Reestilizações: veja 5 carros que ficaram mais feios após retoques

Esses veículos mostram que um simples retoque de estilo pode surtir efeito contrário ao esperado pelo fabricante e mudar o design para pior

Por Alexandre Carneiro 14/07/18 às 09h30

No último sábado, enumeramos cinco carros que melhoraram bastante após passarem por reestilizações. Agora, é hora de ver o outro lado da moeda: listamos cinco exemplos de atualizações de estilo que surtiram efeito contrário ao esperado e mudaram o visual dos veículos para pior. Afinal, um retoque pode até não ser suficiente para causar modificações profundas no projeto, mas é capaz de proporcionar mudanças significativas no design, tanto para bem quanto para mal.

Confira a lista!

1. Fiat Tempra

Em 1991, quando foi lançado, o Tempra mexeu com o mercado graças a seu design anguloso e arrojado. Porém, ao longo da década de 90, o sedã da Fiat foi envelhecendo e, em 1997, veio uma reestilização: o resultado era desastroso, pois o estilo retilíneo da carroceria não se harmonizava com os novos para-choques, grade e maçanetas, cujas linhas mais arrendondadas estavam em voga naquele momento. Os consumidores diziam que o modelo parecia ter ficado “dentuço”, por causa da posição do emblema frontal, e ele saiu de linha já no ano seguinte.

2. Ford Ranger

A geração anterior da picape já havia passado por duas reestilizações quando foi lançada a linha 2010, com uma terceira leva de retorques. Tantas intervenções em um projeto já datado resultaram em um visual carregado demais, com muitos cromados e recortes. Para piorar, a Ford mudou a estamparia de para-lamas e portas, que ficaram mais lisas, mas, provavelmente por questão de custo, manteve a lataria da caçamba, cujo relevo deixava de ter continuidade pelas laterais. As diferentes partes da carroceria simplesmente não conversavam; felizmente, a picape foi totalmente reprojetada em 2012.

3. Ford Fiesta

Outro modelo da Ford que sofreu reestilizações infelizes foi o Fiesta de geração anterior. Na verdade, o design do modelo, que era bastante harmonioso na época do lançamento, em 2002, já havia perdido parte do encanto em uma remodelação que estreou em 2007. Porém, a coisa ficou realmente feia, no sentido literal, em 2010, com mais uma plástica, que deixou os faróis espichados e aplicou elementos negros em torno dos faróis de neblina e da tomada de ar do para-choque. Mesmo controvertido, o modelo retocado permaneceu em linha por mais quatro anos e chegou a conviver com o sucessor.

4. Volkswagen Golf

O Golf é um dos produtos mais icônicos da Volkswagen e, por isso, mantém uma identidade visual, preservando determinados elementos de estilo ao longo do tempo. Coincidência ou não, o modelo com visual mais infeliz foi o que mais se distanciou da fórmula original: trata-se de uma reestilização aplicada na geração que antecedeu a atual, no ano de 2007. A frente mais longa e afilada, assim como as lanternas grandes, pareciam não combinar com o restante da carroceria. De qualquer modo, o polêmico estilo idealizado no Brasil só saiu de cena em 2013.

5. Peugeot 207

A linha de compactos da Peugeot, padronizada na Europa e no Brasil com o 206, seguiu caminhos distintos com o 207: por lá, tratava-se de um veículo totalmente novo, mas, por aqui, era apenas uma atualização do antecessor, com painel e dianteira reestilizados, de modo a se parecer com a do homônimo vendido no velho continente. Não deu certo: o ressalto do capô, os faróis maiores e a enorme grade frontal pareciam mal-inseridos no carro e o deixavam com aspecto desengonçado. Lançado em 2008, o modelo foi substituído em 2013 pelo 208, que reunificou a gama nacional com a oferecida no exterior.

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