Powershift: agora, o problema é no comando

Por BORIS FELDMAN11/12/16 às 17h01

Tantos foram os problemas com o câmbio automatizado de dupla embreagem (Powershift) da Ford, que ela desistiu de produzi-lo e voltou ao câmbio automático convencional. Mas, e os milhares e milhares de automóveis Ford rodando com o Powershift pelo mundo inteiro? Seus proprietários foram duas vezes convocados para levar o carro à concessionária. Na primeira, os engenheiros da fábrica descobriram que o problema estava num vazamento de óleo que provocava trepidação ao arrancar, patinar a embreagem, e às vezes, nem trocava a marcha.

Além do reparo, a Ford concedeu mais três anos de garantia para estes automóveis. No Brasil o Powershift equipa o Fiesta, Ecosport e Focus. Agora, surgiu outro problema com este câmbio: desta vez, em seu comando eletrônico. Quando o carro é levado para a oficina da concessionária com reclamação de mau funcionamento da caixa, verifica-se inicialmente se não é o vazamento de óleo. Testa-se então o chamado TCM (controle eletrônico de comando) que é substituído pois também ele costuma “derrapar”. E a Ford estende a garantia específica deste componente por mais dez anos ou duzentos e quarenta mil quilômetros. Não é a toa que o Powershift já virou “powershit”.

Este câmbio problemático levou muitos usuários a perguntarem porquê a Ford não fez um “recall”, chamando oficialmente os donos dos carros às concessionárias.

Na verdade, o recall só é obrigatório quando se trata de um item de segurança. No caso do TCM, por exemplo, a operação do carro fica irregular, mas ele não para na rua. É o que se chama de “recall branco”, ou campanha de serviço. A fábrica reconhece um problema no automóvel que não implica em segurança nem que possa colocar em risco a vida do motorista e passageiros. Neste caso, ela não publica um aviso na imprensa convocando os carros, como num recall, mas aguarda o dono levá-lo à concessionária para uma revisão, aproveita e testa o componente que pode eventualmente apresentar o defeito. Além de convocar o dono do carro por telefone, e-mail ou telegrama.


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