Ursal: 20 carros que poderíamos comprar na grande nação

O plano de uma grande nação socialista na América Latina foi revelado, mas até que não seria uma má ideia para quem curte carros diferentes

Por Fernando Miragaya13/08/18 às 14h28
Especial para o AutoPapo

Nos últimos dias um candidato à presidência atiçou até os seguidores mais fiéis do Arquivo X ao revelar a existência da Ursal, um plano bolchevique para unir os países latino-americanos em uma única nação.

Devaneios à parte, a tal conjuntura poderia trazer para a realidade brasileira carros interessantes que são importados e vendidos em nossos países vizinhos. E que nunca vêm para cá por alegações que vão desde imposto até logística – fora o fato de e que em muitos desses países a importação é isenta de alíquotas e várias marcas têm representações independentes. Selecionamos 20 modelos só da América do Sul e por razões tão variadas quanto a cultura multifacetada que seria a Ursal. Tem esportivo, cupê, SUV gigantesco, jipe hipster, subcompacto e elétrico que poderiam invadir nossas ruas, seja para o proletário dominar os meios de produção, ou para a classe dominante usufruir de mais bens de consumo.

Volkswagen Golf R

Golf é vendido no Chile e estaria na Ursal

Baba pelo Golf GTI vendido no Brasil? Pois no Chile tem uma versão muito (mais muito) mais arrojada. Trata-se do Golf R, a variante nervosa do hatch médio com o mesmo motor 2.0, só que esbanjando 310 cv de potência. O modelo usa o câmbio automatizado DSG, de dupla embreagem e sete marchas, tração integral e tem cinco modos de condução. O 0 a 100 km/h, segundo a VW, é feito em 4,6 segundos. No mercado chileno, trava uma briga bacana com o Focus RS de 350 cv. Afinal, integrantes da Ursal também querem andar rápido!

Chevrolet Traverse

Se você acha que o TrailBlazer é grande, é porque não o colocou lado a lado com o Traverse. O SUV vendido no Chile, Colômbia e Peru tem 5,18 m de comprimento e 3,07 m de entre-eixos, o que proporciona espaço interno digno dos utilitários norte-americanos, com configurações de sete e oito lugares e toda a sorte de porta-trecos. O motor é o 3.6 de 305 cv aliado às caixa automática de nove marchas, com tração que pode ser dianteira ou integral. Precisa de mais espaço? Bem, tem a Suburban com seus 5,69 m de comprimento e 3,30 m de entre-eixos…

Hyundai Ioniq

O Uruguai liberou o uso da maconha e aprovou o casamento gay. O pequeno país também importa um montão de carros, entre eles o Ioniq, a resposta da Hyundai para o Prius. O hatch médio usa conjunto híbrido que une o Kappa 1.6 com injeção direta a um motor elétrico. A potência combinada é de 141 cv e o modelo é equipado com o câmbio automatizado de dupla embreagem e seis marchas EcoShift DCT. A promessa é de um consumo sensacional de 25,6 km/l.

Peugeot 301

Talvez a marca vivesse melhores dias com suas planilhas de vendas se tivesse produzido esse sedã para mercados emergentes no Brasil. Em 2013, o diretor mundial de desenvolvimento da PSA Peugeot Citroën, Gilles Le Borgne, chegou a confirmar a fabricação do carro em Porto Real (RJ), que, com a plataforma do 208 e 2,65 m de entre-eixos, teria condições ótimas para brigar no segmento de sedãs compactos com espaço de médio (VW Virtus, Fiat Cronos, Nissan Versa, Chevrolet Cobalt…). O 301, porém, é só realidade na vizinhança, importado da Espanha.

Toyota Agya

O carrinho de 3,66 m de comprimento e com vão livre do solo de 18 cm desembarcou recentemente no Peru. Trata-se de projeto da Daihatsu (marca pertencente à Toyota) e desenvolvido inicialmente na Indonésia. No mercado peruano, chega sempre com motor 1.0 três cilindros de 65 cv. Aqui, poderia usar a boa reputação da marca japonesa para rivalizar com VW Up!, Renault Kwid e Fiat Mobi.

Ford S-Max

Para quem tem saudades das minivans, cada vez mais raras no Brasil, a Argentina importa da Espanha a segunda geração da S-Max, monovolume baseado no Fusion europeu, que por lá chama-se Mondeo. Com sete lugares, o automóvel chegaria na Ursal com nove airbags, controles de estabilidade, tração e de subidas, bancos dobráveis e configuráveis. Dependendo da versão, tem banco do motorista com ajustes elétricos e massageador, volante com aquecimento e teto panorâmico. Usa motor Ecoboost de 240 cv. Seria uma rival da Honda Odyssey, mas essa só é encontrada na Colômbia e no Uruguai…

Honda Pilot

O Pilot vai além de modelos como HR-V e CR-V na proposta de ser um SUV com apelo genuinamente familiar. Nos países da Ursal, ele é comercializado no Chile, Colômbia, Peru e Uruguai, tem 4,91 m de comprimento, 2,81 m de entre-eixos, opção de sete lugares e muitos equipamentos. O porta-malas tem capacidade para 847 litros com os bancos extras rebatidos. Já o motor é o 3.5 V6 de 280 cv.

Mazda MX-5

A marca japonesa tem modelos emblemáticos, mas é apenas uma lembrança para os brasileiros desde que encerrou suas atividades no país, em 2001. Quem não se lembra do Miata? Pois bem, sua quarta geração é encontrada no Chile e na Colômbia como MX-5. O roadster de tração traseira, usa motor 2.0 de 158 cv que bebe gasolina de alta octanagem e com tecnologia Skyactiv – segundo a Mazda, uma série de tecnologias e mudanças que reduz atrito, peso e melhoram a eficiência do conjunto.

Renault Clio RS

Os irmãos chilenos da Ursal se dão bem quando o assunto é hot hatch. Eles têm a versão encapetada do Clio de quarta geração, desenvolvida pela Renault Sport, com motor 1.6 turbo de 200 cv e torque de 24,4 kgfm a 1.750 rpm, aliado ao câmbio automatizado de dupla embreagem e seis marchas. Segundo a marca, o 0-100 km/h é cumprido em 6,7 s e a máxima chega a 230 km/h. O compacto também tem detalhes arrojados no desenho, como rodas com aros de 18”, pneus Dunlop Sport 205/40R18, difusor traseiro, para-choques com entradas de ar maiores e com emblemas F1, bancos esportivos reforçados, entre outros.

Suzuki Ignis

No Brasil, a marca tem portfólio enxuto, ao contrário de boa parte dos países da América do Sul. Entre as diversas opções de carros de passeio, SUVs e minivans, a segunda geração do Ignis chama a atenção pelo seu porte de hatch parrudo que lembra um jipinho. O modelo – cuja primeira geração foi importada para o Brasil entre 2002 e 2003 – tem 3,70 m de comprimento, 18 cm de altura livre do solo, menos de 900 kg, opção de tração 4×4 e motor 1.2 de 82 cv.

Fiat Qubo Dynamic

Para quem curte o estilo excêntrico de carrocinha de cachorro-quente do Doblò, Renault Kangoo, Citroën Berlingo e afins, o Chile importa o Qubo. A multivan compacta é a versão de passageiros do Fiorino europeu. O modelo traz portas laterais corrediças e uma enorme capacidade de 2.500 litros com os bancos traseiros rebatidos e bagagem até o teto.

Nissan 370Z

A linhagem Z da marca japonesa tem espaço em concessionárias do Uruguai e da Colômbia – chegou a ser oferecido no Brasil entre 2011 e 2013, mas sem muito alarde. O cupê esportivo já tem 10 anos de vida, é verdade, porém continua a despertar cobiça com seu design limpo e o ronco alto do V6 com seus 337 cv. A suspensão e partes da estrutura de alumínio mantêm o peso em 1.500 kg. A tração traseira e o entre-eixos curto garantem o complemento de esportividade.

Renault Twizzy e ZOE

Elétricos devem virar realidade no Brasil com o Rota 2030, mas muitos modelos da Renault já são vendidos normalmente na vizinhança. Só na Colômbia, a marca comercializa o divertido Twizzy. O quadriciclo leva duas pessoas, chega à máxima de 80 km/h e tem autonomia de 100 km. A recarga é prometida em 3h em uma tomada 220V. Outro modelo elétrico, só que mais confortável, é o Zoe. O hatch promete autonomia de até 300 km e kit de recarga rápida.

Ford Expedition

Outros daqueles SUVs gigantes, exibe seus mais de 5,30 metros de comprimento em mercados do Chile, Colômbia e Peru. Com oito lugares e mais de 2,5 toneladas, usa o motor 3.5 V6 de 375 cv de potência da família Ecoboost, e tração integral. Entre os equipamentos, pedais com ajustes elétricos e câmera 360 graus. Para os chilenos, ainda há a versão 4×2 XLT menos equipada, mas com 5,63 m de comprimento e 3,64 m de entre-eixos.

Chevrolet Spark GT

Chevrolet Spark GT

Projeto sul-coreano da General Motors nascido como Daewoo Matiz, está em sua terceira geração. No Chile, Colômbia e Peru o subcompacto de 3,63 m de comprimento é vendido como Spark GT e usa motor 1.2 16V de 80 cv. Na Colômbia, a geração antiga do Spark ainda é comercializada sob diferentes nomes: Spark Life (hatch) e Beat (variante sedã).

Mitsubishi Mirage

2017 Mirage GT

Quando a gente pensa em Mitsubishi no Brasil lembra de picapes e utilitários esportivos… e do Lancer como solitário automóvel de passeio. Nos países sulamericanos, há opções de hatches, sedãs e minivans. Uruguai, Peru e Chile, por exemplo, importam o Mirage, linha compacta (do porte de VW Gol e Voyage) com motor 1.2 de 76 cv e opções de câmbio manual de cinco marchas ou automático do tipo CVT. Chilenos e peruanos só dirigem a versão dois volumes, enquanto o Uruguai só dispõe da variante sedã.

Peugeot 308 SW

As stations wagons perderam o posto de carro familiar de vez para os SUVs e as peruas médias praticamente sumiram do Brasil. No Uruguai, pelo menos, há um foco de resistência para salvá-las da extinção. Lá é vendida a estilosa 308 SW, já baseada na nova geração do modelo médio. Entre os destaques, o i-Cockpit (com o volante de base chata destacado do quadro de instrumentos), teto panorâmico e 660 litros de capacidade no porta-malas.

Toyota FJ Cruiser

2011 Toyota FJ Cruiser

O trio Chile, Colômbia e Peru tem outro SUV diferentão para curtir. Mas é preciso correr, porque o FJ Cruiser, modelo retrô da marca japonesa, já teve sua produção encerrada e as filiais sulamericanas comercializam séries especiais dos últimos exemplares. O estilo quadradinho chama a atenção, assim como as portas traseiras do tipo suicida e a ausência de coluna central. O motor 4.0 V6 gera 268 cv e 38,7 kgfm de torque. A capacidade fora de estrada é assegurada pelos ângulos de ataque e saída (34 e 31 graus, respectivamente), vão livre do solo de 24 cm e tração 4×4.

Citroën C-Elysée

Outro sedã com espaço de médio mas posicionamento de compacto que é vendido em vários vizinhos (Argentina, Chile, Colômbia, Peru e Uruguai). O C-Elysée é a versão da Citroën para o Peugeot 301, com quem compartilha plataforma. As dimensões são bem parecidas com as do meio-irmão, com 2,65 m de entre-eixos e porta-malas com volume para 506 litros. Na Argentina, é vendido com opções de motores 1.6 a gasolina ou a diesel.

Nissan Juke

Muita gente torce para o excêntrico utilitário esportivo da Nissan ser vendido no Brasil. Mas o diferentão Juke – com sua carroceria toda talhada, conjunto ótico destacado e traseira inspirada no 370Z – estaria na Ursal por meio da Colômbia e da Venezuela. Ele tem motor 1.6 turbo de 188 cv e transmissão manual de seis marchas. Chega com chave presencial, botão start para ligar o carro e suspensão traseira multibraço.

4 Comentários

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  • Alex 15 de agosto de 2018

    Que coisa né… olha só quanto carro bacana poderíamos ter aqui… isso que só foram mostrados alguns, pois existem muitos outros… Êêê Brasilzão…

  • Luiz 15 de agosto de 2018

    Quem disse q numa “grande nação comunista” teria carro importado? Quantos importados tinham na URSS? Gancho bem burro p uma materia.

    • Alexandre Carneiro
      AutoPapo 15 de agosto de 2018

      Caro Luiz, é uma matéria em tom de brincadeira, sobre um tema (no caso, a Ursal) que não passa de boato.
      Abraço!

  • Rodrigo Couto 13 de agosto de 2018

    Muito boa a matéria, mas faltou as picapes que são vendidas no Chile e Argentina (Ford e GM) que nao tem em nosso portfólio !!!!

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