Nomes de duplo sentido: veja 10 casos no mundo dos carros
Apesar de escolherem os nomes de seus produtos a dedo, às vezes os fabricantes não conseguem fazer com que eles soem bem em todos os idiomas
Publicado em 09/06/2018 às 10h00
Atualizado em 11/08/2022 às 16h29
Escolher nomes de carros é uma tarefa mais difícil do que parece: normalmente, vários critérios têm que ser seguidos. A palavra selecionada, por exemplo, tem que soar bem, ter memorização fácil e ter algum significado interessante. Alguns fabricantes apelam até para softwares antes de batizar suas criações.
Porém, como existem milhares de idiomas no mundo, é impossível fazer com que a palavra escolhida agrade em todos eles. Algumas vezes, o efeito pretendido é o contrário: acaba se tornando ridículo ou jocoso em algumas línguas ou culturas. Seguindo essa lógica, o AutoPapo listou 10 carros cujos nomes, no Brasil, permitem duplo sentido. Confira:
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Nomes de carros de duplo sentido:
1. Mazda Laputa

Esse é ingrato, hein? O microcarro da Mazda com nome, digamos, insinuante, é o que os japoneses chamam de Kei Car: bem pequeno e com motor de baixa cilindrada. Ele não foi muito além do país asiático e passou longe de chegar ao Brasil. Aliás, a própria Mazda não atua no mercado nacional há vários anos.
2. Lancia Marica

Um belo cupê italiano dos anos 60, com projeto assinado por Giorgetto Giugiaro e… batizado de Marica. Na verdade, o veículo não passou da fase de protótipo, construído com componentes estruturais e mecânicos dos modelos Flaminia e Fulvia, do mesmo fabricante. Consta que o projeto chegou a receber sinal verde para ser produzido, mas essa decisão foi revogada após a Fiat assumir o controle da Lancia em 1969.
3. Ford Pinto

Sim, é verdade: a Ford batizou um automóvel com o nome “Pinto”. Porém, o objetivo não foi fazer piada, e sim homenagear uma raça de cavalos originária dos EUA. Vale lembrar que os equinos serviram de inspiração para dar nomes a outros carros da marca: Mustang e Corcel estão aí para provar.
4. Nissan Navara

Você pode até não saber, mas deve conhecer muito bem a Navara: trata-se exatamente da picape que nós identificamos como Frontier, cuja atual geração foi lançada localmente há pouco mais de um ano. No Brasil e em outros países ocidentais, a Nissan tratou de adotar outro nome, por razões óbvias.
5. Nissan Pao

Outro dos carros da Nissan com nomes inglórios, o Pao é um subcompacto com design retrô, desenvolvido de olho no mercado doméstico do Japão e de outros países asiáticos. Acabou sendo produzido por pouco tempo, entre 1989 e 1991. Apesar de breve, conseguiu levantar duas polêmicas: em relação ao estilo da carroceria e também quanto à alcunha.
6. Tata Zica

Se o mosquito Aedes aegypti pudesse comprar um carro, provavelmente optaria por um Tata Zica. Até na Índia, terra natal da Tata, o nome do hatch compacto foi associado ao vírus transmitido pelo mosquito e acabou sendo trocado, pouco antes do lançamento, para Tiago. Seja lá qual for sua identidade, o modelo deve permanecer distante do mercado nacional.
7. Kia Besta

Quem viveu os anos 90 deve se lembrar do bullying que muitos proprietários da van da Kia sofreram. Chamar o motorista de Besta se houvesse algum desentendimento no trânsito (ou mesmo se não houvesse, só pela gozação mesmo) era comum. Entretanto, o nome jocoso, que vinha do termo em inglês Best A, não impediu que o veículo obtivesse bons números de vendas durante o período de reabertura das importações.
8. Kia Credos

Se com a Besta a Kia manteve um nome polêmico no Brasil, com o Credos a história foi diferente: por aqui, ele foi chamado de Clarus. Verdade seja dita, o sedã de luxo da marca só adotou a insígnia que, em português, remete à rejeição em dois países: Coreia do Sul e Austrália.
9. Chana

Quem aí já viu um Chana? Nesse caso, o nome não diz respeito a um carro em especial, e sim a uma marca. Pertencente ao grupo industrial Changan Automobile, a Chana Motors foi uma das primeiras fabricantes chinesas a desembarcar no Brasil, em 2006, com uma linha de pequenos veículos utilitários. Não conseguiu, porém, conquistar espaço no mercado.
10. Foday

Eis uma empresa que “se acha”: a Foday é uma fabricante chinesa com sede em Guangdong, que fabrica picapes e SUVs. Ela ainda é pouco conhecida no ocidente, mas, em alguns outros países onde atua, apresenta-se como… Fudi! Se um dia vier para o Brasil, convém à marca pensar em uma terceira opção de nome.
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Se o nome FODAY é inadequado e FUDI também minha sugestão é FODA-SE!
A Citroen e a Peugeot não passam por esse problema. Citroen C3, C4. Peugeot 208,308.
vocês já esqueceram do picasso?
“quem gosta de citroën,entra num picasso”!
A Mitsubishi Pajero é Montero nos países de língua espanhola.
Faltou o Pajero
Prezados, um carro que também foi objeto de gozação por causa do nome foi o bom Citroen Xsara Picasso: Você ja entrou num Picasso?
Esqueceram do Picasso ?
Fico só imaginando uma colisão frontal entre um Picasso e a Chana. Que estrago deve dar na Chana
esqueceram do Picasso
O Pajero também teve seu nome trocado em países latinos de idioma espanhol
Na Alemanha a Rolls Royce teve problemas com o modelo Silver Mist, que traduzido para o português, significa Névoa Prateada, mas em alemão “Mist” significa merda.
Faltou o Mitsubishi Pajero, que em espanhol significa “punheteiro”. Obviamente não tem esse nome nos países vizinhos.
Não podemos esquecer do Picanto e do iX35. ( Esse último quando o carro capota lemos SEX!)
Faltou a Mistsubishi Pajero, que nos países de língua espanhola leva outro nome!!!
Faltou o Kia AMANTIS. E o primeiro ASTRA que teve no Brasil se chamou Kadett porque ASTRA era sinônimo de assento sanitário
Que tal o Buick (bumbum) Lacrosse?
Boris, isso me faz lembrar uma passagem quando eu trabalhava em uma fábrica de pneus multinacional. A empresa estava para lançar um novo pneu e preocupada em não haver um nome de dupla interpretação e que seja bem adequado a ele, reuniu um representante de cada continente (eu do caso AdS) . Forneceu a cada um a lista dos nomes que ela pretendia batizar o novo produto e pediu que eliminássemos os que não poderiam ser usados na sua área geográfica. De posse dos resultados o Dep. de Marketing, de´pois de reanalisar bem, escolheu um nome daqueles que haviam sobrado para nomear o novo pneu. A estratégia deu certo e o pneu hoje em dia é conhecido mundialmente sem nenhum problema com seu nome de batismo.
