Novo Chevrolet Onix Eco só roda com álcool e é o carro automático mais barato do Brasil, por R$ 99.990

Nova configuração abandona a tecnologia flex para aproveitar incentivos fiscais do Programa Carro Sustentável e se tornar o automático mais barato do país

Chevrolet Onix Eco 2027
Chevrolet Onix Eco 2027 chega com motor turbo de 115 cv e preço promocional a partir de R$ 99.990 (Foto: Chevrolet | Divulgação)
Por Júlia Haddad
sob supervisão de Eduardo Passos
Publicado em 08/06/2026 às 14h00

A Chevrolet apresentou a linha Onix 2027 com uma novidade importante: a versão Eco, equipada com motor movido exclusivamente a etanol. A estratégia enquadra o modelo no Programa Carro Sustentável, vinculado ao regime automotivo Mover, e reduz o preço das versões automáticas de entrada.

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Com o benefício repassado integralmente ao consumidor, o Onix Eco passa a ser o automático mais barato à venda no país durante a campanha de lançamento. No hatch, o preço cai de R$ 103.190 para R$ 99.990 promocionais; o sedã Onix Plus Eco recua de R$ 106.990 para R$ 103.990.

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Por que só etanol?

O movimento responde às novas regras de medição de emissões do governo federal, que passaram a considerar todo o ciclo do combustível, do cultivo ao uso no veículo. Como o etanol tem pegada de carbono bem menor que a gasolina, a Chevrolet conseguiu enquadrar pela primeira vez uma versão automática no programa de incentivos; até então, na linha Onix, só os câmbios manuais se beneficiavam.

A nova configuração usa o motor 1.0 turbo de três cilindros com câmbio automático de seis marchas. O hardware é idêntico ao da versão flex; a engenharia se concentrou na recalibração eletrônica para operar só com etanol, mantendo os 115 cv e os 16,8 kgfm de torque.

A calibração dedicada rendeu pequenos ganhos de eficiência. No Onix Plus Eco, o consumo é de 9,1 km/l na cidade e 11,1 km/l na estrada, com o 0 a 100 km/h em 10,5 segundos.

Além de quem já abastece com etanol, a Chevrolet mira empresas e frotistas com metas ESG que querem reduzir emissões sem migrar para os elétricos. Segundo a marca, o Eco corta cerca de 70% das emissões no critério poço à roda e é classificado pelo Inmetro como de emissão zero de CO2 fóssil. Em troca, o motorista abre mão de abastecer com gasolina — um retorno do motor a álcool puro, que respondeu por 95,8% das vendas de carros no país em 1986, antes de o flex dominar o mercado, em 2003.

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6 Comentários
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cleriston 10 de junho de 2026

Tem que ser muito idiota para comprar uma carroça dessa, quero ver precisar e não ter alcool em algum posto no meio de uma viagem que ai rapidinho o dono vai querer voltar para o flex

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Jovi 9 de junho de 2026

A julgar pelos números, apenas tiraram o mapa da gasolina do módulo de injeção e colocaram um adesivo “somente etanol”. Se tivesse mais taxa de compressão, por exemplo, o carro seria mais potente e econômico.

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Maurício Morais Antunes 9 de junho de 2026

Se a mudança é apenas na calibração eletrônica, logo logo será reconfigurado por softwares alternativos ou modchip para rodar com ambos os combustíveis.

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Alexandre 8 de junho de 2026

É o minimo que o Brasil deveria fazer,exigir carros a etanol e biocombustivel ao inves de elétrico.

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Carlos 8 de junho de 2026

Queria saber se é injeção direta de combustível??

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Rodolfo 8 de junho de 2026

Eu era criança no final dos anos 80 e meu pai ficou com uma Caravan a álcool ano 1981 sem álcool a 100 km de casa. Estavamos em Santos-SP e não tinha álcool lá fomos parar em Cubatão-SP, não dava pra respirar lá, e pra piorar não tinha álcool.
Meu pai então mandou encher o tanque com gasolina mesmo. Foi a crise do álcool no final dos anos 80, depois disso ninguém mais quis carro a álcool e a indústria logo depois foi parando de fabricar carro a álcool.
Mas agora inventam esse carro Eco e tal 100% etanol, apreender com os erros do passado é sabedoria. Não faz sentido ter o mesmo risco que no final dos ano 80 quando os usineiros deixaram o povo na mão.