T-Cross: preços, versões e impressões do novo SUV da Volkswagen

Com lançamento marcado para abril, modelo vai preencher lacuna da marca alemã no segmento dos utilitários esportivos compactos

Por Felipe Boutros19/02/19 às 20h25
de São José dos Pinhais (PR)

A Volkswagen está reestruturando a sua linha de produtos e irá, finalmente, lançar um SUV compacto, o T-Cross. O modelo chega para competir no mesmo segmento do Honda HR-V, Hyundai Creta, Jeep Renegade e Nissan Kicks, entre outros. As vendas começam em abril, mas 800 unidades foram comercializadas em esquema de pré-venda.

O T-Cross utiliza a plataforma MQB, a mesma que está em diversos carros novos da Volkswagen, como o Virtus. Por isso, o SUV tem o mesmo entre-eixos do sedã o que colocar o espaço interno como um dos seus principais atributos.

Volkswagen T-Cross será vendido a partir de R$ 94.990. Na versão mais completa, Highline, valor do SUV é de R$ 109.990. Conheça equipamentos e versões.

Motorização

O T-Cross chegará ao mercado com duas opções de motorização: 1.0 TSI, com potência máxima de 128 cv a 5.500 rpm e torque de 20,4 kgfm (o 200 TSI, mesmo do Golf) e 1.4 TSI (250 TSI, que equipa o Jetta) capaz de entregar 150 cv a 4.500 rpm e torque de 25,5 kgfm.

Os câmbios serão o manual de seis velocidades (apenas no 1.0 TSI) e automático de seis velocidades Tiptronic (tanto no 1.0 TSI quanto no 1.4 TSI).

T-Cross: preços e versões

A versão de entrada do T-Cross (1.0 turbo com câmbio manual) está tabelada em R$ 84.990. A configuração mais completa, Highline, por sua vez, custa R$ 109.990.

Versão do T-Cross Preço
200 TSI R$ 84.990
200 TSI Automático R$ 94.490
Comfortline 200 TSI Automático R$ 99.990
Highline 250 TSI Automático R$ 109.990

200 TSI

Itens de série: o T-Cross conta com seis airbags (frontais, laterais e de cortina), ar-condicionado, assistente de partida em rampas, banco do motorista com ajuste de altura, coluna de direção com ajuste de altura e profundidade, direção elétrica, computador de bordo, controle de estabilidade e tração, bloqueio eletrônico do diferencial e assistente de partida em rampa.

Os espelhos laterais do SUV têm ajuste elétrico e setas integradas, o Volkswagen ainda conta com faróis de neblina, Isofix, iluminação em LED, rodas de liga leve de 16″, rack de teto, sensor crepuscular, sensor de estacionamento traseiro, alarme anti-furto com comando remoto, sistema de som Media Plus com quatro alto-falantes, suporte para smartphone com entrada USB, vidros elétricos com função one-touch e volante multifuncional.

200 TSI Automático

Essa versão do T-Cross conta com os equipamentos listados acima e adiciona a transmissão automática de 6 velocidades, saídas traseiras de ar-condicionado, descanso de braço central, piloto automático, mais dois alto-falantes, duas novas entradas USB, volante funcional em couro, shift paddles, e central multimídia Composition Touch com tela de 6,5 polegadas.

Comfortline 200 TSI Automático

A configuração ganha, ainda, ar-condicionado digital, banco do motorista com ajuste da lombar, câmera de ré, rodas de liga leve de 17″, porta-malas com sistema de ajuste variável de espaço, sistema de frenagem automática pós-colisão, indicador de controle de pressão de pneus e sensor de estacionamento dianteiro.

Highline 250 TSI Automático

Na versão mais completa, o T-Cross conta com iluminação ambiente em LED, sistema start-stop, partida sem o uso de chave, retrovisores com rebatimento automático, sensores de chuva e crepuscular, retrovisor interno eletrocrômico, bancos revestidos em couro e detector de fadiga do motorista. Isso sem contar com a motorização diferenciada.

A Volkswagen oferece como opcional para 1.000 unidades do T-Cross, durante a pré-venda do modelo, o pacote First Edition. Ele pode ser instalado à configuração top de linha, Highline. A versão está disponível para pré-venda no site da fabricante e pode ser reservada com um sinal de R$ 5.000.

Pacote First Edition – R$ 7.500

  • Painel de instrumentos totalmente digital (“Active Info Display”)
  • Sistema de som premium com subwoofer Beats
  • Central multimídia “Discover media” com funções de navegação via satélite
  • Tela colorida de 8 polegadas
  • Comando por voz
  • Entrada USB no console central
  • Seletor de modo de condução
  • Espelhos retrovisores pintados na cor Preto Ninja
  • Teto e colunas “B” pintados na cor Preto Ninja
  • Rodas de liga leve de 17 polegadas pretas com superfície diamantada

Clientes interessados no T-Cross First Edition também podem equipá-lo mais ainda, com os pacotes Tech e Sky View. Veja detalhe e preços abaixo.

Pacote Tech – R$ 4.200:

  • Assistente de estacionamento Park Assist 3.0
  • Faróis full-LED
  • Luz de condução diurna (DRL) em LED integrada

Pacote Sky View – R$ 4.800:

  • Teto solar panorâmico

Com todos os três pacotes, o Volkswagen T-Cross mais completo possível sairia por R$ 126.490.

T-Cross PcD ainda é incerto

Não há informações sobre um T-Cross-PcD.

Dimensões

  •  Entre-eixos: 2,651 m
  •  Comprimento: 4,199 m
  • Altura: 1,568 m
  • Largura: 1,750

O porta-malas terá capacidade variável entre 373 e 420 litros, dependendo do ajuste do encosto do banco traseiro.

Consumo do T-Cross

De acordo com a Volkswagen, o consumo do T-Cross, quando abastecido com gasolina, é de 11 km/l na cidade, 13,2 km/l na estrada e 11,9 km/l em circuito combinado. Com etanol no tanque, as marcas são de 7,7 km/l, 9,3 km/l e 8,3 km/l, respectivamente. O fabricante afirma que aferiu o gasto de combustível seguindo as normas técnicas estabelecidas pelo Inmetro.

T-Cross: revisões

A Volkswagen repete com o T-Cross a mesma estratégia já utilizada em outros lançamentos para o pacote de revisão. As três primeiras revisões do T-Cross são gratuitas. Depois, o custo total das revisões do novo SUV da Volkswagen até os 60 mil km é de R$ 2.001.

Impressões: T-Cross Highline anda bem e é espaçoso, mas acabamento é ponto fraco

Dirigimos o T-Cross Highline, versão top de linha do SUV da VW. O modelo se destaca pela dirigibilidade afiada. A sensação é próxima à de dirigir um carro de passeio, mesmo com o centro de gravidade mais elevado de um utilitário-esportivo. Direção tem peso ideal e suspensão, em boas rodovias nas quais rodamos, se mostrou bem-acertada.

O motor 1.4 TSI, que equipa diversos modelos da linha VW ajuda na boa impressão. O bom torque em baixas rotações, principal característica dos motores TSI, empurra o T-Cross com vigor. O câmbio automático de seis marchas completa o bom conjunto.

O acabamento é o ponto fraco do T-Cross frente aos concorrentes e decepciona, principalmente em um modelo cuja etiqueta passa dos R$ 100 mil. Os plásticos duros são a regra, com alguma exceção em pequenas forrações em couro sintético nas portas. A Volkswagen tentou disfarçar misturando plásticos com texturas diferentes.

A presença do painel totalmente digital e do bom sistema multimídia presente na versão avaliada chamam a atenção e melhoram a impressão geral.

Montado sobre a plataforma MQB e com o mesmo entre-eixos do Virtus (2,67 m) garantem generoso espaço interno para os ocupantes. Quatro adultos viajam com absoluto conforto. Um eventual passageiro no meio do banco traseiro vai mal-acomodado.

Compare o T-Cross com seus principais rivais

Preço

Modelo Preços (R$)
VW T-Cross 84.990 a 109 mil
Honda HR-V 92,5 mil a 108,5 mil
Jeep Renegade 72.990 a 139.990
Hyundai Creta 78.990 a 104.990
Nissan Kicks 74.990 a 97.990

Dimensões

Modelo Comprimento Entre-eixos Largura Altura Porta-malas
VW T-Cross   4,199 m 2,651 m 1,750 m  1,568 m 373 a 420 l
Honda HR-V   4,329 m 2,61 m 1,772 m 1,586 m  437 l
Jeep Renegade  4,232 m 2,57 m 1,805 m 1,658 m (flex) 320 l
Hyundai Creta  4,270 m  2,590 m  1,780 m 1,635 m 431 l
Nissan Kicks  4,295 m  2,610 m  1,760 m 1,59 m 432 l

Motor

Modelo Motor Transmissão
VW T-Cross 1.0 TSI de 128 cv e 20,4 kgfm; 1.4 TSI de 150 cv e 25,5 kgfm manual 5 marchas; automático 6 marchas
Honda HR-V 1.8 de 140 cv e 17,3 kgfm automático CVT
Jeep Renegade 1.8 de 139 cv e 19,2 kgfm; 2.0 turbodiesel de 170 cv e 35,7 kgfm manual de 5 marchas, automático de 6 e 9 marchas
Hyundai Creta 1.6 de 130 cv e 16,5 kgfm; 2.0 de 166 cv e 20,5 kgfm manual ou automático de 6 marchas
Nissan Kicks 1.6 de 114 cv e 15,5 kgfm manual 5 marchas ou automático CVT

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15 Comentários
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    Jean 19 de fevereiro de 2019

    123 mil o top de linha sem teto (no Brasil desnecessário e fonte futuro de barulhos), valor muito acima do esperado para um carro deste porte. A concorrencia deve estar feliz, pois existem alternativas competitivas. Os pacotes opcionais não deveriam existir, e este carro completo deveria custar 110 mil no máximo.

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      Daniel 20 de fevereiro de 2019

      Fui pessoalmente na VW, não vou falar aqui em qual fui na cidades de SP, mas fica na zonal sul perto de SCS, enfim, e fui informado pelo vendedor que teria ágil para a reserva, dependendo do modelo, chegaria até 10mil. Então, imagina, a 1,4 T ficaria 120mil básico. Como vc falou, um carro desse não deveria custar mais que 110mil completa, não vai valer, é VW, logo começa o barulho de plásticos soltos no interior, apesar do preço, não é e não será um carro prêmio como a Tiguan e o mesmo vendedor ofereceu a Tiguan “básica” que já é completa por 124mil, muito mais carro. E o motor 1.0 T, melhor fugir dele, tem muito problema de aquecimento das turbinas e água do radiador vazando. Motor 1.0 é muito pequeno para trabalhar em alta e gerar todo esse torque. Muito bom de dirigir, mas depois os desgastes das peças não aguentam. Tem que ser o 1.4 T. É só verificar a potência proporcional do 1.0 para o 1.4, são apensas 22 CV e 5 kg de torque para um motor 40% maior em volume. Por sinal, deveriam fazer reportagem com os donos da linha 200tsi que tiveram problemas com o carro parado meses na VW por falta de peças nesses itens que comentei. Enfim, na minha opinião o carro é muito caro, desisti na hora da compra, e vamos esperar os concorrentes chegarem com outras opções de motorização. Veremos cenas dos próximos capítulos somente em outubro, provavelmente. Em breve os números de vendas mostrarão onde ele vai se situar perante a concorrência.

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        marcus 23 de fevereiro de 2019

        Ágio? Carro recém lançado. Eu esperia 1 ano, para os problemas começarem a aparecer. Esse papo que o veículo rodou milhares quilômetros antes de ser lançado é furado.
        O consumidor é a cobaia da montadora, se rodasse os milhares de quilômetros, que as montadoras afirmam, os defeitos iriam surgir durante os testes.

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      Gideone Rosa 21 de fevereiro de 2019

      Foi o que eu disse agora a pouco Jean. O caro é lindo, parece ter um acabamento melhor do que o do Virtus, mas com esse preço é uma loucura. O Creta tem os mesmo atributos e custa bem menos. Sem falar no Tiggo 5X que tem muito mais e por muito menos. Vou dizer mais coisa ein, a CAOA não entraria com essa marca chinesa se não soubesse o que está fazendo, foi assim com a Hiunday e será assim coma a Chery. Escreve o que estou falando.

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    Fernando 20 de fevereiro de 2019

    A VW devia acabar com essa mania de venda casada. Pra ter alguns itens basicos você tem que adquirir pacotes. Absurdo.

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    Antonio 20 de fevereiro de 2019

    Eu gosto da política de pacotes deles, pois ela me permite sair com mais opcionais pagando menos por isto. No caso das outras para eu ter um conjunto menor de opcionais eu preciso gastar bem mais. É só saber somar para ver que no combo você leva mais coisas, e quando essas coisas são úteis então minha decisão de compra é finalizada mesmo! A diferença de preço é pequena (1.000 a 2.000), mas tem as vantagens de optar por um veículo com motor mais moderno e seguro. Tem a negociação que a VW valoriza seus usados, então enquanto a VW apresentar tudo isso… Ao que tudo indica acabarei adquirindo meu quinto VW zero. Já tive Gol power G4 1.6 (0-100 em 9,4 segundos), Polo, novo fox 1.6 16 v (excelente carro), Virtus tsi, e o futuro… Sabe Deus, mas uma coisa é certa vou continuar ANALISANDO BEM ANTES DE COMPRAR UM CARRO que é um casamento de 5 anos no mínimo.

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    Isaias Junior 20 de fevereiro de 2019

    Interessante o comparativo não incluir o Renault Captur. Porque será????!!! Talvez para não despertar o interesse cada vez maior na Captur??!!!

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    Luiz 20 de fevereiro de 2019

    Só aqui neste país mesmo… preços altíssimos. Lamentável!

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    José Gomes da Silva 20 de fevereiro de 2019

    Carro grande com motor pequeno não vira: não adianta repaginar! a Volkswagen já tem várias experiências mal sucedida, o UP por exemplo ver se emplacou principalmente com um preço discompensado já fui usuário de 5 automóveis Volkswagen! um Fusca 78 foi meu preferido saudades.

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    Gideone Rosa 21 de fevereiro de 2019

    Tá difícil ein Volkswagen?!!! Com esse preço nem a pau juvenal!!!!!!! Desse jeito vamos no Creta, no Duster, no próprio HRV e ainda vamos com toda a certeza no Tiggo 5X

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    Antonio Donizeti Martins 21 de fevereiro de 2019

    Para vestir roupa nova no carro tiram o motor. Motor 1.NADA TURBINADO é para durar apenas o tempo do financiamento do veículo; 5 anos ou 80.000 Km.

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    José Luiz 4 de março de 2019

    Velha cultura da VW, um belo carro por fora, acabamento padrão VW nada confortável porém com um preço além do esperado.
    É muito dinheiro pra pouco carro.
    Eu estava esperando o lançamento pra comprar mas o custo ‘
    X BENEFICIO é gritante perto das outras marcas. Sem cacife para competir com o HRV.

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    Antonio Donizeti Martins 5 de março de 2019

    Quando vejo que um carro com um motorzinho (como diria um gaúcho) de bhosta desses custando esse preço, acho que já está na hora de CAIR TRÊS ZEROS da nossa moeda. Assim ele estaria num preço normal.

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    Sérgio 22 de março de 2019

    Também não acredito que esse 1.0 turbo valha o preço. Só o tempo dirá.Ate lá prefiro o Tingo TX 1.5. muito mais carro.

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    Sérgio 22 de março de 2019

    Também não acredito que esse 1.0 turbo valha o preço. Só o tempo dirá se ele vai aguentar o tranco. Ate lá vou de hrv. Quem não crer, que pague pra ver.

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