, com mais de dez anos de fabricação. Para baratear o seguro do carro, é importante a redução do custo do reparo, possível agora com a permissão de se usar peças das “desmontadoras”, o que não era permitido no reparo do veículo coberto por uma apólice de um seguro tradicional. Neste, só se podiam utilizar peças originais adquiridas na concessionária.

Existem setores favoráveis e outros contrários ao seguro popular. De acordo com a Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), o novo modelo é 30%  mais barato do que a apólice tradicional.

Boris Feldman

Jornalista e engenheiro com 50 anos de rodagem na imprensa automotiva. Comandou equipes de jornais, televisão e apresenta o programa AutoPapo em emissoras de rádio em todo o país.

Boris Feldman
1 Comentário
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  • Hugo Almeida 28 de novembro de 2018

    Oi me enteressei pelo negócio mas estou com dificuldade de encontrar um fornecedor legalizado para comprar as peças usadas para vender em minha cidade será q vc pode m ajudar obrigado

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