Leapmotor B10 REEV: 5 motivos para comprar e 5 para evitar
Nova versão com extensor de autonomia do SUV médio tem potencial de ser o maior sucesso da marca, mas também comete falhas
Publicado em 29/09/2026 às 07h00
Atualizado em 29/09/2026 às 08h15
A nova versão REEV do Leapmotor B10 veio para bagunçar o concorrido segmento dos SUVs médios eletrificados no Brasil. O modelo da Stellantis é o único em seu segmento a trazer motorização elétrica com extensor de autonomia, que promete eficiência maior que os híbridos plug-in da concorrência.
O seu preço de lançamento é de R$ 179.990, menor que o dos rivais eletrificados Jaecoo 7, Geely EX5 EM-i, BYD Song Pro e Caoa Changan CS55. Mas um carro não é feito apenas de preço, vamos ver onde o Leapmotor B10 REEV ganha e perde desses rivais.
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Pontos positivos
Como ele chegou depois, a Stellantis conseguiu preparar o Leapmotor B10 REEV para ser competitivo desde o lançamento. Uma prova disso são as diferenças que ele possui em relação a versão 100% elétrica.
1. Preço

Como já falamos, o B10 REEV estreou por R$ 179.990, é R$ 10 mil maias barato que o Geely EX5 EM-i Pro, o Jaecoo 7 Elite e o Caoa Changan CS55. A diferença para o BYD Song Pro GL é maior, fica em R$ 17 mil.
Outra vantagem do SUV médio da Leapmotor é vir em versão única. Esses rivais oferecem duas ou três versões, com esses modelos mais baratos perdendo alguns equipamentos ou até mesmo autonomia.
2. Autonomia em rodovias
Hoje é possível viajar por algumas regiões do Brasil com carros elétricos graças a crescente rede de recarga. Porém o motorista precisa planejar o percurso para garantir que terá onde recarregar e se existe algum plano B.
O sistema REEV da Leapmotor utiliza um motor a combustão apenas para recarregar a bateria de tração. Dessa forma ele trabalha sempre na faixa de maior eficiência, o resultado final são 900 km de autonomia combinada no ciclo europeu WLTP.
3. Desempenho

Alguns rivais híbridos plug-in oferecem mais potência e torque que o Leapmotor B10 REEV. Mas nos números frios a novidade ganha na aceleração de zero a 100 km/h, que é feita em 7,8 segundos.
Um de seus segredos está na tração traseira, que é mais eficiente na hora de despejar a força no asfalto. Além disso o SUV teve a suspensão acertada pela Stellantis no Brasil, com uma dose maior de firmeza que permite uma dirigibilidade mais segura que alguns rivais de suspensão mais macia.
4. Segurança
Essa versão única do Leapmotor B10 REEV já traz um pacote completo de segurança. Os sistemas ADAS são de nível 2, incluindo cruise control adaptativo com stop and go e assistente de permanência em faixa.
Já nos itens de segurança passiva ele possui sete airbags: dois dianteiros, dois laterais dianteiros, dois de cortina e um central entre os bancos frontais.
5. Facilidade para manobrar
O Leapmotor B10 REEV é um SUV com 4,53 m de comprimento, 1,88 m de largura e 2,73 m de entre-eixos, porte maior que o de um Jeep Compass. Mas seu diâmetro de giro é de apenas 10,5 m, menor que o de um Volkswagen Polo.
Isso é fruto da tração traseira, que permite aumentar o ângulo de esterçamento das rodas dianteiras. Isso faz dele um carro fácil de manobrar em locais apertados, algo sempre bem-vindo em modelos desse porte.
Pontos negativos
Mesmo com a boa estratégia de preços e esse powertrain eletrificado eficiente, o Leapmotor B10 REEV ainda possui algumas falhas. Muitas delas são características inerente a sua origem chinesa ou herdada de outros modelos da marca.
1. Tudo ser na central multimídia

Ao entrar no Leapmotor B10 REEV os únicos botões que encontramos são os dos vidros elétricos, os do volante e o pisca-alerta. Precisa regular os retrovisores? É na central multimídia. Quer abrir o teto solar? Também é na tela. Precisa mudar a temperatura do ar-condicionado? Novamente na central.
Esse minimalismo é característica nos carros chineses modernos, mas a Leapmotor exagerou. Até a quantidade de botões no volante é reduzida e alguns podem mudar de função. Esperamos que nas próximas gerações a marca pense mais na ergonomia.
2. Falta uma chave
O proprietário de um Leapmotor B10 poderá acessar seu carro de duas formas: a principal será usando o smartphone como chave. Com o aparelho cadastrado e o Bluetooth ativado ele funciona como uma chave presencial, precisando apenas pisar no pedal do freio e digitar um senha para dar partida.
A outra forma é utilizando um cartão NFC, que abre o carro quando é encostado no retrovisor esquerdo e dá a partida ao ser colocado no console. Não existe uma chave presencial comum. Isso é um inconveniente se o veículo for usado por mais de um motorista, quando for preciso emprestá-lo ou se o smartphone descarregar.
3. Ausência do limpador traseiro
Por razões que só os chineses entendem, os carros compactos vendidos naquele país não costumam ter o limpador no vidro traseiro. O Leapmotor B10 REEV, mesmo sendo um carro médio, compartilha esse problema.
Em carros com traseira truncada, como hatches e SUV, o fluxo de ar cria uma zona de turbulência na traseira que faz acumular sujeira ou água na traseira. Sem um limpador a visibilidade fica prejudicada.
4. Autonomia em modo elétrico

A versão REEV do Leapmotor B10 é mais voltada para quem irá viajar com frequência com o carro. Se o uso for majoritariamente urbano e o foco for no modo elétrico, essa versão pode desapontar.
O motivo está na autonomia elétrica baixa, de apenas 68 km. Ela é menor que a de alguns rivais híbridos plug-in.
5. Desenho sem personalidade
Com tantas marcas chinesas chegando ao Brasil, ter um desenho marcante ajuda na consolidação da empresa. A Leapmotor adotou um visual mais discreto e quase genérico, que repete várias tendências.
Linhas arredondadas, lanterna traseira e DRL dianteira unidos em uma barra horizontal e as rodas de desenho simples fazem ele passar batido nas ruas. Outros modelos da marca também são assim.
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