Jeep Avenger: no que ele é igual aos outros modelos Stellantis?
Jeep Avenger estreia como modelo de acesso da marca, mas ele tem muito de Fiat, Citroën e Peugeot sob a lataria
Publicado em 15/08/2026 às 15h00
O Jeep Avenger acaba de ser lançado no Brasil, com preços que partem de R$ 115 mil (para as mil primeiras unidades) e o colocam na base da gama. O modelo concorre diretamente com SUVs derivados de hatches, como Volkswagen Tera, Renault Kardian e os primos Citroën Basalt e Fiat Pulse.
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E por falar em primos, o Avenger tem cara de Jeep, porte de Jeep, mas uma alma miscigenada, com soluções desenvolvidas pelos braços italianos e franceses do grupo. E isso indica que muito do comportamento e até o pós-venda do novo modelo das sete fendas é bastante previsível.
Plataforma CMP do Avenger
O Avenger é montado sobre a plataforma modular CMP. Essa base se tornou padrão nos modelos compactos da Stellantis. Ela estreou no mercado latino em 2020, com o Peugeot 208.

Hoje ela está presente também no SUV 2008, nos Citroën C3, Aircross e Basalt, assim como no Fiat Argo X, que chega ainda este ano. Na Europa, a plataforma também é aplicada em modelos como nos alemães Opel Mokka e Corsa, assim como nos italianos Alfa Romeo Junior e Lancia Ypsilon.
Essa plataforma tem como principal atributo a possibilidade de ajustes de medidas como entre-eixos e os balanços de acordo com as necessidades do projeto do automóvel. Além disso, ela também permite a instalação de conjuntos motrizes eletrificados. Ou seja, é possível lançar um carro com opções de motores a combustão, híbrido ou puramente elétrico, já que a base prevê a instalação de baterias demais componentes.
Motor de alma italiana
Muita gente não sabe, mas a Jeep há muito tempo adota motores Fiat em sua gama nacional. O antigo bloco 1.8 do Renegade é conhecido Etorq, que a Fiat aplicou nos anos 2010 em modelos como Bravo, Strada, Palio e demais modelos da gama em linha.
Para o Avenger, foi adotado a unidade T200 1.0 turbo de 116 cv e 20,4 kgfm de torque, com auxílio do módulo híbrido leve 12V. Esse motor estreou em 2024 no Fiat Pulse e no Fastback, Strada, além dos 208 e 2008.

Na prática, podemos esperar um comportamento bem próximo do que temos nos demais modelos que compartilham esse motor e plataforma. A redução de potência, para se adequar ao programa IPI Verde, não deverá comprometer a aceleração, uma vez o torque foi mantido. Claro, que há sutis diferenças de peso, largura de pneus, que podem alterar números de desempenho e consumo. Mas na prática, o comportamento não será muito diferente: Acelerações vigorosas e muito torque em baixa, que são fatores positivos da unidade.
Já a transmissão é a conhecida caixa CVT, com emulação de sete velocidades. Essa caixa equipa grande parte dos modelos montados pela Stellantis no Brasil e Argentina, como Fiat Argo, Cronos, Pulse, Fastback e Strada, assim como Citroën C3, Basalt e Aircross, e os hermanos Peugeot 208 e 2008.
Suspensão e freios do Jeep Avenger

A suspensão também está longe da configuração dos demais modelos Jeep, que utilizam conjunt independente nas quatro rodas. Por ser um carro de proposta urbana, o Avenger utiliza o que já tem na prateleira de Porto Real, como conjunto dianteiro McPherson (independente) e eixo de torção para as rodas traseiras. Por outro lado, o Avenger, ao contrário de praticamente todos seus parentes compactos (com excessão do 2008) adota freios a disco nas quatro rodas. Basalt, Aircross, Pulse e Fastback utilizam tambores no eixo traseiro.

Demais conteúdos de comodidade como direção elétrica, assistentes de condução, multimídia com conexão sem fio, quadro de instrumentos digital, freio de estacionamento eletrônico, serviço de assistência remota, partida sem chave e climatização digital são commodities presentes em praticamente toda a gama. As variações se dão por versão de acabamento.
Para a Stellantis o compartilhamento de componentes se traduz em economia de escala, com maior volume de peças, o que reduz o custo unitário. Além disso, simplifica processos de homologação.
Para o consumidor, significa maior disponibilidade de peças, assim como uma ampla rede de assistência e um número gigantesco de profissionais familiarizados com motores e transmissão. Afinal, tudo é carro e muitas vezes, o que muda é o status que um emblema tem sobre o outro.
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