Na manutenção do carro, prevenir é melhor que remediar

São três as manutenções possíveis no automóvel: a primeira é chamada de “preventiva”, a segunda é a “preditiva” e a terceira é a “corretiva"

Por BORIS FELDMAN10/06/18 às 14h24

Ninguém ignora a importância da manutenção do automóvel para prolongar sua durabilidade e evitar problema mecânicos. São três as manutenções possíveis no seu automóvel. A primeira é chamada de “preventiva”. É a que se realiza em determinada quilometragem ou prazo estabelecidos pelo fabricante, que relaciona uma série de itens a serem verificados ANTES de se detectar algum problema. São as famosas revisões periódicas, as primeiras realizadas na concessionária para não se perder a garantia concedida pelo fabricante.

Na manutenção do carro, prevenir é melhor que remediar

A segunda manutenção é chamada de “preditiva”. É a que se faz com base em sensores que percebem a necessidade de um serviço ou troca de um componente. Neste caso, a central eletrônica recebe o “aviso” do sensor e aciona um alerta no painel. Uma luz de alerta (lâmpada que se acende) ou um aviso no painel. Uma informação de problema operacional ou de um componente a ser substituído. Mensagem no display pode alertar para a proximidade de uma revisão ou uma pastilha de freio chegando ao final de sua vida útil.

Finalmente, a terceira manutenção é a “corretiva”. É quando se detecta um problema no funcionamento do automóvel. Ela deve ser evitada pois seu custo costuma ser elevado. Em geral, quanto mais regularmente se faz a manutenção preventiva ou preditiva, mais raro de se fazer a corretiva.

Voltando ao exemplo das pastilhas de freio, elas devem ser substituídas ao se perceber estarem chegando ao final de sua vida útil. Como? Numa revisão preventiva ou se a luz de alerta tiver se acendido no painel. Entretanto, se o dono do carro deixou a pastilha se desgastar até o “osso”, terá provavelmente que substituir também o disco de freio, pois ele provavelmente foi danificado. E o custo para se trocar o disco é muito maior que o da pastilha.

Vários outros componentes tem comportamento semelhante: se o disco de embreagem, por exemplo, não for substituído no momento certo, ele vai danificar a chapa de pressão, que custa várias vezes mais. Se o automóvel não for levado ao alinhamento de direção, os pneus vão sofrer um desgaste irregular e chegar ao seu final prematuramente. Ou as velas do motor: se não foram trocadas, o consumo de combustível vai pesar (e como!) no bolso do motorista…

Boris Feldman

Jornalista e engenheiro com 50 anos de rodagem na imprensa automotiva. Comandou equipes de jornais, televisão e apresenta o programa AutoPapo em emissoras de rádio em todo o país.

Boris Feldman

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