Doenças misteriosas estão afetando trabalhadores da Stellantis em escritórios da empresa

Funcionários relatam surto de doenças e condições precárias em edifício corporativo da Stellantis; agência reguladora emitiu recomendações à montadora

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Após fim do home office, surto de doenças vem afetando trabalhadores da Stellantis nos EUA (Foto: Ajay Suresh | Wikimedia)
Por Júlia Haddad
sob supervisão de Eduardo Passos
Publicado em 30/04/2026 às 17h00

A Stellantis enfrenta uma crise interna de saúde do trabalho após o fim do regime remoto em sua sede na América do Norte. Funcionários do complexo em Auburn Hills, em Michigan (EUA), vêm relatando um surto de problemas de saúde que coincidem com o retorno obrigatório às atividades presenciais, implementado integralmente em 30 de março.

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As denúncias descrevem um cenário grave, com relatos de enxaquecas, vômitos, irritações cutâneas, distúrbios digestivos e fadiga persistente. Segundo os trabalhadores, as condições físicas do prédio incluem a presença de poeira escura, roedores, forte odor de mofo e episódios de alagamento nas instalações corporativas.

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Investigação e recomendações

O caso motivou uma inspeção da MIOSHA (agência de segurança ocupacional do Michigan), iniciada em fevereiro e concluída em abril. Embora o órgão não tenha aplicado multas ou penalidades à montadora, emitiu recomendações formais para a melhoria da qualidade do ar e medidas preventivas contra a proliferação de fungos.

A crise coincide com a endurecimento da política de trabalho da Stellantis. Após permitir flexibilidade, a empresa exigiu presença de três dias semanais de trabalho no início de 2025, evoluindo para o trabalho presencial diário em março. Representantes da companhia indicaram que as queixas se intensificaram justamente com a maior ocupação do edifício.

Em nota, a porta-voz Jodi Tinson afirmou que a saúde e a segurança dos colaboradores são prioridades e que a empresa mantém monitoramento constante. Durante a vistoria, a MIOSHA não encontrou evidências conclusivas de risco imediato, mas detectou contagens de esporos de mofo ligeiramente superiores aos níveis externos, destacando que não existem parâmetros oficiais globais para limites seguros de exposição.

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