Apuração revela que a Stellantis unificará o uso da caixa automática, com seletor eletrônico, que traz benefícios em relação aos modelos mecânicos
A plataforma CMP do grupo Stellantis carrega, sob suas estruturas, a chegada do novo Fiat Argo ao mercado brasileiro, o carro mais esperado da marca para 2026. Essa base modular já equipa modelos de suas parceiras, como Citroën C3 e Aircross, assim como os Peugeot 208 e 2008, além do Jeep Avenger, que estreia em maio, e futuros projetos já confirmados, como novos Strada e Pulse. Toda essa unificação tem vários objetivos, como simplificação na produção e barateamento nos custos de desenvolvimento. Mas, além da base e dos motores, a Stellantis quer ainda mais sinergia e planeja adotar um novo padrão de cãmbio automático, com menor oferta de caixa manual.
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Fontes do AutoPapo afirmam que o projeto F2U, que corresponde à nova geração do Pulse, não terá mais opção de transmissão manual. O modelo deve chegar na sequência de lançamentos prometidos pela Fiat até o fim da década — este, em 2027. Assim, o SUV compacto terá apenas transmissão automática, que continuará sendo a atual caixa do tipo CVT, com emulação de sete velocidades.
O Fiat Pulse estreou no mercado nacional no segundo semestre de 2021, já com a proposta de ser um dos SUVs mais baratos do Brasil, e, com isso, logicamente a variante manual compunha o line-up do modelo.
Em 2025, essa variante mais simples até chegou a “sair de linha”, mesmo que não oficialmente, e o mercado acreditou que o SUV iria se elitizar. Porém, a fabricante voltou com a variante MT, com a estratégia de posicionar o carro como o SUV mais barato do Brasil, o que deu certo na época.

Enquanto a variante 2027 não chega, a Fiat lançou o Pulse Abarth Stranger Thing, durante o Salão de SP 2025 (Foto: Fiat | Divulgação)
O ponto é que a nova estratégia da Stellantis faz surgir a necessidade de “elevar o patamar” do Fiat Pulse. O já confirmado novo Argo reformula a ideia de carros da italiana no país e dita tendências para todos os novos modelos. Com isso, o fim do câmbio manual no modelo e a chegada do acionamento giratório realmente se tornam viáveis.

O câmbio do Citroën C3 YOU, versão automática, é o mesmo do flagra divulgado pelo portal Autos Segredos (Foto: Citroën | Divulgação)
A Stellantis tem substituído o acionamento mecânico pelo câmbio automático giratório gradativamente. Ele chegou aqui nas grandes picapes Ram 1500, 2500 e 3500. A Rampage já chegou com esse tipo de seletor, que também passou a equipar Compass e Commander.
A novidade caracteriza um novo aspecto de sofisticação e de luxo que esse tipo de seletor de velocidades causa, o que viabiliza essa vontade do grupo em melhorar os modelos posicionados acima do novo Argo.
Outra motivação, e ainda mais lógica, é o aumento da demanda pelo uso de transmissão automática e a maior economia de escala com o ganho de volume de produção.
Após o Fiat Pulse, é provável que Fastback e Strada também se submetam à tecnologia. É lógico, ainda, que uma próxima geração da Fiat Toro chegue com a tecnologia; afinal, o modelo é construído em Goiana (PE) e sob a mesma plataforma dos Jeep que acabaram de receber o seletor de velocidades (Jeep Compass e Commander).
Nenhuma informação oficial foi confirmada pelo grupo Stellantis ou pela italiana Fiat. Certamente, essas configurações serão cravadas apenas no lançamento do novo Pulse. Na ocasião, talvez seja revelado o tipo de seletor e câmbio utilizado nos demais Fastback e Strada.
O seletor de marchas do tipo rotativo já é utilizado nos maiores e mais sofisticados automóveis do grupo Stellantis. A Ram traz a tecnologia em todos os seus modelos modernos, e a Jeep já passa a apresentar o mesmo em seus modelos.

Em seu funcionamento, a tecnologia age de forma direta e física, apesar de ser eletrônica por trás. Trata-se de um botão giratório com posições bem definidas (P, R, N e D), que podem ser selecionadas ao girar para a esquerda ou direita. Cada mudança tem “cliques”, ou seja, pequenos encaixes que dão retorno tátil ao motorista e evitam seleções acidentais.
O comando é como o de outros câmbios CVT de alavanca e, geralmente, exige ações simples de segurança, como manter o pé no freio para sair do “P” ou engatar marcha, algo semelhante ao câmbio automático tradicional.
Ainda segundo nossa fonte, o seletor rotativo é uma tendência europeia, uma vez que, por lá (seja a Stellantis ou a população), gostam bastante do tipo.
Mesmo que sob muitos segredos, o novo Fiat Pulse já teve alguns detalhes revelados. O F2U será construído sobre a plataforma STLA Smart Car, uma evolução da atual base CMP, já utilizada por modelos como Citroën C3 e C3 Aircross no Brasil.
Visualmente, o modelo deve se aproximar do conceito de SUV apresentado pela Fiat recentemente, com linhas mais retas e porte ampliado. A estratégia global da marca também indica que o carro terá variações conforme o mercado, apesar de manter uma base comum com modelos vendidos na Europa.
Na parte mecânica, o novo Pulse deverá manter o conjunto já conhecido no Brasil, com o motor 1.0 Turbo Flex aliado ao sistema híbrido leve (MHEV) de 12V e câmbio automático do tipo CVT, como abordado no texto.
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