Na troca de óleo, não cometa 9 erros comuns

A lubrificação correta pode evitar prejuízos e garantir o bom desempenho do motor; deixar de fazê-la, por sua vez, pode acarretar a fundição do motor

Por AutoPapo 10/10/18 às 11h08

Além de ser responsável pela lubrificação, o óleo atua na prevenção do desgaste, da oxidação e da corrosão das peças do motor. Assim, o componente garante o bom desempenho do propulsor e evita prejuízos para o motorista. A lubrificação errada, no entanto, pode significar a redução da performance do automóvel, o aumento no consumo de combustível e até mesmo a fundição do motor. Conheça nove erros que você não deve cometer na troca de óleo.

“Uma lubrificação ineficiente pode ser causada por vários fatores, desde o modo de aplicação no motor até a utilização de lubrificantes que não seguem as especificações das montadoras do veículo”, garante a coordenadora de Assistência Técnica da Total Lubrificantes do Brasil, Denise Novaes.

Confira os erros mais comuns na troca de óleo:

  • Limpar a vareta com estopa: a estopa pode deixar resíduos do óleo antigo contaminarem o novo lubrificante. Opte sempre por usar papel absorvente para limpar a vareta durante a troca do lubrificante.
  • Não respeitar o prazo para a troca do produto: todo fabricante estipula um prazo no Manual do Proprietário que deve ser seguido. Normalmente o intervalo indicado é a cada 5 mil km ou 10 mil km. Utilizar o óleo além do período recomendado leva à formação de borra e compromete a capacidade de lubrificação das peças internas do motor, já que aumenta o atrito e o desgaste precoce.
  • Completar o óleo: ao completar o óleo na troca do lubrificante, o produto novo é misturado com o usado e acaba contaminado. O resultado é um lubrificante misto e bem diferente dos dois originais, comprometendo a eficácia e desempenho do motor. Por isso, deve-se trocar todo o óleo do cárter por um novo.
  • Usar aditivos: Além de comprometer as propriedades do lubrificante, gerando a formação de depósitos no motor, faz você desperdiçar dinheiro e energia. Isso porque os óleos de boa qualidade presentes no mercado já contêm um pacote de aditivos específicos em sua composição e atendem todas as necessidades do veículo.
  • Misturar lubrificantes na troca de óleo: a prática é uma das principais armadilhas para os motoristas. Muitos misturam os produtos em situações de emergência, como um vazamento, por exemplo. Embora não seja recomendado, é possível misturar lubrificantes de marcas diferentes, desde que tenham a mesma base (sintético, semissintético ou mineral), viscosidade e grau API e SAE. Caso contrário, prejudica a eficiência da lubrificação e gera sérios riscos ao motor.
Alguns erros comuns dutante a troca de óleo podem acarretar a fundição do motor do automóvel e até mesmo aumentar o combustível.
Foto Shutterstock | Divulgação
  • Pingar óleo no motor: afeta as áreas mais críticas, entre elas, velas, câmara de combustão e catalisador. Quando um desses componentes é afetado, há aumento nos custos de manutenção e nos gastos com combustível.
  • Bujão fechado indevidamente: é como é conhecido o parafuso que fecha o dreno do cárter de óleo. O item deve ser aparafusado corretamente para evitar vazamentos. Daí a importância de um profissional especializado fazer a troca de óleo para fechar o bujão sem excesso de força, mas sem deixá-lo frouxo demais.
  • Não trocar o filtro do óleo: o filtro conserva em seu interior um volume residual de óleo oxidado que contamina o lubrificante novo acelerando o processo de envelhecimento. Por isso, deve ser trocado simultaneamente com o óleo para não carregar as impurezas retidas para dentro do motor novamente.
  • Rodar com lubrificante acima ou abaixo do nível: deve ser evitado. Óleo no nível mínimo compromete a lubrificação já que aumenta a fricção entre as peças. Com isso, o desgaste dos componentes do motor é maior e resulta em perda de potência imediata, em excesso de calor ou mesmo na fundição do motor. E ao contrário, rodar com lubrificante acima do nível, leva o produto a transbordar e cair em locais fora do sistema de lubrificação. Acompanhe o nível do componente e agende sua troca de óleo respeitando as necessidades do seu carro.
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6 Comentários
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    Antônio 2 de novembro de 2019

    Quero saber quantos litros de óleo eu coloco no Palio 200 motor fiaza e se eu preciso colocar meio litro antes no novo filtro

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    ANDRE DA SILVA BERLESI 14 de agosto de 2019

    Essa da estopa foi hilária, se o óleo residual da estopa deixada na vareta pode contaminar o óleo novo, o que vocês orientam fazer com o óleo residual que SEMPRE fica no cartes e com as partes internas do motor, que ficam, logicamente, ensopadas com o óleo antigo? Talvez o certo seria atacar a estopa pelas fibras (dependendo do tipo de estopa, aquela de polimento composta por uma trama de fiozinhos de algodão crú, poderia até ser, mas as de tecido,.. tenha dó.) mesmo assim, existem partículas de sujeira no interior do cárter com potencial de prejuízo muito maior do que micro fiapos de estopa, que terão que passar pela peneira e pelo filtro de óleo, antes de chegar até as partes criticas e sensíveis do motor.

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    Alexandre 28 de junho de 2019

    Troque o filtro de óleo de acordo com o manual. Os Honda Civic costumam indicar no manual 1 troca de filtro para cada 2 trocas de óleo. O óleo velho residual do filtro não é capaz de tirar a eficiência do novo óleo.

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    Henrique Bambamba 14 de junho de 2019

    Saudações óptimas dicas dadas. No meu caso tenho a minha viatura toyota funcargo motor vvt-i 16 válvulas 1.3, comprei na segunda mão nao tive o manual do proprietário assim nao sei qual é a marca ideal do óleo do motor! Troquei logo o antigo oleo com Total 10w40.

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    Ronaldo Marinho 28 de maio de 2019

    Ótimo esclarecimentos! Informações todos nós motoristas precisamos buscar de fontes abalizadas como vos …

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    Venceslau nunes 7 de abril de 2019

    boa tarede,aprendi bastante e espero por mais atualizações.
    obrigado

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