Leis querem o fim do “completa até a boca”

Regra que proíbe que frentistas encham o tanque até o gargalo já vale para o Estado de São Paulo e tramita em esfera federal

Por AutoPapo03/03/18 às 11h04

Boris já falou, aqui no AutoPapo, sobre os perigos de encher o tanque até o gargalo. Além do risco de manchar a pintura do automóvel, em razão do vazamento de combustível, há um problema ainda mais sério, o do canister – filtro que recebe os gases do tanque para evitar a poluição da atmosfera. Sem falar, ainda, na saúde do frentista, que pode ser afetada pela contínua inalação dos gases dos combustíveis. Foi por duas razões, saúde preservação do meio ambiente, que alguns políticos propuseram uma lei que acaba com o famoso “completa até a boca”.

O hábito de ultrapassar os limites do tanque é comum, tanto para aumentar a autonomia do carro, quanto para arredondar o valor a ser pago pelo abastecimento. Em São Paulo, a prática foi proibida em janeiro deste ano. Mas a regra deve valer, em breve, para todo o território nacional. Isso porque está em avaliação, na Comissão de Seguridade Social e Família, na Câmara do Deputados, um projeto de lei semelhante.

A justificativa dos responsáveis, Marcos Martins (PT/SP) e Giovani Cherini (PDT/RS), é que, durante o abastecimento, são emitidas substâncias químicas cancerígenas, inaladas pelos frentistas que, quando não utilizam o modo automático da bomba, precisam segurar a válvula da mangueira e ficam mais expostos.

Muitos motoristas e frentistas são adeptos do "completa até a boca". A partir de agora, encher o tanque de combustível até o gargalo não será tão simples. Isso porque uma lei, que tramita na Câmara dos Deputados, prevê o fim do comportamento. Em São Paulo, regra já está valendo.

A outra razão é o comprometimento do filtro, que fica encharcado quando o tanque está transbordando e não consegue filtrar os vapores de combustível que passam por ele. Por estar conectado à central eletrônica, o canister molhado pode prejudicar o funcionamento do motor.

Não para por aí… O filtro tem carvão e, se exposto ao comportamento em questão, pode soltar fragmentos dentro do tanque e danificar o motor.

Os motivos e as justificativas foram bem colocados. Mas a pergunta que não foi respondida é: como é que a fiscalização vai acontecer? Quem vai custear profissionais para checar se nos inúmeros postos pelo Brasil o “completa até a boca” não está sendo praticado?

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4 Comentários

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  • Lorenzo Busato 4 de Março de 2018

    Basta completar o tanque com o bico totalmente introduzido no tanque, foi projetado para funcionar assim, inalação de vapores é balela, desde o início do abastecimento saem vapores, completando o tanque ou não, como os vapores são mais pesados que o ar, eles descem.

  • Rogério Rodrigues 4 de Março de 2018

    Esta é mais uma lei que não tem utilidade pública nenhuma e que nunca será cumprida, tanto pela falta de fiscalização quanto pela falta de dinheiro para encher o tanque de combustível.

  • Keile 4 de Março de 2018

    Me diz aí com alto preço da gasolina,qual o brasileiro que consegui encher o tanque meu amigo,o Max que conseguimos é coloque 50 reais,e orar pra que não gaste logo,ainda tem que optar coloco comida na mesa ou abasteco

  • Lauro 3 de Março de 2018

    Então tem que avisar as fabricantes de automóveis mudar o manual, ex : FIAT UNO WAY 2011 diz que na primeira parada da bomba, apertar mais uma vez! Outras tbm recomendam!

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