Em apenas oito dias, suspeita adquiriu modelos como Corvette e BMW i8 usando dados falsos; esquema envolvia funcionários de concessionárias
Uma investigação conduzida em Miami (EUA) resultou na prisão de uma garçonete de 28 anos, acusada de liderar um sofisticado esquema de fraude automotiva. Em um intervalo de apenas oito dias, Dunia Sierra conseguiu financiar e retirar dez veículos de luxo e motocicletas de alto deslocamento, explorando brechas no sistema de crédito bancário dos Estados Unidos.
O golpe, classificado pelas autoridades como “bust-out fraud“, baseava-se na velocidade das transações: Sierra adquiria os automóveis em rápida sequência, antes que as operações fossem processadas e consolidadas pelos órgãos de proteção ao crédito. A lista de aquisições inclui modelos de alto valor, como um Chevrolet Corvette Stingray 2023, um BMW i8 e um Mercedes-Benz S560, além de utilitários como o Hyundai Palisade Calligraphy e três motocicletas Harley-Davidson.
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Para obter as aprovações, a suspeita falsificava comprovantes de rendimentos. Embora atuasse no setor de serviços, ela declarava ser a proprietária do restaurante onde trabalhava, alegando uma renda mensal fictícia de US$ 180 mil. A investigação aponta que o esquema contava com a conivência de gerentes financeiros de concessionárias, interessados nas comissões geradas pela venda de pacotes de serviços e garantias estendidas pagos à vista no ato do financiamento.
O objetivo final da operação era a rápida liquidação dos ativos. Após a retirada das lojas, os veículos eram repassados ao mercado ilegal ou exportados para outros países antes que os primeiros atrasos nas parcelas gerassem alertas de busca. O sul da Flórida tem se consolidado como um polo para esse tipo de crime financeiro, segundo levantamentos recentes da imprensa local.
Sierra foi detida sob acusações de fraude organizada e furto qualificado, com fiança estipulada em US$ 26 mil. A polícia agora busca identificar corretores e funcionários das lojas envolvidos na facilitação das propostas, que visavam despachar o inventário para o exterior antes da detecção definitiva da fraude pelas instituições financeiras.
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