Nome de duplo sentido: veja 10 casos no mundo dos carros

Apesar de escolherem os nomes de seus produtos a dedo, às vezes os fabricantes não conseguem fazer com que eles soem bem em todos os idiomas

Por AutoPapo09/06/18 às 10h00

A escolha do nome de um carro é tarefa mais difícil do que parece: normalmente, vários critérios têm que ser seguidos. A palavra escolhida, por exemplo, tem que soar bem, ter memorização fácil e ter algum significado interessante. Alguns fabricantes apelam até para softwares antes de batizar suas criações.

Porém, como existem milhares de idiomas no mundo, é impossível fazer com que o nome escolhido agrade em todos eles. Algumas vezes, o efeito pretendido é o contrário: acaba se tornando ridículo ou jocoso em algumas línguas ou culturas. Seguindo essa lógica, o AutoPapo listou 10 carros cujas alcunhas, no Brasil, permitem duplo sentido. Confira:

1. Mazda Laputa

Nome de duplo sentido: Mazda Laputa
Foto Mazda | Divulgação

Esse é ingrato, hein? O microcarro da Mazda com nome, digamos, insinuante, é o que os japoneses chamam de Kei Car: bem pequeno e com motor de baixa cilindrada. Ele não foi muito além do país asiático e passou longe de chegar ao Brasil. Aliás, a própria Mazda não atua no mercado nacional há vários anos.

2. Lancia Marica

Nome de duplo sentido: Lancia Flaminia Marica

Um belo cupê italiano dos anos 60, com projeto assinado por Giorgetto Giugiaro e… batizado de Marica. Na verdade, o veículo não passou da fase de protótipo, construído com componentes estruturais e mecânicos dos modelos Flaminia e Fulvia, do mesmo fabricante. Consta que o projeto chegou a receber sinal verde para ser produzido, mas essa decisão foi revogada após a Fiat assumir o controle da Lancia, em 1969.

3. Ford Pinto

Nome de duplo sentido: Ford Pinto
Foto Ford | Divulgação

Sim, é verdade: a Ford batizou um carro com o nome “Pinto”. Porém, o objetivo não foi fazer piada, e sim homenagear uma raça de cavalos originária dos EUA. Vale lembrar que os equinos serviram de inspiração para nomear outros modelos da marca: Mustang e Corcel estão aí para provar.

4. Nissan Navara

Nome de duplo sentido: Nissan Navara

Você pode até não saber, mas deve conhecer muito bem a Nissan Navara: trata-se exatamente da picape que nós identificamos como Frontier, cuja atual geração foi lançada localmente há pouco mais de um ano. No Brasil e em outros países ocidentais, o fabricante tratou de adotar outro nome, por razões óbvias.

5. Nissan Pao

Nome de duplo sentido: Nissan Pao
Foto Nissan | Divulgação

Outro Nissan com nome inglório, o Pao é um subcompacto com design retrô, desenvolvido de olho no mercado doméstico do Japão e de outros países asiáticos. Acabou sendo produzido por pouco tempo, entre 1989 e 1991. Apesar de breve, conseguiu levantar duas polêmicas: em relação ao estilo da carroceria e também quanto à alcunha.

6. Tata Zika

Nome de duplo sentido: Tata Zika

Se o mosquito Aedes aegypti pudesse comprar um carro, provavelmente optaria por um Tata Zika. Até na Índia, terra natal da Tata, o nome do hatch compacto foi associado ao vírus transmitido pelo mosquito e acabou sendo trocado, pouco antes do lançamento, para Tiago. Seja lá qual for sua identidade, o modelo deve permanecer distante do mercado nacional.

7. Kia Besta

Nome de duplo sentido: Kia Besta
Foto Kia | Divulgação

Quem viveu os anos 90 deve se lembrar do bullying que muitos proprietários da van da Kia sofreram. Chamar o motorista de Besta se houvesse algum desentendimento no trânsito (ou mesmo se não houvesse, só pela gozação mesmo) era comum. Entretanto, o nome jocoso, que vinha do termo em inglês Best A, não impediu que o veículo obtivesse bons números de vendas durante o período de reabertura das importações.

8. Kia Credos

Nome de duplo sentido: Kia Credos

Se com a Besta a Kia manteve um nome polêmico no Brasil, com o Credos a história foi diferente: por aqui, ele foi chamado de Clarus. Verdade seja dita, o sedã de luxo da marca só adotou a insígnia que, em português, remete à rejeição em dois países: Coreia do Sul e Austrália.

9. Chana

Nome de duplo sentido: Chana
Foto Chana Motors | Divulgação

Quem aí já viu um Chana? Nesse caso, o nome não diz respeito a um carro em especial, e sim a uma marca. Pertencente ao grupo industrial Changan Automobile, a Chana Motors foi uma das primeiras fabricantes chinesas a desembarcar no Brasil, em 2006, com uma linha de pequenos veículos utilitários. Não conseguiu, porém, conquistar espaço no mercado.

10. Foday

Nome de duplo sentido: Foday

Eis uma empresa que “se acha”: a Foday é uma fabricante chinesa com sede em Guangdong, que fabrica picapes e SUVs. Ela ainda é pouco conhecida no ocidente, mas, em alguns outros países onde atua, apresenta-se como… Fudi! Se um dia vier para o Brasil, convém à marca pensar em uma terceira opção de nome.

12 Comentários

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  • Andréa Perruci 10 de junho de 2018

    Faltou o Pajero

  • Alcides Pereira 10 de junho de 2018

    Prezados, um carro que também foi objeto de gozação por causa do nome foi o bom Citroen Xsara Picasso: Você ja entrou num Picasso?

  • Marcio 10 de junho de 2018

    Esqueceram do Picasso 😁

  • Marcio 10 de junho de 2018

    esqueceram do Picasso

  • Maurício 10 de junho de 2018

    O Pajero também teve seu nome trocado em países latinos de idioma espanhol

  • ADRIAN 10 de junho de 2018

    Na Alemanha a Rolls Royce teve problemas com o modelo Silver Mist, que traduzido para o português, significa Névoa Prateada, mas em alemão “Mist” significa merda.

  • Rogerio 10 de junho de 2018

    Faltou o Mitsubishi Pajero, que em espanhol significa “punheteiro”. Obviamente não tem esse nome nos países vizinhos.

  • Georges 10 de junho de 2018

    Não podemos esquecer do Picanto e do iX35. ( Esse último quando o carro capota lemos SEX!)

  • Gnoatto 10 de junho de 2018

    Faltou a Mistsubishi Pajero, que nos países de língua espanhola leva outro nome!!!

  • GERONCIO SOARES DO NASCIMENTO JUNIOR 10 de junho de 2018

    Faltou o Kia AMANTIS. E o primeiro ASTRA que teve no Brasil se chamou Kadett porque ASTRA era sinônimo de assento sanitário

  • Celio* 10 de junho de 2018

    Que tal o Buick (bumbum) Lacrosse?

  • Claude Fondeville 9 de junho de 2018

    Boris, isso me faz lembrar uma passagem quando eu trabalhava em uma fábrica de pneus multinacional. A empresa estava para lançar um novo pneu e preocupada em não haver um nome de dupla interpretação e que seja bem adequado a ele, reuniu um representante de cada continente (eu do caso AdS) . Forneceu a cada um a lista dos nomes que ela pretendia batizar o novo produto e pediu que eliminássemos os que não poderiam ser usados na sua área geográfica. De posse dos resultados o Dep. de Marketing, de´pois de reanalisar bem, escolheu um nome daqueles que haviam sobrado para nomear o novo pneu. A estratégia deu certo e o pneu hoje em dia é conhecido mundialmente sem nenhum problema com seu nome de batismo.

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