Carlos Ghosn foi acusado de quebra de confiança e continua detido

Ex-presidente da Nissan e Mitsubishi sairia da detenção no Japão ontem, mas promotores apresentaram novas acusações

Por AutoPapo21/12/18 às 16h13

Ex-presidente da Nissan e da Mitsubishi, Carlos Ghosn foi acusado pelo crime de quebra de confiança, no Japão, hoje (21). O empresário brasileiro poderia ter sido liberado da detenção ontem, quando a corte rejeitou o pedido de procuradores para estender sua custódia. Contudo, segundo reportou a NHK, mídia local, ele foi acusado de novos crimes.

Ex-presidente da Nissan e Mitsubishi sairia da detenção no Japão ontem, mas promotores apresentaram novas informações e Ghosn foi acusado de novos crmes.

O executivo foi detido no dia 19 de novembro, suspeito de fraude fiscal enquanto estava na presidência da Nissan. De acordo com os promotores, Ghosn estava declarando apenas metade do salário que recebia da fabricante, desde 2010.

A acusação também acredita que o ex-diretor executivo da marca, Greg Kelly, estava envolvido, assim como a empresa. Dessa forma, tanto a Nissan quanto Kelly foram formalmente acusados pela fraude, juntamente com Ghosn, no dia 10 de dezembro.

Depois que Ghosn foi acusado formalmente, esperava-se que o empresário permaneceria detido no Japão até o julgamento. Contudo, uma corte do país rejeitou o pedido da promotoria por mantê-lo em custódia, e ele responderia ao processo em liberdade.

Ao contrário disso, contudo, Carlos Ghosn foi acusado de novos crimes. Agora, pensa-se que o executivo cometeu quebra de confiança. As suspeitas são de que ele repassou os prejuízos de um grande investimento privado para a Nissan, depois da crise financeira de 2008.

Segundo reportou o site inglês Autocar, o executivo negou as acusações através de seu advogado. “As coisas, do jeito que estão, são absolutamente inaceitáveis. Eu quero que o meu posicionamento seja ouvido e restaurar minha honra na corte”, declarou ele.

Carlos Ghosn é considerado o responsável pela criação da aliança Renault-Nissan-Mitsubishi. Ele foi demitido do cargo de presidente da Nissan e Mitsubishi após o escândalo, mas continua na Renault.

Especialistas apontam, inclusive, que as acusações contra o executivo podem ser uma conspiração para transferir poder para a Nissan que o empresário mantinha na Renault, apesar de a primeira ser uma marca mais lucrativa.

Se os crimes de que Ghosn foi acusado forem comprovados em julgamento, o empresário pode ser sentenciado a até 10 anos de prisão e a pagar uma multa de 10 milhões de ienes (R$ 350 mil) em multas.

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