Maior por dentro e por fora, novo Tiguan chega ao Brasil

Agora com o sobrenome AllSpace, SUV da Volkswagen está disponível em três versões de acabamento, para cinco ou sete ocupantes, e em duas de motorização

Por Alexandre Carneiro10/04/18 às 15h52

A própria Volkswagen admite ter pouquíssima participação no segmento de SUVs no Brasil. E isso é um grande problema, uma vez que esses veículos são, cada vez mais, os queridinhos do consumidor: a marca alemã prevê que eles tenham um crescimento de 70% até 2022, passando dos atuais 22% de participação no mercado para 30%. A estratégia para tentar virar o jogo, porém, já foi traçada. O fabricante vai lançar cinco novos utilitários no país nos próximos dois anos. O primeiro deles já chegou: é a nova geração do Tiguan, que recebeu o sobrenome AllSpace.

nova geração do Tiguan chega ao Brasil

Objetivos publicitários à parte, o nome composto, que remete a espaço, é coerente com o modelo. Isso porque a nova geração passou a utilizar a plataforma MQB, uma espécie de coringa estrutural do Grupo Volkswagen, e, graças a ela, cresceu bastante. A distância entre-eixos aumentou 18,5 cm, chegando a 2,79 m, e o comprimento teve um incremento de nada menos que 27,7 cm, atingindo 4,7 m. Isso permitiu que, pela primeira vez, o Tiguan seja capaz de acomodar sete ocupantes, devido à instalação de uma terceira fileira retrátil de bancos, que equipa duas das três versões da gama.

A configuração para cinco ocupantes, que não dispõe dos assentos extras, é justamente a de entrada. É dela o maior porta-malas, da gama, cujo volume é de 710 litros. Quando há a terceira fileira de bancos, são 686 litros quando eles estão rebatidos ou 216 litros quando ambos estão em posição normal. O tamanho do bagageiro é outro reflexo do crescimento generalizado ao qual a nova geração do Tiguan foi submetida.

O Tiguan AllSpace de entrada custa R$ 124.990 e vem, de série, com ar-condicionado digital com três zonas de temperatura, rodas de liga leve de 17 polegadas, sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, sistema multimídia com tela de oito polegadas, conectividade para celulares e navegador GPS, retrovisor interno eletrocrômico, freio de mão eletrônico, assistente de partida em rampa, volante multifuncional com paddle-shifts, sistema de monitoramento da pressão dos pneus, sensores de chuva e de fadiga e seis airbags (frontais, laterais e do tipo cortina).

A versão intermediária, batizada de Comfortline (R$ 149.990), acrescenta, além dos dois assentos extras, rodas de liga leve de 18 polegadas, bancos revestidos em couro com ajustes elétricos para os ocupantes da frente, faróis e lanternas de LED e câmera de ré.

O top de linha é o Tiguan AllSpace R-Line, tabelada em R$ 179.990. Em relação à opção anterior, essa configuração adiciona painel de instrumentos digital e personalizável com tela de 12,3 polegadas, sistema de detecção de pedestres, controlador adaptativo da velocidade de cruzeiro, assistente de descida, assistente de estacionamento capaz de atuar tanto em vagas paralelas quanto em perpendiculares, porta-malas com abertura e fechamento automáticos, seletor com quatro modos de condução e rodas de 19 polegadas. O teto solar panorâmico é um opcional livre, disponível para toda a gama.

Motores diferentes

Além dos equipamentos e do número de assentos, as três versões se diferenciam pela motorização. As duas primeiras vêm com o conhecido 1.4 turboflex da Volkswagen: trata-se, basicamente, da mesma unidade que equipava a geração anterior, com alguns aprimoramentos. O torque subiu para 25,5 kgfm tanto com gasolina quanto com etanol, o que motivou o fabricante a rebatizá-lo de TSI 250, valor da força máxima em Newton-Metro (NM). A potência é de 150 cv, também com os dois combustíveis. O câmbio é automatizado com duas embreagens, banhadas a óleo, e seis marchas.

A R-Line é a única movimentada por um 2.0 turbo a gasolina, que também chegou a equipar a antiga geração e foi atualizado. Advinhe qual é o nome desse motor agora? Sim, 350 TSI, em referência aos 350 NM de torque, que correspondem a 35,7 kgfm. A potência é de 220 cv. O câmbio é automatizado de dupla embreagem, também com banho de óleo, mas de sete marchas. Essa versão é a única equipada com tração integral do tipo permanente; nas demais, as rodas motrizes são as dianteiras.

Na parte técnica, o SUV da Volkswagen traz ainda, em toda a linha, suspensão independente das quatro rodas (do tipo McPherson na dianteira e four-link na traseira. A direção, seguindo as atuais tendências da indústria, tem assistência elétrica.

A nova geração do Tiguan é importada do México. A Volkswagen espera que ela permita um crescimento de nada menos que 10 vezes nas vendas do modelo, o que resultaria em 14 mil unidades vendidas em um ano. A meta é ambiciosa; resta esperar para ver se ela será cumprida.

Fotos Volkswagen | Divulgação

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