Influenciador automotivo foi acusado pela montadora asiática de fabricar informações falsas em vídeos sobre a durabilidade de baterias e motores
A BYD obteve uma vitória judicial que resultou na condenação de um blogueiro automotivo ao pagamento de uma indenização fixada em 2 milhões de yuans (o equivalente a aproximadamente R$ 1,65 milhão na cotação atual). A decisão, proferida por um tribunal na China, acatou a denúncia da montadora de que o criador de conteúdo teria fabricado e disseminado informações falsas em seus vídeos, causando prejuízos diretos à reputação comercial da marca.
Além da pesada sanção financeira, a Justiça determinou que o influenciador publique uma retratação pública em vídeo. Na gravação obrigatória, ele deverá classificar como “inadequadas” e infundadas as críticas severas que teceu anteriormente sobre a durabilidade e a segurança dos motores, baterias e sistemas elétricos que equipam os modelos da empresa.
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O réu, que administra um canal conhecido localmente pelo pseudônimo de “Long Ge Talks EVs”, possui um histórico de embates judiciais com o setor automotivo. Anteriormente, o mesmo produtor de conteúdo já havia sido condenado a desembolsar 160 mil yuans (cerca de R$ 132 mil) em um processo de difamação semelhante, movido conjuntamente pelas marcas asiáticas Seres e Aito.
Apesar da ação incisiva nos tribunais, o gerente geral de relações públicas da BYD, Li Yunfei, pronunciou-se sobre o caso afirmando que a montadora permanece aberta a receber críticas, desde que as análises sejam estritamente objetivas e embasadas em dados técnicos reais.
A retaliação jurídica observada no caso da BYD reflete uma postura cada vez mais belicosa adotada pela indústria automobilística chinesa. Nos últimos anos, tornou-se praxe que as fabricantes processem civilmente qualquer pessoa que publique o que seus departamentos jurídicos classificam como campanhas de desinformação.
No ano passado, a fabricante concorrente Avatr protocolou uma ação exigindo 10 milhões de yuans (R$ 8,2 milhões) de outro blogueiro. O profissional havia contestado os números oficiais de coeficiente de arrasto aerodinâmico divulgados para o modelo elétrico Avatr 12. À época, a montadora justificou a cifra milionária argumentando que o influenciador integraria uma rede contratada de “relações públicas negativas” para favorecer rivais. O ambiente de alta litigiosidade estabelece um cenário de pressão sobre avaliadores independentes, que passam a exigir extremo rigor técnico ao testar veículos no mercado asiático.
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