Carro que roda pouco também precisa de manutenção, veja quais
Usar pouco o veículo não é sinônimo de evitar a oficina, alguns componentes sofrem degradação pelo tempo e merecem atenção
Publicado em 22/10/2026 às 07h00
Atualizado em 22/10/2026 às 09h06
A quilometragem é o fator mais usado na hora de determinar os períodos entre as manutenções do veículo. Como o brasileiro roda, em média, de 12 mil a 15 mil quilômetros, é frequente realizar duas revisões por ano. Mas existem sempre as exceções: os carros que rodam pouco; esses também precisam de cuidados.
O padrão atual é ter revisões a cada 10 mil km ou 1 ano nos carros feitos nos últimos 20 anos. Existem exceções, como alguns modelos da Stellantis com prazo de 12 mil km ou modelos eletrificados que podem estender os serviços para intervalos de 20 mil km.
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Para quem roda menos de 10 mil km anuais, a recomendação básica é seguir o prazo de tempo. Ele costuma ser de 1 ano, mas existem modelos com mais de 20 anos que recomendam intervalos de 6 meses.
O motivo de ser necessário fazer manutenção pelo tempo
O principal motivo para as revisões anuais em carros que rodam pouco está na troca de óleo. O lubrificante perde suas propriedades com o tempo e precisa ser trocado após um ano, independentemente da coloração e da quilometragem.
Outros fluidos também sofrem ação do tempo, mas podem durar mais, como o do freio, o líquido de arrefecimento e o óleo do câmbio. Componentes feitos de borracha também degradam-se.
As peças que mais sofrem desgaste por tempo

Segundo o mecânico Ludovico Ballesteros, proprietário do Pitucha Centro Automotivo, as peças que mais sofrem com a ação do tempo em carros que rodam pouco são: bateria, pneus, mangueiras, correias, retentores, juntas e buchas de suspensão.
A maioria desses componentes é feita de borracha. Com o tempo, o material resseca e perde suas propriedades. No caso das mangueiras, podem ocorrer vazamentos, enquanto as buchas de suspensão e os pneus irão afetar a dirigibilidade.
Rodar pouco por dia pode ser uso severo
Usar o carro com frequência por poucos quilômetros, sempre com motor frio, é uma situação muito danosa. Desligar antes de atingir a temperatura de trabalho significa que os componentes internos não foram lubrificados corretamente e que pode ocorrer contaminação do óleo.
É por isso que os fabricantes determinam esse tipo de uso como severo. Nesses casos, as revisões devem ser feitas pela metade do tempo habitual. Se você for um dos que rodam pouco, pelo menos deixe o motor do carro funcionar até chegar à temperatura de trabalho ou arrume uma desculpa para dar um passeio maior.
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