Demos a primeira volta no Chevrolet Sonic RS 2027 estreia com proposta de SUV compacto, mira no Nivus, mas acerta no Tera
O Chevrolet Sonic RS 2027 finalmente apareceu em movimento no primeiro teste dinâmico realizado no Brasil. O novo SUV compacto da marca entra em um dos segmentos mais disputados do mercado nacional, mirando rivais já consolidados. A General Motors o classifica com concorrente direto de Volkswagen Nivus e Fiat Fastback, por conta de seus 4,23 m de comprimento, se valendo de uma escala de segmentação (que ela própria elaborou em sua apresentação) que elenca medidas separadas a cada 20 cm.
Se valesse por essa metodologia, o Fastback (4,44 m) estaria em um patamar superior e o “esquecido” Citroën Basalt (4,34 m) também deveria figurar na disputa. Aliás, o francês tem o melhor equilíbrio se o assunto é medidas. Pois seu entre-eixos de 2,64 m é imbatível.
VEJA TAMBÉM:
Assim, Tera, Fiat Pulse e Renault Kardian, ficariam num degrau abaixo, na turminha dos pequerruchos de até 4,20 m. Mas na verdade, eles são seus verdadeiros rivais. E quando nos sentamos ao volante, a percepção se torna confirmação.

Mas vamos deixar a fórmula de convencimento da GM em segundo plano e vamos ao Sonic de fato. Com preços entre R$ 130 mil e R$ 136 mil, se posiciona na média dos compactos. Mas longe dos preços das opções mais baratas dos rivais. A linha enxuta deixa claro que a GM ainda testará o mercado. Se o carro vingar, opções menos caras deverão entrar no portfólio.
Debaixo do capô, o Chevrolet Sonic RS traz o já conhecido motor 1.0 turbo de três cilindros. O propulsor entrega 115 cv e 18,9 kgfm de torque. Trata-se da unidade que equipa Montana e Tracker, que utilizam injeção direta de combustível. O Onix utiliza injeção indireta, em que a mistura é feita antes de entrar na câmara de combustão. Mas a pergunta que todo mundo se faz é se o Sonic tem a correia banhada a óleo. A resposta é sim. Mas adota a versão mais moderna e resistente que a anterior.

Durante o primeiro contato, o conjunto mostrou respostas rápidas e comportamento semelhante ao do Onix. O motor garante agilidade no uso urbano e retomadas suficientes para estrada, mantendo uma calibração voltada para conforto e eficiência. A transmissão automática com conversor de torque também segue o padrão já conhecido da Chevrolet. As trocas são suaves e a relação com o motor favorece o uso diário, especialmente no trânsito urbano.
Apesar do apelo esportivo da versão RS, não espere dele o mesmo comportamento de um Pulse Abarth. Muito pelo contrário. O Sonic é equilibrado, tem força para vencer uma ultrapassagem, mas nada que faça um corredor.
Embora seja um Onix anabolizsado, o Chevrolet Sonic RS 2027 cresceu em comprimento. O aumento aconteceu principalmente nos balanços dianteiro e traseiro, deixando o SUV compacto visualmente mais encorpado. Essa “esticada” nas bordas deu mais volume de bagageiro ao Sonic. São 392 litros (VDA), contra 303 dos Onix.
Se comparados com o trio PTK (Pulse, Tera e Kardian) o Sonic se sai bem, pois leva vantagem sobre o VW (350 litros) e o Fiat (370 litros), mas perderia para o Renault (410 litros). Mas como a GM diz que ele concorre com Fastback (516 litros) e Nivus (4,15 litros), o Chevrolet fica muito para trás. Ah, ainda tem o Basalt (490 litros).

A Chevrolet também tenta vender o modelo como um “SUV cupê”, embora o caimento do teto não tenha características tão marcantes desse estilo. A equipe de marketing da GM ainda ressalta que o teto não cai sobre a cabeça dos passageiros. Claro, é um hatch. Talvez, se o carro tivesse sido feito sobre a base do Onix Plus (2,65 m de entre-eixos) e aproveitado o balanço traseiro, como a Fiat fez com o Fastback que se apoia na estrutura do Cronos, realmente teria as medidas para cravar que se trata de um cupê de fato.
Mas o espaço interno atende quatro ocupantes com conforto razoável, embora o banco traseiro fique mais apertado para cinco passageiros, o que o torna pouco amistoso em em viagens longas.
Assim como os principais rivais do segmento, o Chevrolet Sonic RS 2027 aposta em uma lista de equipamentos recheada. O SUV compacto traz painel digital, central multimídia, carregador de celular por indução e ar-condicionado digital.
Na segurança, o modelo acompanha a tendência do segmento com assistentes de condução que antes eram exclusivos de categorias superiores. Entre os itens disponíveis estão alerta de colisão frontal e assistente de permanência em faixa.
Esse conjunto tecnológico ajuda a justificar os preços mais elevados dos SUVs compactos atuais, especialmente quando comparados aos hatchbacks dos quais derivam.
No comportamento dinâmico, o Chevrolet Sonic RS 2027 mostrou acerto de suspensão mais firme, característica que agrada parte do consumidor brasileiro. O conjunto absorve irregularidades sem excesso de maciez e transmite sensação de estabilidade em velocidades mais altas.

A arquitetura segue a fórmula tradicional do segmento, com suspensão McPherson na dianteira e eixo de torção na traseira. Não há soluções sofisticadas, mas o acerto se mantém alinhado ao padrão de Volkswagen Tera, Fiat Pulse e Renault Kardian.
Mas vale dizer que a maior altura livre e os ângulos de entrada e saída superiores aos do Onix fazem dele mais acertado para todar em pisos irregulares. Não é um off-road, mas devagar, encara valetas e depressões sem sofrer muito.
A chegada do Chevrolet Sonic RS 2027 coloca a GM em uma disputa extremamente competitiva. O segmento de SUVs compactos já reúne modelos bem estabelecidos e com forte presença de mercado. Ainda é cedo para cravar se o modelo conseguirá incomodar os líderes da categoria, mas o primeiro contato mostra um carro equilibrado, confortável e alinhado ao que o consumidor brasileiro procura atualmente.
Mas definitivamente a GM precisa rever sua estratégia de posicionamento. Pois os centímetros a mais que Kardian, Tera e Pulse deveriam ser vendidos com um trunfo e não argumento para justificar a aproximação com modelos maiores.
👍 Curtiu? Apoie nosso trabalho seguindo nossas redes sociais e tenha acesso a conteúdos exclusivos. Não esqueça de comentar e compartilhar.
|
|
|
|
X
|
|
|
Siga no
|
||||
Ah, e se você é fã dos áudios do Boris, acompanhe o AutoPapo no YouTube Podcasts:
Podcast - Ouviu na Rádio
|
AutoPapo Podcast
|
Aposto que na terra do Tio Sam a GM não adota essa maravilhosa tecnologia de correia banha a óleo. Se fizerem isso temo que estão desaprendendo a fazer carros.
Na boa, esse carro não vai decolar justamente por causa da fama do motor. Era melhor se tivessem investido na mudança do motor ou projeto desse, usando correia externa seca, mas com maior facilidade de troca, assim como já estavam acostumados com os jurássicos família I e II.
Amigo, deixa o contato da GM aí que vou me inscrever para falar bem dessa porcaria de motor. Eu não preciso ser idi0t@ o suficiente para comprar algo que sei que não presta. Para isso eu estudei. Borracha e óleo não combinam. A voz da inteligência é aprender com o erro dos outros… Eu tenho um GM 2019, motor bom, 4 cilindros, já desfizemos do outro por falta de opção, fomos para a Nissan e estamos muito felizes, posso andar com o carro sem o temor de ficar sem freio de repente e quebrar uma correia dessas a qualquer momento. Se isso não for usar a inteligência, não sei mais o que é….
Nasceu morto! Fui ver a ficha técnica correndo, pensando será que vou voltar a andar de GM? A GM fabricante de automóveis, os quais utilizei por anos pela real qualidade e confiabilidade, agora quer mesmo é sucumbir insistindo nesta motorização chinfrim. Comprei um Ônix zero em 2022 entrei por confiar na marca (mas dizem que todo homem tem 5 minutos de bobagem num dia), numa viagem longa de 700 km o freio começou a perder a eficiência, melhorava, piorava, o carro tinha apenas 3800 km. Ao que “parece” a fome de ganhar dinheiro das concessionárias com manutenção leva os fabricantes a fabricar este tipo de produto, sem contar que algumas delas são desonestas, tentam te enrolar e trocar peças que não precisam ser trocadas e ainda cobrar preços absurdos. Sou engenheiro mecânicos, eles não sabem e se atolam comigo. A gente não perde por ser honesto, tem concessionária que não piso nela por nada neste mundo. Eu entendo, percebo e o coitado que não entende??? Motor descartável nem a pau Juvenal! Meu tio comprou um Opala em 1969 0 KM e andou quase 500.000 km com ele, sem retificar. Voltem a fazer motores como aqueles. Eu comprei um em 1973, um tanque de guerra, saudades de quando os automóveis eram excelentes. Hoje tenho um Creta 2.0 2024/2025 motor aspirado um senhor carro, tamanho meu amor pela GM que as vezes o chamo de “Meu Chevrolet”, pois ele tem a qualidade daqueles antigos, mas já estou acostumando a chamá-lo de “Meu Hyundai”, tomando gosto, vai indo a gente esquece a outra marca, com muito pesar.
Mais um carro da Chevrolet que já nasce defasado. Seria uma excelente oportunidade de rever essa morotização polêmica e adotar algo mais confiável. Sobre o câmbio, tive uma Tracker por 3 meses e ela sempre dava tranco ao mudar de 2a para 3a. Levei na concessionária e me disseram que é “característica do projeto”. Minha percepção é que o Cruze 1.4 turbo foi o último bom carro da Chevrolet no Brasil. Depois disso foi só ladeira abaixo, sem inovações tecnológicas de relevo e motores nada confiáveis. A desconfiança dos carros chineses da década passada foi transferida com sucesso às marcas americanas.
O único atributo que ele tem é a correia banhada a óleo, que não me interessa.
Cupê raiz era fusca, opala, dodge dart isso aí nem traseira tem para ser cupê. Nem o Fastback é cupê se formos na definição correta do que é um cupê. Um carro cupê (ou coupé, do francês “cortado”) é tradicionalmente um veículo de duas portas, teto rígido e com uma linha de teto traseira inclinada que desce suavemente em direção à traseira, conferindo um visual esportivo e aerodinâmico.
Não é hatch, é “SUV”!
E não é o “SUV” comúm, é o “SUV” cupê!!! Ah, tá…Ainda bem que a GM avisou (mais essa agora…).
E mais uma grande noticia:
– A correia continua cozinhada em óleo, mas é uma correia cozinhada em óleo mais sofisticada do que a anterior!!! Que maravilha…
Santiago e Reynaldo, vocês falam como se fossem as vozes da inteligência!!!! Há 1,5 milhão de motores com correia no óleo rodando por aí e 1/2 dúzia de boçais não fazem a manutenção correta e reclamam. Se roda pouco tem que trocar o oleo a cada 5000km e usar o oleo correto. Se roda 10000 em menos de um ano troca-se a cada período. Lembro que a garantia é de 240.000km.
Lafayette,
Não é apenas 1/2 dúzia de “boçais desleixados” que reclamam, mas também muita gente que obedece as orientações e mesmo assim ficam à pé.
Via de regra as montadoras vêm adotando a corrente metálica ao modernizaram os seus motores, exatamente pra acabar com a insegurança que sempre acompanhou as correias de borracha.
Se a GM insiste em seguir o caminho oposto, boa sorte pra quem comprar.