Capaz de rodar só com etanol, o primeiro flex indiano quer reduzir a dependência de petróleo de um dos maiores importadores do mundo
A Maruti Suzuki lançou o primeiro carro flex fuel da Índia, ampliando a aposta do país em combustíveis renováveis e na redução da dependência de petróleo importado. A tecnologia estreia no Wagon R, modelo que já havia sido pioneiro no uso de GNV e GLP no mercado indiano, e permite abastecer com qualquer mistura de gasolina e etanol entre 20% (E20) a 100% (E100) de álcool.
O lançamento ocorreu em Nova Délhi, na véspera do Dia Mundial do Meio Ambiente, com a presença dos ministros Nitin Gadkari (Transportes Rodoviários e Rodovias) e Hardeep Singh Puri (Petróleo e Gás Natural). Ambos associaram a tecnologia à meta de uma Índia autossuficiente em energia, capaz de reduzir emissões e ampliar a renda dos produtores rurais.
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Os veículos flex fuel podem contribuir para a redução das importações de petróleo e estimular a demanda por etanol produzido localmente. Embora compatível com até E100, o carro foi homologado na Índia para misturas de até E85, conforme a regulamentação local. O governo espera que a expansão do mercado beneficie agricultores, aumente a fatia de renováveis na matriz energética e reduza emissões.

Durante o evento, Gadkari destacou que a Índia ainda depende fortemente da importação de petróleo bruto e classificou o etanol como alternativa estratégica para reduzir essa dependência. Segundo ele, o lançamento pode incentivar outras montadoras a desenvolver modelos semelhantes e acelerar a expansão da infraestrutura de distribuição do biocombustível.
Já o ministro do Petróleo, Hardeep Singh Puri, afirmou que a trajetória do etanol na Índia é irreversível e tem convertido agricultores em fornecedores de energia, reforçando a segurança energética nacional.
O CEO da operação indiana da Maruti Suzuki, Hisashi Takeuchi, afirmou que a empresa pretende oferecer diferentes tecnologias de propulsão, entre elas elétricos, híbridos, movidos a gás natural e flex fuel. Para ele, ainda em estágio inicial no país, o etanol pode reduzir emissões, fortalecer a produção nacional de energia e beneficiar o setor agrícola.
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